Capítulo 28: Prólogo - (Início Da Segunda Parte).

841 43 4
                                        

Bem, olá! Não comentei nada até agora porque estou repostando os cap, então não tem a mesma graça comentar igual a primeira vez que postei. Espero que tenham gostado até aqui.

Avisinhos que eu imagino que vocês já saibam, mas é sempre bom:

- É uma fanfic, a lógica nunca vai andar de mãos dadas com ela;
- Assim como não estou historiadora, não sou psicóloga (a profissão da Aria nessa fic) então vai ter coisas bem nada a ver nesse quesito, mas nada extraordinário;
- Os meninos não terão a mesma idade que eles vão ter em 2026, mas isso eu explico melhor em outro cap;
- Imagino eu que é só isso, se lembrar, eu falo


Boa leitura espero que gostem, XOXO


A R I A

Certo, quando me disseram que assim que eu me formasse iria ter muitas propostas de emprego, eu não esperei que iria conseguir uma tão rápido. Já estava a seis meses trabalhando num hospital, sem exercer o quanto eu realmente queria da minha função. Minha especialização era psicologia e eu estava apenas lidando com crianças até o momento, então imaginem qual foi a minha surpresa ao ser chamada na sala do meu chefe com outra proposta de emprego.

Eu duvidava que eles fossem me propor algo do meu interesse. Se eu tivesse a chance de recusar sem ser demitida, iria com quase toda certeza. Eu trabalhava em um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, por quê eu iria querer outra coisa? Okay, eu não estava 100% feliz trabalhando apenas com crianças, mas era algo que com o tempo, seria concertado. Só precisava ganhar a experiência e confiança.

Quase morro do coração - agradecendo internamente por já estar no hospital - quando abro a porta e não encontro apenas o Sr. Daniels, meu chefe, como também três caras de terno sentados do seu lado e mais dois em pé. Mas que diabos?? O FBI queria me contratar pra algo? O CSI? Talvez eu tenha matado uma pessoa sem saber ou cometido um crime, afinal boa parte da minha vida não consta na minha memória. Graças a Deus eu esqueci - quase - tudo, menos os assuntos da faculdade. Que puta sorte era essa, nem eu sabia. Eu devia ter nascido com a bunda virada pra lua, depois minha mãe me deu trevos de quatro folhas para comer. Mas pensando bem, perder a memória por si só já não era um grande ato de boa-sorte...

- Senhorita Moroe, que bom que pode se juntar a nós. - Pelo olhar na cara de Sr. Daniels era um assunto importante. Dava quase pra ler na testa dele "não fode com tudo, Aria". - Esses senhores são... - Ele é interrompido, quando o mais impotente deles resolve se apresentar.

- Somos representantes da Modest, talvez já tenha ouvido falar de nós. - Penso que a verdade seria péssima nesse momento, então apenas concordo.

- Oh, sim, claro. - Meus queridos, eu mal lembrava da minha adolescência, vou lá lembrar de uma marca que eu não tenho a minima ideia do que seja.

- Pois bem, se não se importa, Robert, iremos assumir daqui. - Eita, ele chamou meu chefe pelo nome e ele ficou quietinho. Coisa boa não era.

- Fiquem a vontade. - O carinha que eu gentilmente nomeei Muralha, me encara antes de começar a jorrar informação.

- Viemos aqui em nome da One Direction. - A banda? Vieram em nome da banda?? - Bem, a banda irá retornar com uma tour gigantesca, terá mais shows do que nunca, cada canto do mundo será palco desse talento... - Jesus. O cara faltou pegar uma foto dos meninos e lamber. Devia ser a fonte maior de dinheiro deles, eu sei lá. - Mas, por algum motivo, um dos requisitos da banda, foi um psicologo que os acompanhassem durante a tour. - Pedindo estranho pra porra né, mas quem sou eu pra julgar... mas pensando bem, não tão estranho.

- E Aria, eu acho que você seria uma excelente escolha. - Olho abismada para Sr. Daniels, entendendo a situação agora. Nenhum psicologo de renome daqui iria aceitar o trabalho porquê já tinha muitos clientes fixos, eu era a única disponível. Além de que, ele não ia querer perder um de seus funcionários que valiam uma fortuna. Ele estava me descartando, que babaca.

- Antes de você aceitar qualquer coisa, temos que lhe falar algumas cláusulas do contrato. - Ainda estava em choque de perceber que fui jogada pra fora do hospital que era o meu sonho trabalhar desse jeito. Porém, se estava assim no início, talvez eu realmente não tivesse muita chance de evolução. Volto a prestar atenção em Muralha, que tira uma folha de dentro da sua pasta. - Sabemos que é sigilo da profissão, ética e tudo, mas você terá que assinar um contrato de confidencialidade, porquê absolutamente nada, nada mesmo de problemas dos meninos podem vazar. O contrato tem uma multa inimaginável sobre isso. Porém, você não vai atender todos, obrigatoriamente. Apenas os que quiserem. Além de que, não iremos te contratar como psicologa. Levantaria suspeitas e a mídia iria te assediar o suficiente para conseguir algo. Então você exercerá sua função, de uma forma informal. Laços de amizade e de qualquer tipo são permitidos, até ajuda a encobrir mais a história e... - Ele continua falando e eu fiquei pensando comigo mesma. O cara me chamou de puta indiretamente? Porquê eu senti um leve quê de "ah, se você quiser dar, fique a vontade. Vai até ajudar." Se fudê. - O resto você lerá nesse contrato. - Pelo visto, já estavam dando como certa a minha contratação, quando eu nunca disse nada. - Amanhã voltaremos para pegar a sua resposta.

Eu estava atônita. Mal percebi os seres indo embora, ficando apenas eu e o Sr. Daniels na sala. Que loucura era essa, senhor?

- Senhorita Moroe, eu consideraria muito bem essa proposta se fosse você. Por hoje, está dispensada. Vá pra casa e pense um pouco, volte com a resposta e o contrato amanhã.

*

Vou pra casa no automático. Chego no meu apartamento e me jogo no sofá, encarando Lua que me olhava. Ela era uma gata branca muito bonita.

- Oh, Lua, o que é que eu vou fazer? - Como se a gata fosse me responder. Nego com a cabeça e vou até a minha cozinha, fuçando na geladeira até achar meu último pote de sorvete. Vai cair bem agora.

Pego uma colher e me sento no sofá, começando a folhear as páginas.

Após duas horas de leitura, eu tinha que admitir. Era um contrato muito bom. Hospedagem, passagem e comidas estavam inclusos, além de um salário monstruoso. Com isso eu podia facilmente abrir a minha clínica.

Além de que, eu sempre, sempre, quis viajar. Ali estava uma proposta de conhecer o mundo. Não achava que eu ia conseguir prosperar naquele trabalho. Sr. Daniels parecia gostar de mim, mas não o suficiente para me promover, logo isso aqui poderia ser uma boa oportunidade...

Num ato de impulso e sem pensar muito, pego a caneta, assinando meu nome nas 40 páginas cheias de letras minúsculas. Parecia que eu tinha acabado de começar... uma nova vida.

Beyond Time - Zayn MalikHistórias para pegar e não largar. Descubra agora