Capítulo 17: Seu quarto.

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A R I A

- Papai, Freddie ganhou um brinquedo novo. Eu posso ganhar um também? - Tenho medo de Zayn fuzilar o menino também com o olhar e o puxo mais para perto de mim.

Eddie se acomoda de bom grado no meu colo e continua olhando em expectativa para o pai, sem perceber que provavelmente o que Zayn queria fazer no momento estava bem longe de lhe dar um novo brinquedo.

- O que eu te disse sobre sair sozinho? - Eddie olha pra baixo.

- Eu não estava sozinho. Estava com a mamãe.

- Eu já conversei com você sobre isso. E se vocês dois tivessem se machucado? - Okay, acho que a pergunta não era tanto pro menino.

- Mamãe parece bem. Ela não esta doente, não é, mamãe? - Olho confusa pra ele.

- Claro que eu estou bem. Quem disse que não?

- Papai. - Oh, ele disse? Dessa vez, sou eu que tento lhe matar com o olhar.

Ele estava espelhando por ai que eu estava doente? Doente do tipo que uma criança de três anos não poderia confiar na minha lucidez? Ah, claro.

- Nem comece. - Nem comece ele.

O encaro, em sinal de desafio, e não desvio os olhos dos dele ao perguntar:

- E o que mais seu pai lhe falou, Eddie?

- Que você poderia agir estranho e precisar de ajuda para pequenas coisas e que não era seguro que você...

- Edward, chega. - Eddie automaticamente se cala e felizmente a carruagem para também.

Entramos em casa no completo silencio e resolvo que se ele achava que eu precisava de ajuda para "pequenas coisas" e que uma criança talvez precisasse me ajudar, eu poderia ignora-lo.

- Vamos, amor. Trocar de roupa e deitar. - Eddie concorda e vai comigo para o quarto, dispenso seja lá quem fosse que se prontificou para levar ele e chegamos em seu quarto.

- Esses seus pijamas são horríveis. - Resmungo pegando uma das roupas pesadas e pomposas que eu acharia que era tudo, menos pijamas.

Dou de ombros e acho a costura, tirando mais da metade dos panos, até ficar apenas uma blusa de mangas brancas e calças. Deveriam ser o forro.

- Bem melhor. Ninguém precisa de tanta pompa para dormir. Quem o senhorzinho pensa que é, o filho de um conde? - Eddie ri, mesmo que fique confuso, afinal, ele era um filho de um conde.

Termino de o vestir e o arrumo em sua cama, lhe dando um beijo de boa noite.

Quando eu voltasse para casa, iria sentir falta de Eddie.

Me viro para sair do quarto e quase caio para trás com o susto de encontrar Zayn parado na porta. Seguro a vontade de rolar os olhos e passo por ele, o ignorando.

- Você não acha que devemos conversar?

- Você não acha que eu estou muito doente para isso? - Rebato e escuto seu suspiro atrás de mim.

Entro no meu quarto e sei que não estou sozinha quando a porta se fecha.

- Oh, veio ver se eu não preciso de ajuda com pequenas coisas? Cuidado, ficar no mesmo quarto comigo deve ser perigoso. - Carrego todo o sarcasmo possível na voz e percebo que deveria ser por isso que ele estava bravo.

Ele achou que Eddie estava em perigo com uma doida. Ah, mas eu estava puta.

Doente o cacete.

Doente eu ficaria se ficasse mais tempo nesse século.

- Não fui isso que eu quis dizer para o Eddie...

- Mas disse. Eu não me importo, já entendi. Da próxima vez, eu deixarei Eddie.

- Eu falei isso pro Eddie quando o estava trazendo de volta pra casa. A dias atrás. Eu não sabia em que estado você estava, apenas estava o preparando para qualquer situação. - Dou de ombros.

- Certo. Entendo. - Eu entendia. Mas eu continuava brava.

- Então estamos bem?

- Quem achou que precisávamos conversar era você. - Falo com indiferença e vou atrás de uma roupa para dormir.

- Por que você foi visitar o Louis?

- Não sei, talvez por você ter ficado estranho do nada? - Pego um dos vestidos que deveriam ser uma camisola e separo. - Além disso, não tem o que fazer aqui.

- E você não poderia ter me chamado? - Solto o vestido na cama e o encaro.

- Eu poderia? Você prestou atenção na parte que eu disse que você ficou estranho do nada? - Bufo exasperada. - Ah, calma, não foi do nada. Foi depois de encontrar aquele casal no restaurante.

- Eu não fiquei estran... - O interrompo apenas com o olhar e ele suspira. - Certo, eu fiquei um pouco estranho.

- Oh, você jura? Eu nem percebi. - Resmungo e começo a me concentrar na tarefa difícil para caralho que era soltar aquele corpete sem ajuda.

Zayn respira fundo e depois de eu passar uns bons dois minutos lutando com o laço do meu vestido - da forma mais delicada que eu podia - ele vem me ajudar. O mínimo.

- Não é algo que eu queira compartilhar no momento. - O escuto enquanto seus dedos habilidosos se livram dos nós em segundos.

- Certo. - Concordo e sinto o corpete ficar folgado, caindo dos meus ombros.

Taco o foda-se.

Eu ainda estava brava com ele.

- Certo?

- Sim, certo. Agora você pode sair do meu quarto. - Deixo o pano cair livremente do meu corpo e estou livre da parte de cima, ficando apenas com o trabalho de tirar a saia.

Não posso dizer que não notei a sua ingestão súbita com a visão.

- Aria...

- Zayn... - Imito seu tom tão inocente quanto o possível, não deixando de perceber seu olhar nos meus seios. Posso dizer que eles também notaram, já que com certeza não foi apenas o frio que os entumeceram.

- Não faz isso comigo. - Pior que eu estava com dó. Ele estava na seca a bastante tempo.

- Não fazer o que? - Saio da minha saia num rebolado digno de uma stripper. Já disse que eu tinha tacado o foda-se? Porque eu tinha.

Ele se aproxima e eu automaticamente nego, pegando minha camisola.

- Nada disso, Malik. Você não vai me falar a verdade? Então pode ir pro seu quarto. É logo ali. - Indico com a cabeça pra porta ao lado e passo a seda pela minha cabeça.

Beyond Time - Zayn MalikOnde histórias criam vida. Descubra agora