Trust Me

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Wayne, Michigan.

POINT OF VIEW JUSTIN BIEBER

Eu estava em Wayne, mais uma vez. Quase todas as semanas observava Julieta continuar sua vida, sem mim. E por mais que isso fosse egoísmo, não poderia deixar que isso se aprofundasse, precisava dela ao meu lado e tinha certeza que ela desejava o mesmo. Entrei no centro da cidade, estacionando próximo a lanchonete onde Julieta trabalhava. Ela entrou por aquela porta minutos após eu chegar, sorridente.

Apenas esperei por ela, Julieta andava para lá e para cá dentro do estabelecimento, sempre sorrindo de maneira gentil. Eu amava a bondade dela, a gentileza, o carisma. Ela era tudo o que eu jamais seria. Depois de algum tempo, Julieta saiu para o expediente e liguei o carro, dirigindo lentamente, próximo á ela. Estacionei o veículo quando a vi entrando em um restaurante e esperei por ela. Desci do carro e Julieta usava o uniforme de garçonete amarelo claro e sua barriga era perceptível. Eu quis agarra-la, simplesmente e leva-la para nossa casa. Julieta esperava um filho meu. Ela continuava linda e gostosa. Eu sempre soube que ela seria uma mãe maravilhosa e eu cairia em devoção aos seus pés se fosse preciso. Eu não tinha certeza de quantos meses ela estava, porém sua barriga estava grande demais e isso a fazia caminhar devagar, o que era fofo.

Julieta começou a dar passos menores e encostou-se na parede, com a outra mão na barriga e parecia com dor. Antes que ela desmaiasse, segurei minha mulher nos braços.

— Julieta? – Balancei seu corpo. — Amor? Acorde. Julieta!

— Droga. – Verifiquei sua pulsação e passei meus braços por debaixo das suas pernas. A peguei no colo, com sua respiração ricocheteando em meu pescoço. Ela não estava pesada, não para mim. Queria que ela sempre estivesse em meus braços, sã e salva. Abri a porta do carro, deitando-a no banco de trás. A todo o momento eu olhava para trás, certificando que ela estava bem. Estacionei no hospital e desci do carro, pegando-a novamente.

— UM MÉDICO! – Disse alto o suficiente. Dois homens trouxeram uma maca e a colocaram deitada, os acompanhei, segurando a mão da minha esposa. — Ela ficará bem, não?

— Você é o Justin? – Um deles falou e assenti, concentrado na minha mulher. — Prazer, Bonnie. Melhor amigo da Julieta.

— Quantos meses ela está? – O outro enfermeiro perguntou e fiquei sem saber o que responder.

— Cinco e são gêmeos. – Ele respondeu, Bonnie. — Ligarei para o obstetra dela.

— Ela está grávida de gêmeos? – Perguntei o fitando rapidamente e voltando a encarar o homem.

— Sim. – Sorriu. — Ela descobriu o sexo ontem. Olha, Justin, não poderá entrar a partir de agora. Mas Julieta ficará bem e se quer saber de algo, ela te ama muito e precisa de você.

— Ela... Ela disse isso? – Assentiu e respirei fundo. Eles entraram por uma porta de emergência e sentei na sala de espera, ainda absorvendo a ideia de que Julieta esperava por gêmeos. Ela iria me dar dois filhos. Sorri, imaginando como seriam lindos como ela. Eu amava a cada dia essa mulher e tinha mais certeza que não conseguiria passar minha vida sem ela.

Levantei, respirando profundamente. Andando de um lado para o outro, querendo invadir a ala de emergência e apenas segurar sua mão. Algumas horas depois, seu amigo fez sua ficha e me deixou entrar no quarto. Julieta estava dormindo, sob efeito de medicamentos devido á uma queda de pressão, talvez por trabalhar tanto ou efeito de passar muitas horas na cozinha. Levantei a poltrona, colocando ao lado de sua cama e seguro sua mão.

— Vai ficar tudo bem, querida. – Beijei as costas de sua mão. — Eu prometo.

Descansei as costas na poltrona desconfortável, acariciando sua mão enquanto Julieta descansava. O médico entrou um tempo depois, minhas pálpebras pesavam quando me endireitei rapidamente, ficando de pé e o cumprimento, apertando sua mão.

Abstinence | CONCLUÍDAOnde histórias criam vida. Descubra agora