Capítulo 27

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- Bom dia senhor e senhora Tiffin – disse o garoto da recepção.

- Bom dia - Hero respondeu. Fiquei alguns centímetros para trás.

- Ontem pela noite chegou algo para você – disse o garoto – Um momento que já busco – Hero assentiu.

- Por que se afasta de mim? – pegou minha mão e me aproximou dele.

- Respeito Tiffin – me desfiz de seu apego.

- Mas não estou sendo desrespeitoso, apenas te quero mais próxima. Vem aqui – neguei com a cabeça – Viu como ele te olhava? – perguntou chamando minha atenção.

- Quem? O da recepção?

- Sim, esse que está vindo – disse baixinho e eu ri com ternura – E bem? Quem mandou? – perguntou quando pegou a pequena caixa.

- Seu pai, o senhor Tiffin – respondeu e me dedicou um doce olhar. Hero também me olhou e senti minhas bochechas corarem.

Hero abriu a caixa e viu uma carta e umas pastas.

- Muito obrigado – disse para o garoto que desviou seu olhar do meu corpo para observar Hero.

- De nada – disse nervosamente.

- Josephine, vou deixar isso no quarto e já desço para irmos – beijou minha bochecha e foi para o elevador.

Fiquei olhando as pessoas entrando e saindo. Não tive tempo de observar o lugar porque cada vez que entro ou saio daqui, estou brigando com Hero.

- Quantos anos você tem? – a voz do garoto me tirou dos pensamentos.

- 19 – disse me lembrando da minha falsa idade que Hero criou – E você?

- 23 – sorriu para mim. Talvez não devesse falar com ele, Hero já tinha me falado sobre seus ciúmes – É Josephine, certo?

- Sim – sorri esperando que Hero aparecesse pela porta do elevador – Como você se chama?

- James – sorriu – Josephine é um bonito nome para uma garota linda.

- Obrigada – sorri. Hero devia chegar logo.

- Ele é seu namorado, certo?

- Sim – era o único que podia dizer – Você tem namorada?

- Não, estou esperando uma preciosidade como você, mas vejo que está ocupada – disse. Seguramente minhas bochechas estavam rosa – Minha intenção não era te deixar nervosa – teoria confirmada, bochechas coradas.

- Não, tudo bem – disse tentando ser modesta.

- Então... De onde você é?

- Tem que preencher alguma solicitação para que esteja pedindo dados? – perguntou uma voz que reconheci ao instante.

- Desculpa, eu... – tentou falar, mas Hero interrompeu.

- Você nada. Vamos Josephine – disse pegando minha mão.

- Hero! – o repreendi – Isso foi muito descortês e grosseiro.

- E que? – disse irritado enquanto puxava a porta da entrada – Quer que eu seja cortês com o homem que estava dando em cima de você? – me olhou. Estava com ciúmes.

- Errado – disse negando com a cabeça.

- Me diz, do que mais falaram?

- De nada – respondi ao instante.

- Não acredito em você. De agora em diante não vou te deixar sozinha nem um instante.

- Como queira, de todas as maneiras está me estressando.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora