Capítulo 14

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Ele abriu a porta do quarto e deixou as malas do lado dela por dentro. Eu entrei e fechei a porta. O dediquei meu pior olhar.

- Juro por minha família que vou fazer sua vida impossível – disse antes de me meter mais no quarto. Escutei sua risada, muito sensual para o momento. Virei-me para olhar-lo – O que é tão engraçado? – ele sorriu para mim.

- Você é.

- Que bem que te faz rir porque a mim não – disse de má vontade. Voltou a rir – Não entendo porque está rindo.

- Já falei que de você.

- Por acaso agora sou um palhaço?

- Não, que eu saiba os palhaços sorriem, você não ri.

- De verdade, não consigo acreditar que exista uma pessoa tão desagradável como você – me virei e senti que se aproximava de mim.

- Você diz isso porque ainda não foi para a cama comigo.

- Você é repugnante, pervertido e me dá nojo – me afastei e ele simplesmente sorriu.

- Admita que você morre por me sentir dentro de você.

- Volte a dizer algo que contenha sexo e meu nome na mesma oração e não viverá para contar – entrei no que achei que fosse ser o banheiro.

Esse quarto era uma loucura, mas claramente era para duas pessoas que estavam felizes casadas porque eu não vou aproveitar este quarto estando junto com Hero.

Olhei-me no espelho. Estava um desastre. Lavei meu rosto. Quando saí do banheiro Hero estava jogado sobre a enorme cama e vendo as notícias pela TV. Não me dedicou seu olhar então segui até minha mala.

- Qual parte do guarda-roupa vai usar? – perguntei.

- A que você me deixar – respondeu sem deixar de olhar para a TV.

Bem, ele tinha começado com o jogo e eu o havia seguido e logo nós dois nos atacamos, mas eu tinha uma nova ideia. Tiffin vai ter que deixar sua roupa na mala porque espaço não terá.

Ri em voz alta sem perceber e Hero me olhou estranhando.

- Você está bem? – perguntou quase rindo.

- Muito bem – respondi contendo uma risada. Ele tinha um braço estendido sobre a cama e as pernas abertas; quase ri, mas não sei se ele quase ria ou era uma careta que se confundia com um riso – Além do mais não me pergunte porque não te interessa – agreguei e ele ficou sério.

- Sempre com suas conclusões estúpidas – disse e voltou a olhar para a TV. Sorri por dentro, me sentia malvada – Se pergunto é por que me interessa. Não acha?

- Alguém o faça ficar com a boca fechada – disse quase em um suspiro. Ele riu – Por que você ri de tudo? – perguntei dobrando uma camisa.

- Bem, não posso perguntar porque segundo você não me interessa e tampouco posso rir. Diga-me, você controla minha vida?

- Pode ser – me olhou atento – É ruim quando controlam sua vida, não é?

- Claro, cada um faz o que quer com sua vida.

- Pois repita isso para si mesmo – disse secamente e ele riu – Eu não posso controlar sua vida, mas você pode controlar a minha – ele assentia enquanto falava – Imbecil – ele riu novamente.

- É ruim quando controlam sua vida, mas é divertido controlar a vida de outra pessoa – ele disse e eu ri sarcasticamente.

- Nunca pensei que existiria uma pessoa como você – disse com temor em minhas palavras – Hero querido, você não sabe com quem está se metendo – agreguei e ele me sorriu – Você é... – buscava a palavra certa – É...

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora