Um dos efeitos que o álcool me causava era a valentia, mas também, atrapalhava pensar racionalmente. O beijo, apesar de rápido, foi inesperado para mim da mesma forma que foi para Chuck. O fato de ter sido singelo, não anulou ser bom. Os lábios macios e o cheiro de menta continuaram ocupando meus pensamentos enquanto chegávamos na minha casa.
— Está com fome? — Chuck tentava puxar assunto, era a terceira vez. Eu estava raciocinando mais devagar, provavelmente nossa foto encenando um casal apaixonado estaria nos noticiários. Sempre fui invisível nos ambientes que frequentei, de repente, seria foco de muitas atenções, é importante trabalhar essa ideia. — Blair, fiz algo que não gostou? Você tá esquisita comigo, que dizer, mais que o comum. — O sorrisinho que ele deu foi contagiante, ainda não tinha me acostumado com o quanto o acho bonito.
—Você não fez nada, eu só tô pensando na foto que aquele cara tirou. — Me joguei no sofá, fui acompanhada.
— Tenho certeza que você saiu muito bem. — Ele tinha os olhos fixos nos meus, aproveitou p ajeitar uma mexa do meu cabelo, senti o rosto esquentar. — Você reage a elogios de uma forma engraçada, deveria estar acostumada.
— Você está fazendo aquilo. — A expressão interrogativa me fez sorrir. — Aquilo com os olhos, quando você está a ponto de beijar as mocinhas nos filmes, seu rosto fica sério e os olhos... Hum, mais intensos. — Chuck deu risada, quebrando o contato visual.
— Fica tranquila, não vou te beijar. — Eu deveria ter gostado desta frase. — Mas quanto aos elogios, não irei guardá-los. Pare de falsa modéstia, você tem beleza de sobra. — Outro sorriso que não consegui conter, até que ele não é tão idiota assim.
— Fico feliz que se agrada com o que vê. —Encostei o corpo no encosto do sofá.
— Bastante. — Ok, área segura se diminuindo. — Fome? — ele realmente não esquece as coisas que diz, sempre retoma o assunto.
— Na verdade, estou sim.
— Ótimo, eu também não comi. — Decidir o cardápio da noite ficou por minha conta, a pessoa mais indecisa, ele ficou com um papo sobre comer qualquer coisa. Por fim, hambúrgueres venceram.
Chuck se encarregou de pedir nossa comida enquanto fui tomar banho. Quando voltei para a sala usando minha camisola, nada indecente, e os cabelos molhados, juro que vi meu namoradinho ter uma reação. Ele estava deitado no sofá jogando algum jogo no celular, mas tratou de se sentar rápido. Pela primeira vez, o vi desajeitado.
— Eu já fui buscar o lanche na recepção, o que me fez lembrar que seu prédio precisa de um elevador. — Na mesinha de centro, haviam alguns pacotes. Provavelmente muito mais que o necessário, esse cara sente muita fome ou é extremamente exagerado. Fucei as embalagens até encontrar um hambúrguer, o cheiro estava divino.
— Isso tá muito gostoso. — Acho que ele entendeu, não me importei de falar com a boca cheia. Estava começando a me sentir a vontade com Chuck. — Acho que posso namorar um cara que me proporciona hambúrgueres tão bons.
— Muito bom sim. Tem algumas sobremesas e talvez eu tenha exagerado na quantidade de hambúrgueres, mas não sei como é seu apetite. — Ele limpou ketchup no canto da minha boca e chupou o dedo em seguida. — Amo ketchup. — Deu risada e eu bufei.
— Sem invadir meu espaço pessoal. — Sorrimos.
— Então hambúrguer é sua comida favorita? — Confirmei com a cabeça. — A minha é qualquer coisa que tenha bastante queijo. E qual sua cor favorita? — Ah, o plano de nos conhecermos melhor, eu já havia esquecido.
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A Proposta
FanfictionChuck Bass é um talentoso ator mundialmente prestigiado, mas sua conduta pessoal está interferindo na vida profissional. Ele precisa urgentemente mudar a opinião pública a seu respeito e fingir que é um homem mudado através da paixão. Blair Waldorf...
