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17° CAPÍTULO

BETTY

Assim que chegamos em casa o Jughead levou o Dylan, que dormia em seus braços, para o quarto e minha mãe também foi para o dela. Retirei os meus saltos e fui andando até o meu.

Encontro com o Jughead se retirando do quarto do Dylan deixando a porta entre aberta, entro no quarto e ele vem atrás de mim. Quando ouço o barulho da porta sendo fechada, me viro e passo os meus braços pelo pescoço do Jug e deposito um beijo rápido em sua boca.

- Dorme aqui hoje?

- Claro, amor. – diz acariciando a minha cintura.

Ele estava um pouco estranho, estava distante, parecia triste. Eu acho que deve ser pelo o

que aconteceu lá na casa da Vee antes de sairmos. Resolvo deixar isso de lado, não iria

perguntar nada, eu sei bem como ele é. Quando estiver à vontade para falar, ele vai falar.

Afasto-me dele e passo a chave na porta, trancando-a. Fomos até o banheiro e tomamos

banho juntos... sim, apenas um banho. Trocamos caricias e beijos, mas não passou disso. Eu via que ele não estava bem e isso me doía, eu nunca o vi daquele jeito. Ele nem parecia aquele homem cheio de si, mandão e muitas vezes arrogante...

Saímos do banheiro, nos trocamos e deitamos na cama. Por incrível que pareça estávamos

sem sono, por mais que já fosse quase quatro da manha. Ele sentou e encostou suas costas

na cabeceira da cama e me trouxe para o meio de suas pernas fazendo-me deitar em seu

peito. Envolvi os meus braços ao seu redor e ele deixou um beijo sobre minha cabeça.

- Amor, você quer conversar? – me atrevo a perguntar.

Ele respira fundo e se cala por um tempo, parecendo pensar.

- Por que minha mãe estava chorando quando eu cheguei lá?

- É porque ela estava me contando o quão feliz ela estava por você estar mais próximo da

família, agora. Ela me disse que há anos você não passa o natal com a família. Sua mãe sente

falta disso, sabia?

Ele dá um suspiro longo, mas nada diz. Continua passando suas mãos lentamente pelos meus braços.

Ficamos um tempo calados até que ele se pronuncia novamente.

- Só isso que ela disse?

Desvencilho-me dos seus braços e me sento, ainda entre suas pernas, só que agora de frente para ele. Percebo que os seus olhos estão vermelhos, secos, mas vermelhos. Há tristeza neles.

- Ela... – paro e penso se tenho que realmente falar isso. – Ela me disse também que sente

muito sua falta, e que se sente culpada, por algo que aconteceu no passado com você e que

te transformou desse jeito e te afastou de todos.

Ele respira fundo.

- E ela te contou o que aconteceu?

- Não Jughead. E nem eu perguntei o que houve porque eu acho que isso não diz respeito a mim, e sim a vocês dois. Apesar de eu achar que a Julia nunca seria capaz de fazer nada para te machucar. Ela te ama e eu vi a tristeza nos olhos dela contando isso, eu vi dor... Eu como mãe não me imagino longe do meu filho nunca e nem vê-lo me tratando desse jeito.

o delegado-BugheadHistórias para pegar e não largar. Descubra agora