Capítulo 4: Edward.

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Eu acordo cedo na manhã seguinte e peço para Julie cuidar de Aria, quando ela acordasse. Julie concorda prontamente e eu saio de casa, observando o sol iluminando o jardim ainda de forma tímida. A duas semana atrás, eu estaria indo trabalhar enquanto deixaria Aria e Edward brincando por aqui.

Ela estava viva. Era a única frase que eu ficava repetindo na esperança de não ficar transparente minha chateação quando chegasse na casa da minha mãe. Eddie já estava passando por estresse dem ais, eu não queria ser outro peso para ele. Eu precisava ser forte. Por nós três.

Observei a paisagem mudando enquanto o trote dos cavalos espelhavam na carruagem. Era suave e irritante ao mesmo tempo. Suave porque era algo familiar e irritante porque me dava tempo demais para pensar.

Quando o cocheiro para a carruagem em frente a casa de Liam, eu me pergunto se falei errado para onde estávamos indo, porém paro assim que o vejo brotar na janela. Destranco a porta e respiro fundo quando ele sobe, como se a gente tivesse combinado isso desde do início.

- O que você quer, Liam? - Ele me olha fingindo ofensa e tranca a porta de novo, dando dois tapinhas na parte da frente, indicando que podíamos continuar a viagem.

- É assim que você cumprimenta seu amigo? - Era quando eu sabia o que ele veio fazer.

- Diga. - Ele respira fundo e encosta no acolchoado.

- Não faça isso. - Eu viro o rosto pras casas passando.

- Não fazer o que? Trazer o meu filho de volta para casa? - Liam me olha compressível e eu quero voar no seu pescoço. Ele ser um amigo tão bom não ajudava.

- Zayn, se coloque no lugar da Aria. Ela mal sabe quem é ela, imagine você acabar de sair de acidente e descobri que tem um marido que não se lembra nem de ter visto na vida antes e um filho que você não tinha nem ideia que foi concebido. - Eu odiava ele estar certo.

- E o que eu faço com Edward, Liam? O deixo morando com a minha mãe? - Ele nega apressadamente.

- Não, claro que não, eu até acho que ele seria bom para a recuperação da Aria, é só apenas muito cedo. - Passo as mãos pelo cabelo, exasperado.

- E quando não vai ser? - Liam suspira.

- Eu não sei. Mas lhe dê um tempo, nem que seja apenas um dia.

*

- Meu filho! - Minha mãe corre na minha direção e eu fico preocupado instantaneamente. Eddie estava bem? - Eu estava tão preocupada! Não param de falar como você ficou enfurnado naquela floresta por dias... - Mas é claro. A sociedade britânica precisa de uma fofoca.

- Eu estou bem agora, mãe. - Respondo mas ela continua conferindo. Fico com medo dela começar a tirar minhas medidas, para começar a ver quantas gramas eu perdi.

- E a Aria? Você a achou? - Quase ficou mal por não ter vindo aqui mais cedo.

- Sim, mas...

- Mas? - Ela insiste eu suspiro, Liam acha que é uma boa hora para começar a falar.

- Eu vou cuidar dela o máximo que eu puder, mas está além das minhas habilidades. É um caso de perda de memória. - Mamãe suspira, colocando as mãos na boca.

A minha avó, mãe da minha mãe, teve um caso parecido. Porém, ela ia perdendo as memórias aos poucos, até que passou a não saber mais nada e precisar de cuidados para tudo. Diferente de Aria, que pareceu ter perdido tudo de uma vez, porém ainda estava lúcida. O meu medo era até quando.

- Mãe, eu vou ir ver o Eddie. - Ela concorda distraída enquanto ainda discutia detalhes de uma possível "cura" para o caso.

Se fosse assim tão fácil.

Sigo para dentro do casarão e entro, as empregadas passam de um lado pro outro atarefadas. Uma ou outra que é nova no emprego, e na idade, me direcionam sorrisos desnecessários. Resolvo ignorar essas e vou para um território seguro.

- Dona Rose. - Chamo entrando na cozinha, a senhora para de preparar seja-lá o que estava panela e sorri ao me ver.

- Olá, menino. Que bom que você veio, assim poupo meu filho de levar isso aqui para você. - Olho pro frango numa travessa e sorrio.

- Muito obrigado. Se não for pedir demais, a Aria voltou para casa e... - O sorriso dela foi tão grande que eu quase sorri de volta.

- Vou preparar uma lasanha agora mesmo. Assim que você for assim já vai estar pronta. - Fico agradecido por não ter que responder nenhuma pergunta e passo para a pergunta que eu realmente vir fazer.

- Eddie está onde? - Seu semblante fica triste e imediatamente eu fico sabendo que algo está errado.

- Não sai do quarto tem dois dias, menino. Estou com medo de que ele esteja doente. - Suspiro. Eddie estava ficando doente também.

- Ele está sentindo falta da mãe. - Ela concorda e eu penso no pedido de Liam.

Um dia? Um dia não faria diferença e se Eddie realmente estivesse mal, eu o levaria hoje.

Subo as escadas o mais rápido possível, me dirigindo para o meu antigo quarto nessa casa, quarto cujo o qual Eddie o proclamou dele desde que começou a falar.

- Filho? - Chamo entrando no quarto e encontrando Eddie deitado como uma bola na sua cama.

Eram apenas 14:00 horas da tarde, isso não era o comportamento de uma criança normal.

- Eddie? - Sem resposta. - Edward?

- Hum? - Soou como um gemido.

- Eddie, você está com dor? - Ele nega, porém continua na mesma posição.

Chega.

Arrumo a mala de Eddie e ele não se movimenta, vez ou outra tenho medo e verifico sua respiração.

Termino de enrolar Eddie no seu cobertor e o pego. Ele passa os bracinhos pelo meu pescoço e beijo sua cabeça. Ele ainda tinha o seu cheirinho de bebê, mãe fala que isso some daqui a pouco, mas eu duvidava. Eddie sempre teria cheirinho de bebê para mim.

Uso a outra mão para pegar a mala e desço as escadas.

- Liam, vamos. - O chamo quando passo por ele e seus olhos dobram de tamanho ao ver Eddie.

- Mas, Malik...

Eu falaria com minha mãe mais tarde.

- Vou avisar a sua mãe. - Concordo, entregando a mala para o cocheiro e entrando na carruagem em seguida.

Acomodo Eddie melhor no meu colo e pela primeira vez ele tem uma reação familiar.

- Olhe, papai, aquele cavalo tem duas cores. - Sorrio pela sua tentativa de tentar falar todas as silabas certinha e falhando de vez em quando.

- Sim, vamos dar um nome para ele? - Ele sorri para mim e começa a pensar.

Suspiro aliviado, Eddie estava melhorando um pouco.

- Queijo.

- Queijo? - Pergunto confuso e ele concorda.

- Sim, mamãe gosta de queijo e de cavalos. - Oh, deus.

Felizmente, Liam entrou na carruagem e desviou a atenção de Eddie.

- Hey, Ted. - Eddie faz uma careta pelo apelido.

- Oi. - Ele encosta mais em mim e eu sorrio. Eu sei que eu era o seu pai e claramente não era uma competição justa, mas adorava ser o mais amado.

- Você quer que eu o examine?

- Eu acho que sei o que ele tem. - Liam suspira, mas concorda.

- E lá se foi o plano de esperar um dia.

- Sim, se foi.

Não era algo que eu estava negociando.

Beyond Time - Zayn MalikHistórias para pegar e não largar. Descubra agora