Capítulo 18 - Parte I

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Raquel Bernard

Colmar

Orfanato Santa Rosa

Anos Antes

Não nunca quis saber a minha origem, não sinto nada pelas pessoas que me abandonaram sempre fui diferente das outras meninas e meninos que lutam diariamente para saber da onde vieram, sempre tive tudo o que mais precisei e isso graças a Irmã Esperança e ao Padre Tomás, cresci com muito amor com uma boa educação e algumas broncas em virtude ao meu instinto aventureiro que fugia do orfanato sempre que possível o que deixa a Madre Superiora Luiza maluca, o oposto do padre e da irmã ambos me ajudam a escapar dos castigos da madre que pensava que ser babá era um sacrifício, mas o que ela não sabe é que amo cuidar daqueles anjinhos eles são a força que eu mais necessitava para calar e acalmar a voz que gritante em minha mente, e com isso acho que lá no fundo bem lá no fundo eu sempre desejei ter um papai e uma mamãe e assim no final das contas não sou tão diferente como um dia eu pensei que fosse.

- Você ama cuidar desses anjinhos não é mesmo Raquel?

- Sim com certeza padre Tomás, e que a Madre Superiora não me escute, mas esse castigo é o melhor de todos e quer saber nunca vou entender o porquê ela acha que cuidar deles é um sacrifício, acho que uma religiosa não deveria ser e nem pensar tão amargamente.

- Não na verdade não, mas temos que respeitá-la Raquel, ninguém caminha na nossa estrada ninguém calça nossos sapatos como podemos jugar alguém assim, porém irei concordar contigo Luzia poderia não ser tão amarga.

- Sei que sim padre, porém devo confessar que impossível de entender o seu comportamento porque todos os religiosos não podem ser como o senhor? Garanto que a comunidade Santa Rosa ganharia muito com isso não achas padre?

- Aí menina, você tem cada ideia não? As pessoas são únicas e especiais com seu defeitos e qualidades, eu mesmo estou cheio deles...

- De defeitos? Não o padre Tomás não, todos falharam comigo, mas não o senhor e nem a irmã Esperança fizeram por mim coisas que minha mãe nunca pode ou nunca quis fazer porque ela fez isso, porque minha mãe nunca me quis?

- Porque ela fez isso, porque a minha mãe nunca me quis? Não lhe compreendo Raquel, você nunca mostrou interesse algum em suas origens o que a fez mudar de ideia porque agora achei que...

- Também pensei que não me interessava, mas cuidando dos pequenos percebi que minha mãe me interessava muito mais do que gostaria, ver esses anjinhos tão pequenos e sozinhos necessitando do amor de um pai e de uma mãe me fez lembrar de mim e da falta que ambos e lamento não poder ficar mais tempo por e com eles.

- E é por isso que cuida deles como se a mãe de todos? E agora o que pretende fazer vai buscar suas origens?

- Sim quero e confesso que é o que mais desejo, e na verdade acho que é exatamente isso que sempre quis saber de onde vim.

- E porque nunca me disse, porque nunca me procurou ajuda poderíamos ter feito algo.

- Sim eu sei padre, mas você...

- Não, não sei de nada, porém alguma coisa pode ter certeza que eu faria, você deveria ter dito antes Raquel.

- É padre agora só agora eu sei disso, mas estou dizendo preciso que o senhor me diga como e por onde devo começar e quem devo procurar primeiro.

- Eu? Quer que eu lhe ajude a encontrar seus pais?

- Sim quero porquê? Você não vai mais? Achei que.... Você disse que...

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