Capítulo 1

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Narra Josephine

Despertei entre caixas e pó por toda parte.

- O que está acontecendo? – perguntei a uma mulher que levava uma caixa.

- Empacote suas coisas – me disse sorrindo ternamente.

Fiquei tensa. Empacotar? A onde iam me levar?

Coloquei um short, um moletom, um tênis e amarrei meu cabelo. Saí para o corredor e levavam absolutamente tudo.

- Vem – disse uma mulher loira – Sou Jenni e vou te levar para alguém cuidar de você.

- Não – disse parando de andar do seu lado – Vou ficar aqui na minha casa.

- Você tem 17 anos, tem que ficar com um maior, apenas pegue suas coisas. – me advertiu.

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Demorou 30 minutos e o carro parou na frente de um grande salão.

- Que lugar é esse? – perguntei enquanto pegava minhas duas malas do porta-malas.

- Só me siga.

Perfeito, não apenas sou órfã como também estou com uma estranha e irei viver com estranhos. Entramos e subimos até chegar à frente de um quarto onde uma mulher parecia estar nos esperando.

- É ela – a mulher que me trouxe anunciou e voltou de onde tínhamos vindo.

- Oi – cumprimentei.

- Oi – a mulher disse – Deixe suas coisas aqui dentro, coloque uma roupa apresentável e desça.

Entrei, abri minha mala e optei por colocar um jeans preto rasgado, uma camisa branca folgada e soltei o cabelo. Não sei o porquê deveria ficar mais "apresentável". Fechei a mala, desci e procurei por uma das duas mulheres de antes e as vi numa sala grande onde se encontrava muitas pessoas sentadas em cadeiras de frente para um palco onde havia um homem falando.

- Aqui está você – disse Jenni – Vá lá para cima e se sente na cadeira - não estava entendendo nada. Cheguei lá e me sentei, as pessoas ficaram me olhando o que me fez sentir intimidada.

Vamos começar – o homem disse – Esta é Josephine Langford.

- 100 dólares – diz uma mulher no fundo

Estão me leiloando? Pensei que seria adotada depois do que aconteceu e não leiloada. Olhei desesperada para as duas mulheres e uma delas fez sinal para eu ficar quieta. Não tinha nada que eu pudesse fazer, não poderia escapar já que havia um guarda em cada um dos lados do palco.

- 300 dólares – disse um homem na lateral.

- 350 dólares – Tão pouco valor eu tenho? Pensei.

- 500 dólares.

- 800 dólares.

- 3000 dólares – disse um homem que parecia ter uns 20 anos e levantou a mão. Tudo ficou em silencio.

- Ninguém mais? – perguntou o homem que estava desde o começo ao meu lado no palco – Vendida.

Agora ia vir o pior. As pessoas começaram a se retirar e eu implorava em meu interior para que aquele homem não aparecesse.

- Ei, espera – ele me disse de mau modo quando comecei a caminhar para sair de lá – Você vem comigo.

Só me fizeram buscar minhas malas e entrar no carro dele.

- Bem – disse ligando o motor – Vamos.

Fiquei calada o caminho inteiro, não tinha intenção de falar.

- Como você se chama?

- Josephine e você?

- Hero – disse sem deixar de olhar para a estrada – Hero Fiennes-Tiffin.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora