Capítulo 33

6.3K 463 151
                                        

Depois de passar uma semana e meia de diversão com Hero, Cam e as garotas, tivemos que voltar porque Hero devia trabalhar e seu pai necessitava que ele ficasse a cargo da empresa enquanto viaja.

Estávamos no avião, Hero assistia a um filme, fechava os olhos às vezes, mas os abria rapidamente em segundos. Por minha parte, estava sentada do seu lado lendo uma revista.

- Não está com sono? – neguei com a cabeça – Nem um pouco? – perguntou enquanto desligava o filme.

- Dormi muito bem de noite. Você não?

- Digamos que dormir no sofá não é muito cômodo – se acomodou no assento e eu bebi meu suco – Deixa eu beber um pouco? – Dei o copo para ele o qual me devolveu vazio.

- Tiffin! Agora busca outro.

- Vamos logo aterrissar.

- Quero um suco – insisti.

- Pede para Lucy.

- Pede você – disse irritada. Ele me olhou.

- Está com ciúmes?

- O que acha?

- Pensei que não gostava nem um pouco de mim – disse sorridente – Viu? Eu disse que ninguém resiste a mim, sou uma bomba sexual – sorriu.

- Que eu esteja com ciúmes não significa que gosto de você. Além do mais, cuido do que é meu e você será meu marido.

As brigas ainda eram comuns, mas estávamos nos levando melhor. Podiámos passar momentos bons juntos, mas quando um olhava para outra pessoa, o outro se irritava e ia tudo para o espaço. Hero, que sempre queria ter a razão, me fazia quase vendar os olhos quando íamos à praia, e eu, que segundo ele, sempre queria ter a razão, não podia dizer que ele deixasse de olhar as garotas porque começava com suas perguntas sobre meus ciúmes e atos.

- Hero, vamos aterrissar – disse a castanha parando ao seu lado – Sugiro que coloque o cinto de segurança – essa era Lucy, a castanha que de certeza deixava Hero louco. Isso me deixava nos nervos.

- E que a mim me parta um raio – disse irritada e Hero riu.

- Você também – sorriu. Falsa, estúpida.

- Sim, sim, entendemos, pode ir e deixar de ficar olhando meu namorado – disse enquanto colocava o cinto. Hero riu e a castanha foi embora.

- Isso foi descortês – disse e riu.

- O que foi? – perguntei de má vontade.

- Calma – disse rindo – Gostei da sua forma de marcar território.

- Gosto mais quando você não é um incomodo.

- Está bem, vou me calar porque já percebi que você está irritada outra vez e não quero que faça outro número com a aeromoça.

- Você se joga em cima de qualquer mulher.

- Está bem, é sério, vamos deixar por aqui.

- Morra!

- Fica quieta Josephine, você me deixa louco – gritou fazendo com que eu abrisse os olhos o máximo que conseguia. Imbecil.

Fiquei calada. O avião aterrissou e soltamos o cinto e nos deram nossas malas.

- Pode levar suas malas?

- Claro, não preciso da sua ajuda – disse de mau humor.

Ele foi na frente, eu fiquei para trás porque uma das malas estava muito pesada, em segundos Hero estava ao meu lado novamente e me olhando como se eu fosse um bicho raro.

A BELA E A FERAOnde histórias criam vida. Descubra agora