Capítulo 3

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Os três tripulantes e mais dois auxiliares estavam em pé, armados com pistolas laser, diante da passagem fechada da sala de comandos. Os segundos pareciam horas diante dos sons de explosão e gritos de horror que vinham do outro lado da porta.

- E os oficiais de segurança da engenharia? - perguntou Rubi, transparecendo uma falsa esperança.

Botsume, com a face suada exalando ferormônios de estresse, respondeu resignado:

- Eles já devem estar mortos!

Logo após aquele curto diálogo, um silêncio mortal seguiu por alguns instantes, parecendo uma eternidade. Argo se pôs de prontidão à frente da porta com os olhos arregalados, enquanto Rubi, mesmo imersa em um sentimento de tensão, olhava desconfiada para as reações estranhas de Botsume. Ele se afastava lentamenta para trás do painel espaçográfico diante daquela situação de terror incomum.

Um baruho seco soou atrás da porta, seguido de uma sequência de bipes que aceleraram num curto período de tempo.

- É uma bomba! - gritou Polensky, em pânico.

A porta explodiu, sem chance para que o resto da tripulação se protegesse. Rubi e os auxiliares foram lançados para longe, enquanto o Comandante Argo teve seu rosto carbonizado pelas chamas da explosão. Os dois seguranças de prontidão conseguiram se esquivar dos destroços.

Quatro homens grandes armados de blasters e vestindo trajes espaciais negros entraram na sala de comando, atirando contra os novatos encarregados pela defesa da ponte. Mal tiveram tempo de reagir e seus corpos foram dilacerados pelas armas de poder superior. Um dos invasores, que era imenso comparado aos demais, se aproximou do corpo de Polensky e empurrou sua cabeça desfigurada com a bota magnética, constatando sua morte.

Um dos auxiliares se levantou do chão, subitamente, apontando a arma para os intrusos. Na mesma hora, foi alvejado com uma carga mortal de laser intensificado pelo blaster de última geração. Seu peito explodiu lançando pedaços de carne cozida para todos os lados.

Botsume se revelou por trás do painel espaçográfico e viu Rubi atordoada no assoalho. Aproximando-se furtivamente, ergueu sua colega num movimento grosseiro, atravessando o braço ao redor do pescoço. Ele apontou a pistola laser para a cabeça da navegadora.

- Botsume! O que está fazendo?

- É melhor não reagir, ou vai morrer como todos os outros!

- O que está havendo? Por que você tá fazendo isso?

Rubi não entendeu nada no momento e ele preferiu não dar satisfações na presença dos intrusos. Um deles apontou seu blaster para o peito de Rubi, mas Botsume interviu:

- É a navegadora da nave! Precisamos dela pra levar esta lata velha pro destino!

O invasor baixou a arma e olhou para o outro tripulante auxiliar, que largou a pistola laser no chão e se ajoelhou com as mãos para cima:

- Não me mate! Não me mate!

- E quem é este? - questionou o homem imenso por trás do capacete negro.

Botsume estava claramente nervoso, mas se esforçou para manter um tom firme:

- É o oficial de comunicação, talvez a gente...

- Não precisamos dele. - interrompeu o brutamontes, apontando a arma para o tripulante e acionando um faixo concentrado de laser direcionado ao seu crânio.

A cabeça do oficial de comunicação irrompeu em pedaços, espalhando sangue para todos os lados, respingando o líquido quente e escarlate no rosto de Rubi.

Virando-se para Botsume, o invasor ordenou:

- Conserte o estrago na sessão de engenharia e faça essa porcaria espacial andar!

- Entendido! - respondeu o engenheiro.

- E você... - disse, dirigindo-se para Rubi - ... mantenha o curso para Marte! Teremos uma pequena alteração no destino de pouso!


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Neste capítulo, percebemos a reviravolta na pacata vida dos tripulantes do cargueiro Montenegro, transformando sua viagem de cruzeiro tediosa em um verdadeiro massacre.

O que intencionam os invasores do caça VR-13?

O que vai acontecer com Rubi e Botsume?

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