Tomei um copo de água e decidi voltar para meu quarto, iria passar por Hero como se não tivesse escutado nada. Quando ia começar a subir a escada Hero falou comigo.
- Josephine – disse secamente – Vem aqui – permaneceu sentado no sofá.
- O que quer? Posso te escutar daqui.
- Vamos, vem aqui – repetiu. Fiquei nervosa, não estava falando de má maneira e isso me surpreendeu.
- É sério, te escuto perfeitamente daqui.
- Mas quero que venha aqui – se virou para me ver – Pode?
Caminhei até o sofá e me sentei ao seu lado.
- O que quer? – perguntei de má vontade. Ele simplesmente se relaxou no sofá.
- Duas coisas – disse observando-me – Primeiro, quero que faça suas malas e isso não se discute – fiquei quieta – E segundo, te perguntar algo.
- O que? – perguntei muito fria.
- Vem jantar comigo essa noite? – antes que eu pudesse responder colocou um de seus dedos sobre meus lábios – Não grite comigo, vamos com um amigo meu e sua namorada – tirou o dedo sobre meus lábios – Você vem?
- Não, obrigada. Prefiro jantar em meu quarto.
- Assim nós nunca vamos nos dar bem. – disse colocando seu braço no encosto do sofá - Se você não vai, eu tampouco irei.
- Bem – me levantei do sofá – Fique aqui em casa – caminhei e subi as escadas, ele me seguiu.
- Está bem, se prefere que jantemos em seu quarto, jantaremos em seu quarto.
- Era uma maneira de falar. E me referia sozinha, sem você, em paz – tentei fechar a porta na sua cara, ele segurou e abriu, entrou e fechou – Qual é o seu problema agora? – disse quase gritando.
- Tenho dois problemas. Um é que minha futura esposa me trata mais mal que um esfregão e dois, estou querendo fazer isso faz alguns dias.
Pegou-me bruscamente pela cintura me deixando bem apegada a ele. Colocou uma de suas mãos sobre minha bochecha e me beijou. Algo em meu interior dizia que era para eu seguir o jogo, mas o outro me dizia "sai daí, fique longe desse monstro". O que aconteceu? Segui o beijo de uma maneira apaixonada, me encantava sua maneira de beijar. O que está dizendo Josephine?
Parou de me beijar porem não se afastou, ele olhou diretamente em meus olhos. Ele sabia como me deixar louca. Que? Droga, não deveria tê-lo beijado.
- O que está fazendo? – gritei me separando bruscamente dele – Você está mal da cabeça? – me olhou confundido.
- O que você tem? – disse em um grito – Se você amou – gritou com cuidado.
- Sai, sai do meu quarto agora mesmo.
- Não.
- Já – gritei. Não moveu nem um fio de cabelo – Sai – se ele não ia, eu ia.
Desci a escada furiosa e ele vinha atrás.
- Não me persiga – disse virando. Ele estava um degrau acima do meu – Imbecil – disse de má vontade. Desceu para o meu degrau e me pegou pela cintura – Não me toque Hero – tentei me soltar – Se afaste neste instante se não quer que eu grite.
- Grite – disse sem problema algum – Grite o quanto quiser.
- Sim, gritarei e vão te levar preso por ser um abusador.
- Não acho querida – riu – Supostamente somos namorados, se você gritar vão achar que é de prazer. Vamos, grita.
- Te odeio – murmurei.
- Não disse que ia gritar? – perguntou tocando meus lábios com seu dedo – Vamos, grita para mim.
- Fica longe – o empurrei, porém foi inútil. Não ia conseguir nada, seus braços tinham o dobro da força dos meus – Hero, por favor – disse zangada.
- Me dê uma razão para que te solte.
- Você me dá nojo.
- Isso não é uma razão. Olha, serei legal. Uma condição e te solto – sorriu. Esperei que continuasse a falar e foi o que fez – Vem jantar comigo e meus amigos esta noite.
- Não, escolha outra coisa.
- Um beijo.
- Vou jantar contigo – disse de má vontade.
- Me escuta ok? – me beijou na bochecha – Eu te solto, mas se não vir esta noite comigo, te juro que entro no seu quarto e já sabe o que vai acontecer – me soltou.
Tranquei-me em meu quarto. Pensei seriamente em não ir, sei que não vai entrar em meu quarto e me violar. Ou sim? Se eu não for vou ficar acordada a noite inteira para que não vá me violar.
Vou com ele e volto para casa para dormir em paz.
Respirei profundamente, estava com fome, porém não queria me encontrar com Hero. Agarrei a maçaneta da porta e decidi abrir, mas quando girei a porta se abriu batendo contra meu nariz e caí.
- Desculpa – se aproximou de mim – Não pensei que estaria atrás da porta.
- Que imbecil você é – disse enquanto me levantava do chão. Fiquei tonta e tentei me segurar em algo para me estabilizar, mas por desgraça a única coisa em meu alcance era Hero.
- Não caia – disse me pegando pela cintura.
- Não me toque – tentei me afastar porem ele me apertou mais ao seu corpo.
- Se eu não te seguro você cai – advertiu. Aproximou-se dos meus lábios.
- Se não tivesse ido contra meu nariz eu não estaria tonta – disse de mau modo e tirando suas mãos do meu corpo – Te disse para não me tocar.
- Mas eu quero te tocar. Qual é o problema?
- Fica quieto – disse me sentando na cama.
- Por que está tão na defensiva? – perguntou levantando a sobrancelha.
- Por que veio ao meu quarto? – perguntei ignorando suas palavras.
- Queria... Falar com você – disse com certo nervosismo. Sentou-se ao meu lado – Vamos comer – me avisou.
- Que bom - disse me levantando da cama, estava com muita fome. Caminhei até a porta.
- Uma coisa – riu –Seu nariz está rosa – e saiu pela porta antes de mim.
Olhei-me no espelho e certamente, meu nariz estava rosa. Estúpido Hero.
Desci as escadas e encontrei Hero comendo como louco, nunca o havia visto assim. Sentei-me ao seu lado e comecei a comer.
- Me passa o sal? – perguntou esticando a mão.
- E o por favor? – perguntei pegando o sal.
- Por favor – disse inquieto. Dei o sal a ele.
- De nada – disse sarcástica, mas ele não disse nada.
- Vai ir esta noite? – perguntou.
- Sim, não é?
- Não sei, talvez queira a segunda opção.
- Sabe Hero – disse incomodada – Quer que a gente fale de sexo? – ele abriu os olhos surpreso – Pois então vamos conversar sobre isso, vamos te escuto. Diga-me, com quantas já esteve?
- Ei, calma – disse divertido – Não tem porque ficar assim – riu – Acabei de me dar conta de algo.
- Bem... – disse pesadamente – De que?
- De que é virgem – e colocou mais um pouco de comida na boca.
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A BELA E A FERA
FanfictionAo acabar de fazer 17 anos, Josephine perde a última pessoa de sua família e por ser menor de idade tem que ficar com alguém. O que ela não esperava é que fosse ser leiloada e comprada por um empresário aparentemente frio. Será que ela conseguirá en...
