Depois de passar uma semana e meia de diversão com Hero, Cam e as garotas, tivemos que voltar porque Hero devia trabalhar e seu pai necessitava que ele ficasse a cargo da empresa enquanto viaja.
Estávamos no avião, Hero assistia a um filme, fechava os olhos às vezes, mas os abria rapidamente em segundos. Por minha parte, estava sentada do seu lado lendo uma revista.
- Não está com sono? – neguei com a cabeça – Nem um pouco? – perguntou enquanto desligava o filme.
- Dormi muito bem de noite. Você não?
- Digamos que dormir no sofá não é muito cômodo – se acomodou no assento e eu bebi meu suco – Deixa eu beber um pouco? – Dei o copo para ele o qual me devolveu vazio.
- Tiffin! Agora busca outro.
- Vamos logo aterrissar.
- Quero um suco – insisti.
- Pede para Lucy.
- Pede você – disse irritada. Ele me olhou.
- Está com ciúmes?
- O que acha?
- Pensei que não gostava nem um pouco de mim – disse sorridente – Viu? Eu disse que ninguém resiste a mim, sou uma bomba sexual – sorriu.
- Que eu esteja com ciúmes não significa que gosto de você. Além do mais, cuido do que é meu e você será meu marido.
As brigas ainda eram comuns, mas estávamos nos levando melhor. Podiámos passar momentos bons juntos, mas quando um olhava para outra pessoa, o outro se irritava e ia tudo para o espaço. Hero, que sempre queria ter a razão, me fazia quase vendar os olhos quando íamos à praia, e eu, que segundo ele, sempre queria ter a razão, não podia dizer que ele deixasse de olhar as garotas porque começava com suas perguntas sobre meus ciúmes e atos.
- Hero, vamos aterrissar – disse a castanha parando ao seu lado – Sugiro que coloque o cinto de segurança – essa era Lucy, a castanha que de certeza deixava Hero louco. Isso me deixava nos nervos.
- E que a mim me parta um raio – disse irritada e Hero riu.
- Você também – sorriu. Falsa, estúpida.
- Sim, sim, entendemos, pode ir e deixar de ficar olhando meu namorado – disse enquanto colocava o cinto. Hero riu e a castanha foi embora.
- Isso foi descortês – disse e riu.
- O que foi? – perguntei de má vontade.
- Calma – disse rindo – Gostei da sua forma de marcar território.
- Gosto mais quando você não é um incomodo.
- Está bem, vou me calar porque já percebi que você está irritada outra vez e não quero que faça outro número com a aeromoça.
- Você se joga em cima de qualquer mulher.
- Está bem, é sério, vamos deixar por aqui.
- Morra!
- Fica quieta Josephine, você me deixa louco – gritou fazendo com que eu abrisse os olhos o máximo que conseguia. Imbecil.
Fiquei calada. O avião aterrissou e soltamos o cinto e nos deram nossas malas.
- Pode levar suas malas?
- Claro, não preciso da sua ajuda – disse de mau humor.
Ele foi na frente, eu fiquei para trás porque uma das malas estava muito pesada, em segundos Hero estava ao meu lado novamente e me olhando como se eu fosse um bicho raro.
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A BELA E A FERA
FanfictionAo acabar de fazer 17 anos, Josephine perde a última pessoa de sua família e por ser menor de idade tem que ficar com alguém. O que ela não esperava é que fosse ser leiloada e comprada por um empresário aparentemente frio. Será que ela conseguirá en...
