Capítulo 5

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*****🥀 MENTE e Iras 🖤*****

Estou em uma daquelas semanas que choro com música da Adele, como chocolate como criança e qualquer coisa me aflige. E ainda tenho que enfrentar todos os problemas da escola, por mais que Flávia e as meninas me ajudem, ainda tenho milhares de dificuldades que somente eu posso resolver.

A minha maior preocupação nisso tudo é saber que apesar de resolver todos os problemas, eu só tenho que orgulhar à mim mesma, a quem eu retribuía orgulho exclusivamente era para a minha querida mãe, sempre foi uma guerreira e o que tenho hoje é devido à ela, que anos atrás fundou essa escola e eu como sua legítima herdeira, desde então estou na administração e toda vez que passo pelo corredor, vejo a foto dela moldada em um quadro, tão linda, ela me faz chorar lágrimas de saudades.

- Tamara, chegou esse buquê para você. - Nesse instante disfarcei as lágrimas que teimavam em escorrer no rosto após ver a foto de minha mãe, passei o dedo sobre os olhos e vi que Flávia está segurando um buquê enorme de rosas vermelhas.

- Você viu quem entregou? De quem é?

- Eu não vi, estava na recepção e outra tem esse cartão e por mais que esteja morrendo de curiosidade não abri.

Antes mesmo de receber o buquê, de imediato procurei o envelope pequeno e retirei o cartão de dentro dele.

- Jamais irei deixar de te amar!-

Amassei o papel, ato qual fez Flávia esbugalhar os olhos, perplexa com a minha reação.

- Mas gente, que raiva é essa? Tadinho do moço, talvez ele só queira perdão!

- Flávia, sei que está supondo que seja o Jefferson, mas não. Ulisses voltou!

Se os olhos de Flávia haviam esbugalhado, agora só faltavam saltar por cima de mim, só ela sabia o quanto esse Ulisses havia causado problemas alguns meses atrás, até que ele foi embora para outro estado por questões de trabalho. Se não bastassem os problemas empresariais, ainda terei que enfrentar tudo de novo nesse episódio da vida pessoal.

Com certeza essa semana teríamos que fazer a quinta do vinho, é como um passo para o final de semana, uma festa do pijama entre duas garotas ou uma noite de encalhadas bebendo vinho, escutando música, jogando conversa fora e até mesmo jogando banco imobiliário. Mas, desta vez o assunto foi ele:

- Ulisses voltou para me atazanar, não posso acreditar. - Levei a taça de vinho até a boca.

- Você nem sabe se é ele mesmo.

- Meu sexto sentido me avisou, sei que é ele.

- Mas você nem sabe se ele voltou, talvez ainda esteja em outro estado, somente pediu para alguma floricultura te entregar, estamos no ano de 2019, tudo se faz por aplicativo, pode ser que ele esteja em outro país, é tudo online. - Flávia tenta amenizar a situação.

- Não sei, mas meu pressentimento sobre isso não é bom. Muita sacanagem, eu estava tão feliz por ele ter ido embora, sabe, assim do nada ele sumir, estava bom demais para ser verdade.

- Só sei que você não deve se precipitar, você tem a mim. Sempre vou te proteger, minha branquinha feinha.

- Começou fazer efeito do vinho pra você? - A olhei com deboche, fazendo ela tirar o sorriso bobo do rosto.

Foi uma noite bem agradável, não bebemos a ponto de tropeçar no tapete ou na mesinha de centro, decidimos terminar a noite assistindo um filme aleatório na programação fechada, mas talvez seria melhor deixar para outro dia pois Flávia acabou cochilando.

Mente e IrasOnde histórias criam vida. Descubra agora