Capitolo XXVII - Final

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— Julieta!


— Hm?!


— Está bem?


— Acho que sim... Por que está com um sorriso besta aos lábios?


— Vamos ao quarto da sua amada... E saberá.


— Ir ao quarto? Não me diga que...


— Sim! Sim! Giulietta está ótima! Andiamo prima!


— GIULIETTA! DIO MIO! GRAZIE DIO!

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(Giulieta Tolomei):


Eu estava chorando tanto e eu não podia chorar, por conta dos curativos. Não sei como ela deve estar, estou tão preocupada com a minha amada.


Quando ouço aquela voz angelical tomar conta daquele ambiente...


— Giulietta...


Nossos olhares se cruzaram, e havia lágrimas lindas escorrendo ao rosto da minha amada. E eu assim também derramei as minhas para ela.


— Julieta... Mio amore! Perdonami!


— Non! Você só fez o que seu coração ordenou fazer... Eu te amo! E em momento algum perdi a esperança em você, pois você é a mulher mais forte que eu já conheci.


Beijei aqueles lábios cuja a própria vida bebia naquela fonte divina, me senti viva novamente a partir do momento em que a beijei. Senti minha alma festejar, dançar!


— Meu pai deve ter dito-lhe...


— Sim, mas depois eu lembrei que me disse que teria de mentir para ele. Porém, naquele momento em que eu ouvi, me senti morrer como a minha antepassada, com uma adaga fincada ao peito.


— Mio amore... Non fale assim. Eu te amo, graças a você é que temos paz novamente, e não a mim. Pois você quem me destes o amor.


— Finalmente estamos libertas do ódio de nossas famílias, e fomos aceitas por nos amarmos como qualquer outro ser humano meu amor, eu quero poder te dar filhos. Quantos você quer?


— Dois filhos amore! Ahhh que saudades eu estava de ouvir sua voz, de ver seus traços... Sua beleza me irradia.  E esse teu cheiro de rosas... Inebria meus sentidos.


O primo dela apareceu e assim se ajoelhou diante de mim e disse.


— Você é a prova concreta do que é o amor... Tem todo o meu respeito senhora Tolomei, e faça minha amada prima feliz. Meus cumprimentos! E grazie por salvar minha vida, perdoe-me por ter feito mal a você e sua família... Seu pai é um grande homem! E você uma honrosa mulher.


— Venha cá!


Eu o abracei forte, e chorei aos ombros dele, ele também chorou, e depois de enxugar minhas lágrimas, e eu as dele, se retirou, e Julieta ficou deitada um tempo comigo na cama, abraçada.


— Vamos nos casar na praia como desejastes antes, minha amada?


— Sim! E nossa noite de núpcias será num deserto... - Dizia toda alegre.


— Você manda minha senhora... - Sorria de alegria ao vê-la em mim.


Passou-se três dias, levei alta, e quando eu saí do hospital de mãos dadas com a Julieta Capuleto as demais pessoas se espantaram, pois demos um belíssimo beijo na boca, e a nossa família foi pra frente do hospital nos aplaudir, e sem demorar muito todos fizeram o mesmo, mesmo sem entenderem muito. E jogaram rosas para nós duas... E gritaram.

— VIVA AOS CAPULETO E AOS TOLOMEI!

E assim foi a história mais intensa de amor... Que é a da Giulietta Tolomei Capuleto com a sua senhora Julieta Capuleto Tolomei. As famílias tornaram as empresas em uma só, em homenagem as duas filhas de cada senhor das famílias.


Segundo boatos da região... As duas foram a reencarnação de Romeu e Julieta após séculos em pleno sono da morte, despertaram novamente nas almas dessas duas amantes que provaram ao mundo que o amor não escolhe a quem amar, independente de sexo, religião, etnia e posição social.

"APENAS AMEM PLENAMENTE, QUE O RESTO SE AJUSTA!" - Giulietta Tolomei

QUE DEUS ABENÇOE PARA SEMPRE AS DUAS CASAS MAIS ANTIGAS DE VERONA!

AS JULIETASOnde histórias criam vida. Descubra agora