Capitolo XXI

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(Julieta Capuleto Narrando):


Horas mais tarde...


— Filha... Seu pai e eu estamos preocupados com sua saúde... Está sem comer, e ficando pálida.


— Não irei me casar e muito menos comer, só irei quando acabar essa guerra que vocês começaram!


Minha mãe compreendeu minha insatisfação, pois também não concordava com essa "guerra". Eles se retiraram e em seguida minha babá chega com notícias para mim, estando agitada.


— Bambina Julieta!


— O que foi? Tem notícias da minha amada?


— Sim... Ela foi pra Verona.


— O QUÊ? ELA ENLOUQUECEU? - Fiquei andando em círculos, roendo já as unhas que eu não tinha.


— Não pense em ir atrás dela... A Tolomei sabe o que fazer, você não.


— Confio nela, só não confio nos outros... Mande selar um cavalo pra mim.


— O que irá fazer?


— Cavalgar... Me manterá com bons pensamentos.


— Certo.


Vesti roupas para montaria, e olhava pra cama... O sorriso era instantâneo, fui e cheirei minha camisola, havia cheiro ainda dela em mim.


Dez minutos depois... Lembrei que, se eu era virgem, deixei de ser ontem... Onde está a marca no lençol?


— Você mandou lavar meu lençol?


— Sim... Por quê? - Olhou sem entender, e depois percebeu o que quis dizer.


— Ele já está na lavanderia, então?


— Ai dio santo! O sangue!


Ela e eu corremos até a lavanderia e nada de acharmos o meu lençol, até que minha mãe nos encontra aflitas lá.


— Mas o que faz aqui?


— Nada, só estou ajudando ela mãe...


— Preciso falar a sós com você Julieta... No seu quarto.


Olhei torto a minha mãe, e segurei forte na mão da minha babá.

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(Giulietta Tolomei Narrando):


— Chegamos Giuletta... - Comentou Nana comigo, eu estava cochilando.


— Finalmente!


Descemos e pedi pra que Nana ficasse dentro de casa. Corri para o arsenal de armas que havia na garagem da propriedade nossa, e peguei uma pistola silenciosa, e bem pouca munição. E o veículo, uma moto harley. Acelerei estando já com capacete e quando sai nas ruas, um caos tremendo, pessoas correndo, logo minha cidade belíssima de Verona, em chamas... De sangue. Havia duas crianças correndo meio aqueles tiros sem direção, acelerei a moto e freei perto delas.


— Subam ! Andiamo! Rápido! - Eles subiram assustados, e os levei pra minha casa.


Nana e o comandante foram nos receber no portão, eu os chamei pelo interfone.


— Onde estão seus pais?


— Non sei senhorita... Quem é você?


Tirei o capacete, e ficaram impressionados.


— É a filha do chefe Tolomei! Por favor... Não nos mate!


— Não irei matar vocês, eu vim parar essa chacina! Se protejam aqui na minha casa, sintam-se a vontade.


Eles se entreolharam e sorriam como forma de agradecimento. E o comandante disse.


— Me deixe ir com você... Eu recebi notícias que o primo de Julieta está esperando por seu primo no final dessa tarde na praia de Verona, para matá-lo.


— Ok, suba na moto comigo. É pra lá que vamos. E se Deus existe, que ele me proteja nessa missão.


Passamos pelo cenário de destruição que estava as ruas de Verona... A família Varsini e Capuleto unidas nisso, e a minha Tolomei com os Gallicia e Svanza... Nós tínhamos mais aliados. Senti uma raiva imensa por ver tanto desespero no olhar das pessoas inocentes que nada a ver tinham com isso e muito menos sabiam pra onde correr, se esconder.

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