Capítulo 19

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Acordei, me estiquei, sentei na cama e olhei para o sofá. Hero não estava ali.

Tentei escutar o barulho da água caindo do chuveiro, mas não estava ligado.

Depois de lavar meu rosto, os dentes e me pentear, coloquei um short jeans e uma camisa florada. Não ia descer até o restaurante do hotel para comer algo sozinha então pedi por telefone que me trouxessem.

Sentia-me abandonada por Hero. Ainda não sabia como seria a reação quando nos víssemos frente a frente. Não queria estar sem ele, me sentia desprotegida.

Passei a manhã e a tarde toda na cama assistindo TV. Não queria sair do quarto por medo de me perder e não encontrar Hero nunca mais.

Já era 03:00 da madrugada e eu tentava dormir. Estava muito cansada, mas tentava ficar acordada. Vi a porta a abrir e quase caí do sofá.

Meus olhos estavam totalmente abertos, surpreendida. Ele estava ali parado, tinha ficado assombrado por me ver. Não ia deixar de olhar para ele e ao parecer ele tampouco ia deixar de me olhar. Entrelacei meus dedos tentando me dar segurança para falar.

- Onde estava? – perguntei tremendo.

Ele fechou a porta.

- Não tenho porque te dar explicação.

- Tem sim – passou do meu lado em direção a cama. Cheirava a álcool – Hero – chamei fazendo com que se virasse para me olhar.

- Não tenho que dar explicação para você – me disse seriamente.

- Tem sim e quero agora.

- Olha... – me pegou pelos pulsos – Primeiro, você tem me dar explicações a mim e não eu, NÃO SE META NA MINHA VIDA – gritou a última frase e me soltou bruscamente. Respirei fundo tentando acalmar meu medo.

- Hero... – disse quando ele não olhava mais para mim e me interrompeu.

- Não quero que me diga coisas que já sei.

- Que coisas?

- E tampouco quero que me confunda – me disse e voltou a me olhar – Quero que me dê umas quantas explicações.

- Você está bêbado? – perguntei ignorando o que ele disse.

- Isso não vem ao caso e não mude de tema! – disse exaltado – E se estou, o que te importa? – disse irritado.

- Hero – disse seu nome enquanto sentava no sofá já que fiquei tonta – Vamos falar como se deve, sem gritos, sem golpes, como duas pessoas normais – ele se sentou no sofá só que longe de mim – Onde estava?

- Isso não te importa.

- Sim me importa – disse secamente e ele riu com ironia.

- Então te importo, certo? Mas não se importou de me excitar e me deixar ali sozinho na cama, verdade? – estava completamente furioso, dava para notar em seu rosto e na sua voz.

- Não foi assim.

- Espera... Me deixa continuar, ainda não acabei – apoiou seus cotovelos nos joelhos e passou a mão pelos cabelos abarrotando eles. Voltou a sentar direito e me olhou – Por que fez isso? Pensei que tínhamos parado com as vinganças.

- Não era uma vingança – disse em minha defesa.

- Então por que fez isso?

- Você começou – me defendi.

- Mas você não me parou, nem resistiu – me olhou diretamente nos olhos – Por que chorava.

- Eu perguntei algo antes – disse tentando não responder ele.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora