Sentença

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Jack olhou para o rei que todos falavam no submundo, mas poucos já tinham visto pessoalmente e sorriu de canto, recebendo quase o mesmo sorriso de volta.

Tin Phiravich era um homem que à primeira vista parecia um executivo até que comum, elegante, bonito e que exalava poder, mas ele sabia que sua própria imagem era parecida.

Aquele homem, contudo, era um assassino frio e naquele quesito, Jack não tinha nem um pingo de respeito. Não que ele já não tivesse matado muitos também, mas seu irmão não devia servir alguém tão letal, não foi para isso que mandou o irmão para longe.

Respirou inaudível e se sentou a frente dele naquela saleta falsamente amistosa e pensou sobre como chegou ali.

Ele sabia que estava sendo esperado e sabia bem com quem estava lidando, portanto, invadiu o local pelo meio que pensou ser o mais agressivo, porém inesperado possível: A mais de duzentos por hora rasgando praticamente a estrada que levava até o castelo com o jipe pesado de tração dupla. Porém teve de pisar no freio com tudo e quase capotar o carro, ao ver uma miragem graciosa fazendo piruetas em um muro baixo que circundava a estrutura principal. Ele devia dirigir e arrebentar a porta do lugar com o carro, mas freou e soube, ainda que seus olhos estivessem grudados em tal fantasia insana dos seus olhos, na garota saltando e movendo duas fitas, ou tecidos, ele não sabia distinguir, em torno de si como se fosse fácil tal coisa. Ele soube que um mundo de soldados disfarçados de guardas, viriam pegá-lo.

Mas não pode evitar de parar o que faria, com receio de machucar aquele ser misterioso e enfeitiçador.

E foi dito e feito.

O carro brecou a milímetros da mureta e ele viu a miragem de cabelos escuros e curtos, se voltar para ele de olhos arregalados, parar o movimento e ser pega no ar por um homem de branco antes de ser levada embora como se fosse um fantasma. A frente do carro foi escurecida por um mar de homens armados e ele não pode ver para onde a miragem foi levada.

E isso, estranhamente, o deixou triste.

Então foi escoltado até ali por pelo menos trinta caras e ele nem teve muito tempo de varrer o local para contar as saídas que poderiam ter. Até porque seria inútil agora.

Tinha perdido o efeito mais dramático.

— Se o seu objetivo era invadir o castelo com aquele carro, ia se dar mal, as portas de entrada tem como estrutura interna aço puro – Ele sorriu e Jack estreitou os olhos, aquele homem era de fato um inimigo feroz – Vou direto ao assunto, Irmão do meu mordomo – Nisso ele riu baixo e Jack rangeu os dentes, ele estava brincando consigo? – Minha rainha ama aquele mordomo e meus filhos também, Pete jura que Kyungsoo não vai querer ir embora e eu e minha família estamos nos mudando, então, o que vou te oferecer é: se quiser ir conosco, ok, desde que se comporte e siga alguns termos específicos, senão, passe esses dias com o seu irmão e se despeça. O tabuleiro é esse.

Jack arqueou as sobrancelhas, ah é?

— Você fala pelo meu irmão, agora? - Dessa vez o sorriso mortal foi seu. Cruzou as pernas em seguida – Eu não o vejo aqui...

— Você sabe, assim como eu, muito bem onde ele está. O que não sabe é que tenho pessoas lá dentro, naquele hotel, prontos para atirar em cada um dos seus oito capangas com uma ordem minha – Jack não se moveu, mas por dentro quis enfiar o canivete no pescoço daquele homem. Ele, também sentado displicente na outra poltrona depois da mesinha de centro, piscou para si – Contudo eu venho dizendo para seu irmão transar e desestressar há muito tempo, logo não quero atrapalhar as vinte e quatro horas de sexo dos pombinhos, lógico.

Minha Seme EmpoderadaOnde histórias criam vida. Descubra agora