Ligo para minha filha. Estou com saudades dela. já se passou uma semana desde que ela me visitou.
-Oi papai!
-Oi filha. Como está você? E a pequena Penny?
-Estamos muito bem papai. E o senhor, como está?
-Estou ótimo filha. Melhor do que nunca.
-Que bom pai. Foi bom o senhor ligar. Bob e eu estamos organizando um churrasco para a família e alguns amigos no próximo domingo e gostaríamos muito que o senhor viesse.
-Claro que vou filha. Será ótimo estar com vocês. Pode contar comigo aí.
-Ai que bom pai. Mas o senhor vem mesmo?
-Eu prometo que eu irei.
-Tá bom papai. Estaremos te esperamos então.
-Se cuide minha filha. Até domingo. -Posso imaginar o sorriso no rosto de Cat. Pela voz deu para perceber que ela ficou feliz quando eu confirmei que iria.
Subo as escadas. Olho pela janela do quarto em direção à casa de Heidi. Lá está tudo escuro. Nem parece que alguém mora ali. Como será que ela esta? Faz um tempo que eu não a vejo. Sinto a falta dela.
Decido escrever. Observo o que já tenho pronto. Até que é bastante material para quem está travado. Parece que as coisas estão começando a fluir. Espero que continue assim agora que estou em paz.
Continuo de onde parei mais cedo. Fico boa parte da noite escrevendo. E escrevendo. Vou dormir muito tarde. Há tempos não escrevia assim. Me jogo na cama e apago.
***
A casa de Cat fica num belo subúrbio arborizado a oeste do Loop de Chicago. Está bem movimentada. Uma música calma de Paul McCartney está tocando. Reencontro parentes e amigos que não via há tempos.
-Al! – um homem barbudo se dirige a mim
-George? – reconheço-o após um pequeno esforço de memória. – É você?
-Há quanto tempo primo! –ele me abraça com bastante empolgação. Neste momento eu percebo o quanto me isolei de todos.
-Você está diferente. Está mais forte. Deixou a barba crescer. –me afasto um pouco para olha-lo mais detalhadamente.
-E você não mudou nada. Bem, emagreceu. Mas de resto está a mesma coisa. E então, o que você tem feito da vida?
-Bem, no momento estou descansando. Tipo umas férias E, você, como está a família?
-Estamos todos bem. –uma mulher se aproxima - Querida, olha quem está aqui.
Melissa continua bem conservada. Uma mulher corpulenta, cabelos escuros, rosto bonito. Ela me dá um leve abraço.
-Como vai Albert?
-Vou bem. Estou feliz em ver vocês.
-Fiquei sabendo que você está vivendo em uma cidade pequena. E então, como está sendo a vida no interior? –George me questiona.
-Já me adaptei. É exatamente o que eu estava buscando.
-Que bom primo.
Cat se aproxima com Penny no colo.
-Oi George! Oi Melissa!- ela beija e abraça os dois. –Estou vendo que já reencontraram meu pai.
-Foi fácil. Albert nunca muda. –diz George.
Melissa pega a mãozinha da minha neta: - Como vai essa menininha linda?
-Ela está crescendo rápido- diz George enquanto brinca com ela
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Estrangeira
CintaUma misteriosa jovem transforma a vida de um escritor mais velho que acabou de perder a esposa.
