Call Girl

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Detroit, Michigan.

POINT OF VIEW JULIETA SMITH

Tomei um gole da minha água, fechando a garrafa e assim que chego em frente a minha casa, tiro meus fones de ouvindo, parando a música que escutava vendo Blair sair do seu carro com Austin em seu colo, abro um sorriso me aproximando e beijando suas bochechas rosadas.

— Oi, amor. – Segurei sua mão. — Como está?

— Bem! – Ele disse, entretido com o meu fone.

Ajudo Austin, segurando sua mão e entramos em minha casa. Blair vai em minha frente, subindo os degraus para chegar em meu quarto e vou em passos lentos para acompanhar seu filho que não conseguia subir os degraus altos. O coloquei sentado em minha cama e entrei no banheiro, retirando minha roupa e deixei a porta encostada, para ouvir Blair melhor.

— Terá algo amanhã?

— Sabe que não. – Ri. — Por quê?

— Marquei o batizado de Austin para amanhã. – Abro o chuveiro, deixando a água fria cair, eu sentia a presença de Blair cada vez mais próxima e sabia que ela estava sentada na privada.

— Mesmo? Ok.

Ela ficou em silêncio e franzi o cenho.

— Diga logo, Blair.

Soltou um suspiro pesado.

— Sabe que você é a madrinha de Austin, não é? – Murmurei uma concordância. — Esperei cinco anos para isso e você não pode mais recusar, tinha que ser você a madrinha do meu filho. Foi você a primeira pessoa a saber da minha gravidez, a me apoiar, me acalmar, me ajudar!

— Você faria o mesmo por mim.

— Sim. – Tirei o shampoo do meu cabelo. — Chris escolheu Justin como padrinho de Austin, ele vai estar amanhã!

Despejou e fechei meus olhos, apenas deixando a água me acalmar e eu absorver a informação. Eu não queria ver Justin tão cedo depois de ontem, foi um reencontro desastroso e tudo que eu mais queria era não ter que cruzar com ele novamente, deveríamos esquecer o que tivemos e deixar para trás, eu ainda guardava muita mágoa e ressentimento. Sabia que Blair confiava em nós dois para cuidar de Austin, teria que fazer isso por ele.

— Tudo bem.

— Tudo bem? – Abriu a porta do Boxe com brutalidade, sua expressão era hilária e comecei a rir, passando o creme. — Tudo bem?

Ela repetia aquilo com descrença.

— Sim, tudo bem. É apenas um batizado. – Arqueou a sobrancelha. — Não posso esquecer que eu e ele tivemos um passado, mas eu não quero mais problemas Blair, tudo que quero é seguir minha vida e construir meu futuro, apenas isso.

— Ainda ama o Justin?

Soltei um suspiro.

— Eu sempre vou amar. – Ela me ouvia atentamente. — Mas isso faz malditos cinco anos! Eu preciso seguir em frente, por que ele já seguiu. Justin nunca foi capaz de me amar e eu notei isso tarde demais.

— Ele te ama, Julieta.

— Se ama ou não... Isso não importa mais. Eu não quero mais nada com ele, na verdade, tudo que eu quero é distância. Mas irei amanhã por você e por Austin. – Sorriu abertamente.

— Obrigada! – Soltou um gritinho, fechando a porta e saindo do banheiro. Balancei a cabeça, pensando o quão louca ela ainda era.

Vesti meu roupão, saindo do banheiro e vendo Austin agarrado em um urso meu enquanto tomava um suco. Entrei em meu closet, trocando de roupa e deixando o roupão na cesta de roupa, deixei meus cabelos molhados enquanto sentava na cama.

Abstinence | CONCLUÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora