"Ai que saudade de você
Debaixo do meu cobertor"
Na segunda noite de festa, a festa do abadá, eu não tive jeito e bebi um pouco além da conta o que fez com que Isabella me recusasse a noite toda, o máximo que ela me dava eram beijos leves e caricias na cintura.
-Hoje não, Bruna. - Dizia tentando escapar das minhas investidas quando deitamos na cama do quarto dela.
-Isabella... Deixa de ser chata!
-Não, gata, você bebeu muito. - Encerrou o assunto deitado de lado olhando pra mim.
-E o que isso tem a ver com a gente transar?
-Eu não quero fazer isso com você desse jeito, eu não me sinto bem. - Explicou pela ultima vez e eu bufei chateada.
Passei o maior tempão sem vontade nenhuma de fazer nada aí quando finalmente decido fazer tudo eu sou cortada dessa forma.
Virei pro lado contrário ao dela e peguei no sono. Se Isabella ia se fazer de difícil eu não ia insistir. Será que terminamos porque a gente brigava muito?
No outro dia acordei e ela já não estava mais na cama, imaginei que tinha saído pra correr. Não posso nem ver ela voltando suada da corrida que já penso em coisa ruim.
Alice, Camila e eu fomos pra beira da praia aproveitar o dia lindo que fazia; não tinha uma nuvem no céu e nem mesmo vento, era tudo que precisávamos pra passar o dia na areia.
Isabella, Arthur e Bernardo juntaram-se a nós mais tarde trazendo algumas bebidas. Apesar de eu querer resistir e não beber nada pra ter a garantia de que teria Isabella essa noite eu precisei tomar uma cerveja. Cerveja gelada na beira da praia é tudo que carioca gosta, brasileiro no geral.
A tarde, Camila, Arthur, Bernardo e Alice começaram a brincar dentro do mar de briga de galo e algumas outras brincadeirinhas. Isabella não quis ir porque tava cansada e eu tava tentando melhorar meu bronze.
-Você tem família? - Perguntei tentando entrar num assunto que nos colocasse mais próximas.
-Tenho, mas eles não aceitam muito bem a gente, quer dizer, eu. - Disse cabisbaixa mas sem mostrar tristeza ja voz. Ela parecia calma.
-Poxa, eu sinto muito... Você fala com eles?
-Minha mãe as vezes me liga mas meu pai nunca quis saber. Eu sou filha única então acho que eles ficaram mal em ter a única filha indo pro caminho errado. - Explicou.
-Bom, caminho errado não é né? Vai ver eles precisam de mais um tempo... Você se assumiu muito nova?
-Não, eu me assumi quando comecei a namorar você. - Concluiu e eu novamente fiquei sem palavras. Poxa, tanta coisa a gente já passou e eu não lembro de nada.
-Eu fui a primeira garota que você beijou?
-Não, eu já tinha beijado antes, e gostava de garotas bem antes, mas nunca tinha sentido necessidade de falar pros meus pais... Só que não dava pra eu esconder você; a gente. - Finalizou e eu apenas assenti sem saber o que falar por um tempo. - Seus pais sempre foram muito bons pra mim, sua mãe me tratava como filha.
-Que bom! Meus pais são super preocupados mas nunca se opuseram à mim; mas pra ser sincera acho que tudo isso só aconteceu porque eles já tinham o Matheus, o filho perfeito. - Ri e ela me acompanhou.
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Memórias de um Presente ||| Romance Lésbico
RomanceDizem que a melhor parte da vida é o período do começo da faculdade até os primeiros anos pós graduação; dizem que são memórias que todo mundo gostaria de guardar. Eu também gostaria mas comigo foi diferente. Meu presente inteiro foi deletado da mi...
