Capítulo 20

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- Então? Vamos comer assim calados? – não olhei para ele, só assenti com a cabeça – Queria te perguntar algo.

- Guarde para você, não quero saber a pergunta – ele riu cinicamente.

- Por que está tão na defensiva?

- Porque você é um pé no saco.

- Que pena, vai ter que me suportar por toda sua vida.

- Sigo sem entender uma coisa. Está bem que me compre em um leilão e tudo isso, que me tenha em sua casa e que me incomode todo o dia, mas... Por que tenho que me casar com você?

- Porque me dá vontade – agora olhei para ele.

- E se a mim não dá vontade? – ele sorriu – Não acho nada engraçado, é mais, quando estarmos no altar e perguntem se quero ou não, direi que não.

- Diga isso e estará exposta a qualquer tipo de vingança – mostrei a língua – Eu também te amo Josephine – disse entre risadas sarcásticas.

Ainda continuava sem entender tudo isso. Ele podia ter me violado, podia ter me batido e até insultado cruelmente por meu comportamento, mas o único que fazia era incomodar e me desejar na cama.

- O que digas. De todas as maneiras não vai ganhar nada sendo meu marido, assim que dá igual.

- Claro que ganho querida – me sorriu – E acredite que ainda não sabe o que você ganhará também.

- Pervertido – disse fazendo uma carreta de asco e ele riu.

- Já vai ver, quando estarmos casados não vai dizer o mesmo, tudo a seu devido tempo.

- Hero, para de sonhar acordado e termina seu café, quero ir embora.

- Calma pequena – disse calmamente e eu desviei o olhar.

Tenho certeza que era de querer. Estava demorando mais de meia hora para tomar um café. Eu estava farta, cansada e morrendo de sede. Queria ir embora, escapar de seu lado, não voltar a vê-lo. Fechei os olhos com força, minha cabeça doía e não suportava a agitação das pessoas.

- Vamos, só espera eu ir pagar no caixa.

Fiquei sentada com os olhos fechados por um tempo. Respirei profundamente e me levantei da cadeira, imediatamente fiquei tonta e tive que voltar a sentar.

- Você está bem? – perguntou colocando uma de suas mãos em meu ombro, a tirei e tentei levantar de novo. Hero me pegou rapidamente pela cintura, se não fosse por ele eu estarei no chão – Não, definitivamente não está bem – apoiei minhas mãos sobre os ombros dele e me coloquei firme.

- Não preciso da sua ajuda – ele levantou os ombros em sinal de desinteresse e me pegou mais a ele.

- Precisa sim – disse sensualmente a escassos centímetros do meu ouvido.

- Não Hero – disse engolindo saliva e logo me separei dele – Não quero nada que venha de você – agreguei e comecei a caminhar.

Ele me seguiu e na metade do caminho veio ao meu lado e entrelaçou nossas mãos.

- Vamos para a praia? – perguntou e depois me beijou na bochecha.

- Não tenho vontade – disse passando a mão por onde havia dado o beijo – E não me beije – limpei bruscamente.

- Má pessoa – soltou nossas mãos e colocou seu braço envolta do meu pescoço – Vamos para a praia – insistiu – Por favor – beijou meu pescoço. O afastei com desagrado.

- Não volte a me beijar, está bem? – lhe dei um leve empurrão e segui com meu caminho.

- Josephine – me chamou, não virei e continuou a me incomodar – Josephine.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora