(Julieta Capuleto Narrando):
Horas mais tarde...
— Filha... Seu pai e eu estamos preocupados com sua saúde... Está sem comer, e ficando pálida.
— Não irei me casar e muito menos comer, só irei quando acabar essa guerra que vocês começaram!
Minha mãe compreendeu minha insatisfação, pois também não concordava com essa "guerra". Eles se retiraram e em seguida minha babá chega com notícias para mim, estando agitada.
— Bambina Julieta!
— O que foi? Tem notícias da minha amada?
— Sim... Ela foi pra Verona.
— O QUÊ? ELA ENLOUQUECEU? - Fiquei andando em círculos, roendo já as unhas que eu não tinha.
— Não pense em ir atrás dela... A Tolomei sabe o que fazer, você não.
— Confio nela, só não confio nos outros... Mande selar um cavalo pra mim.
— O que irá fazer?
— Cavalgar... Me manterá com bons pensamentos.
— Certo.
Vesti roupas para montaria, e olhava pra cama... O sorriso era instantâneo, fui e cheirei minha camisola, havia cheiro ainda dela em mim.
Dez minutos depois... Lembrei que, se eu era virgem, deixei de ser ontem... Onde está a marca no lençol?
— Você mandou lavar meu lençol?
— Sim... Por quê? - Olhou sem entender, e depois percebeu o que quis dizer.
— Ele já está na lavanderia, então?
— Ai dio santo! O sangue!
Ela e eu corremos até a lavanderia e nada de acharmos o meu lençol, até que minha mãe nos encontra aflitas lá.
— Mas o que faz aqui?
— Nada, só estou ajudando ela mãe...
— Preciso falar a sós com você Julieta... No seu quarto.
Olhei torto a minha mãe, e segurei forte na mão da minha babá.
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(Giulietta Tolomei Narrando):
— Chegamos Giuletta... - Comentou Nana comigo, eu estava cochilando.
— Finalmente!
Descemos e pedi pra que Nana ficasse dentro de casa. Corri para o arsenal de armas que havia na garagem da propriedade nossa, e peguei uma pistola silenciosa, e bem pouca munição. E o veículo, uma moto harley. Acelerei estando já com capacete e quando sai nas ruas, um caos tremendo, pessoas correndo, logo minha cidade belíssima de Verona, em chamas... De sangue. Havia duas crianças correndo meio aqueles tiros sem direção, acelerei a moto e freei perto delas.
— Subam ! Andiamo! Rápido! - Eles subiram assustados, e os levei pra minha casa.
Nana e o comandante foram nos receber no portão, eu os chamei pelo interfone.
— Onde estão seus pais?
— Non sei senhorita... Quem é você?
Tirei o capacete, e ficaram impressionados.
— É a filha do chefe Tolomei! Por favor... Não nos mate!
— Não irei matar vocês, eu vim parar essa chacina! Se protejam aqui na minha casa, sintam-se a vontade.
Eles se entreolharam e sorriam como forma de agradecimento. E o comandante disse.
— Me deixe ir com você... Eu recebi notícias que o primo de Julieta está esperando por seu primo no final dessa tarde na praia de Verona, para matá-lo.
— Ok, suba na moto comigo. É pra lá que vamos. E se Deus existe, que ele me proteja nessa missão.
Passamos pelo cenário de destruição que estava as ruas de Verona... A família Varsini e Capuleto unidas nisso, e a minha Tolomei com os Gallicia e Svanza... Nós tínhamos mais aliados. Senti uma raiva imensa por ver tanto desespero no olhar das pessoas inocentes que nada a ver tinham com isso e muito menos sabiam pra onde correr, se esconder.
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AS JULIETAS
RomanceO que você faria se carregasse uma maldição dos seus ancestrais no seu sobrenome e nome? Ou melhor, o que faria para que não acontecesse tudo de novo como nos séculos passados?
