Capítulo 17

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Ligo para minha filha. Estou com saudades dela. já se passou uma semana desde que ela me visitou.

-Oi papai!

-Oi filha. Como está você? E a pequena Penny?

-Estamos muito bem papai. E o senhor, como está?

-Estou ótimo filha. Melhor do que nunca.

-Que bom pai. Foi bom o senhor ligar. Bob e eu estamos organi­zando um churrasco para a família e alguns amigos no próximo domingo e gostaríamos muito que o senhor viesse.

-Claro que vou filha. Será ótimo estar com vocês. Pode contar co­migo aí.

-Ai que bom pai. Mas o senhor vem mesmo?

-Eu prometo que eu irei.

-Tá bom papai. Estaremos te esperamos então.

-Se cuide minha filha. Até domingo. -Posso imaginar o sorriso no rosto de Cat. Pela voz deu para perceber que ela ficou feliz quando eu confirmei que iria.

Subo as escadas. Olho pela janela do quarto em direção à casa de Heidi. Lá está tudo escuro. Nem parece que alguém mora ali. Como será que ela esta? Faz um tempo que eu não a vejo. Sinto a falta dela.

Decido escrever. Observo o que já tenho pronto. Até que é bas­tante material para quem está travado. Parece que as coisas estão começando a fluir. Espero que continue assim agora que estou em paz.

Continuo de onde parei mais cedo. Fico boa parte da noite escre­vendo. E escrevendo. Vou dormir muito tarde. Há tempos não escre­via assim. Me jogo na cama e apago.

***

A casa de Cat fica num belo subúrbio arborizado a oeste do Loop de Chicago. Está bem movimentada. Uma música calma de Paul McCartney está tocando. Reencontro parentes e amigos que não via há tempos.

-Al! – um homem barbudo se dirige a mim

-George? – reconheço-o após um pequeno esforço de memória. – É você?

-Há quanto tempo primo! –ele me abraça com bastante empolga­ção. Neste momento eu percebo o quanto me isolei de todos.

-Você está diferente. Está mais forte. Deixou a barba crescer. –me afasto um pouco para olha-lo mais detalhadamente.

-E você não mudou nada. Bem, emagreceu. Mas de resto está a mesma coisa. E então, o que você tem feito da vida?

-Bem, no momento estou descansando. Tipo umas férias E, você, como está a família?

-Estamos todos bem. –uma mulher se aproxima - Querida, olha quem está aqui.

Melissa continua bem conservada. Uma mulher corpulenta, cabe­los escuros, rosto bonito. Ela me dá um leve abraço.

-Como vai Albert?

-Vou bem. Estou feliz em ver vocês.

-Fiquei sabendo que você está vivendo em uma cidade pequena. E então, como está sendo a vida no interior? –George me questiona.

-Já me adaptei. É exatamente o que eu estava buscando.

-Que bom primo.

Cat se aproxima com Penny no colo.

-Oi George! Oi Melissa!- ela beija e abraça os dois. –Estou vendo que já reencontraram meu pai.

-Foi fácil. Albert nunca muda. –diz George.

Melissa pega a mãozinha da minha neta: - Como vai essa menini­nha linda?

-Ela está crescendo rápido- diz George enquanto brinca com ela

A EstrangeiraOnde histórias criam vida. Descubra agora