Capítulo 28

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O filme esteve genial, mas não melhor que os beijos que Hero me dava. Seus comentários estavam no momento correto para me fazer rir e cada vez que me sorria me roubava um pequeno, e terno, beijo.

Sorrisos, olhares, carícias, risadas, ciúmes. O que significavam? Pensar nisso era um verdadeiro incômodo para mim. Hero nunca ia sentir nada por mim, mas era mais que óbvio que íamos nos casar e pelo menos, devíamos nos levar bem. E não o culpo, eu não queria uma má relação com o homem com o qual passarei minha vida, ou pelos menos é isso que acho.

- No que pensava? – sussurrou em meu ouvido quando íamos saindo, virei a cabeça para lhe sorrir antes de contestar sua pergunta.

- Em nada – me deu um beijo nos lábios – Tenho que ir ao banheiro. Me espera?

- Claro – disse antes de soltar minha mão. Entrei no banheiro e esperei minha vez já que estava cheio. Levei minhas mãos e fui até Hero que estava apoiado na parede. Estava esperando enquanto movia os pés impacientemente.

- Pronto – peguei sua mão – Tinha muita gente – expliquei, ele assentiu e começamos a caminhar.

- Então... – disse olhando as vitrines – Vamos comprar roupa ou não?

- O que acha – lhe dei um leve impuram com o ombro e ele riu – Você prometeu.

- Sim. Em qual vamos primeiro?

- Você escolhe, essa ou essa? – sinalei as duas primeiras opções.

- Essa – sinalou e entramos – Só uma condição – levantou seu dedo.

- Diga.

- Devo ver tudo o que provar – condicionou, eu ri e assenti – Não demore muito.

- Aí tem duas condições. Ou te mostro o que provar ou não demoro muito.

- A primeira – elegeu.

Entrava e saía do provador a cada cinco segundos e Hero aprovava e desaprovava com a cabeça. Esta sim, esta não, entrar, sair, tirar, colocar e sorrir.

- Gosto desse – disse ao ver o vestido preto que realçava minhas curvas – Gosto como fica em você – dei meia volta e me olhou no espelho. Hero se pôs atrás de mim.

- Sério que você gosta? – perguntei enquanto me observava com cuidado.

- Me encanta como fica em você – sorriu, ambos olhamos meu corpo através do espelho. Levantei meu olhar e encontrei a sua atenta a meus lábios, lhe sorri – Sabe? Pode usar-lo depois de amanhã quando sairmos com Cam e as garotas – disse sorridente.

- As garotas? – me virei para olhar-lo. O brilho no meu olhar desapareceu, outra vez esses ciúmes se fizeram presentes.

- Sim – me disse, mas não compreendi – Cam sempre foi de estar com mais de uma – explicou. Que repugnante!

- Eu me incomodaria em sair com um garoto e ter que compartilhá-lo – admiti e me virei para me olhar no espelho – Bem, mudando de tema, levo?

- Sim, sim, sim, sim, sim – sorriu.

- Está bem, sai para eu tirar o vestido e você tem que cuidar das demais bolsas.

- Tudo bem, mas não me expulse dessa maneira – fez um biquinho e deu meia volta.

- Tiffin – chamei sua atenção – Se esqueceu de algo.

- De que? – perguntou sem entender. Aproximei-me dele e beijei seus lábios. Ele sorriu – Agora sim eu vou.

Fechei a cortina do meu provador e coloquei a minha roupa. Quando saí Hero já estava pagando e com todas as bolsas das outras lojas nas mãos e nos braços. Eu ri e peguei algumas.

- O vestido é 1.324 pesos – disse a atendente. Hero pegou sua carteira. Era um valor muito caro para apenas um vestido.

- Hero não tem que comprar, já compramos o suficiente – disse em seu ouvido. Ignorou minhas palavras e deu o cartão de crédito para a atendente – Hero – insisti. Ele me olhou e beijou minha bochecha.

- Fica calma.

- É sério, posso usar um que já tenho – ele negou com a cabeça.

Saímos da loja e Hero ia concentrado para que as bolsas não caíssem. Ele olhou para mim.

- Em que pensa? – perguntou sorridente.

- Sempre pergunta em que eu estou pensando. Em que você pensa?

- Em como fazer para não perder nenhuma bolsa – disse e riu.

Entre risadas e olhares, chegamos ao carro. Guardamos tudo no porta-malas e entramos no carro, colocamos o cinto e Hero começou a dirigir.

- Me diga... – disse sem deixar de olhar a rua – Quantos namorados já teve?

- Por que necessita saber disso?

- Talvez porque eu queira te conhecer mais – disse parando o carro no semáforo vermelho.

- Bem, tive uns três, mas nada muito sério – o carro voltou a andar.

- Continua.

- Que mais devo dizer?

- Detalhes – me dedicou um rápido olhar – Vai, tenho direito de saber.

- E se não quero te contar?

- Farei perguntas e você responderá – disse divertido. Sorri, gostava da ideia dele querer me conhecer mais.

- Pergunte.

- Nomes.

- Drake, Tom e Gabe – respondi sem hesitar. Sorriu e continuou.

- Qual foi o primeiro e a que idade?

- Tom e tinha 13 anos.

- Ele tinha quantos?

- 15 anos.

- Qual foi o segundo e a que idade?

- Drake e tinha 14 anos.

- Deixou Tom por Drake? – perguntou divertido. Pensei um pouco.

- Sim, mas não – respondi rápido causando sua terna risada

- Como que sim, mas não? Ou sim, ou não. O deixou por Drake?

- Sim – respondi em um suspiro.

- E deixou Drake por Gabe?

- Não, digamos que Drake se cansou de mim e se foi com uma loira mais velha que ele.

- Te deixou por outra?

- Não, estava comigo enquanto estava com a outra ao mesmo tempo – sorri de lado e ele deixou escapar uma risada quase inaudível – Não é engraçado Tiffin – disse cruzando os braços.

- É verdade, é triste, não engraçado – chegamos ao hotel em pouco tempo.

- Quando estivermos no quarto, vai ser sua vez de falar de suas namoradas e relações – disse antes de sairmos do carro

Hero havia dado a chave do carro para o homem do hotel que se encarregava de estacionar-los e pediu para que levassem as bolsas no quarto.

Hero me pegou pela cintura para entrar no hotel, onde o primeiro olhar que recebemos foi de James, que fez notória sua cara de irritado. Hero lhe dedicou um sorriso de vitória e antes de entrarmos no elevamos recebeu um olhar assassino de minha parte.

Chegamos ao quarto, tirei meu chinelo e deitei na cama. Hero foi ao banheiro e ao sair se deitou ao meu de barriga para baixo. Um de seus braços rodeou minha cintura e beijou minha bochecha.

- A primeira, se chamava Jane.

- Não me interessa. Agora você é meu – apreciei seus olhos.

- Todo seu.

- Todo meu – disse sem vergonha – E quando digo tudo, é tudo.

- Travessa resultou ser – disse entre pequenos beijos no canto dos meus lábios. Se virou e em um segundo me tinha sobre ele. A vergonha que a minutos atrás não existia, agora se fazia presente – Quero fazer amor com você – declarou antes de me beijar.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora