Eu estou nervosa, a minha barriga parece que ter milhões de borboletas. Eu vou ver o meu bebê pela primeira vez!
A ultrassom que eu vou fazer é a transvaginal, com ela dá pra ver com mais perfeição de quanto tempo eu realmente estou e é mais fácil para detectar qualquer anormalidade, tanto com o meu corpo, quanto com o bebê.
Esvazio a minha bexiga, que de fato já estava cheia, e coloco o vestido, deixo minhas roupas em um canto e saio do banheiro encontrando o Jughead e a Doutora Vitória conversando.
- Eu só vou poder te dizer com certeza depois dos exames. Mas se estiver tudo bem, sim, o sexo está liberado.
- Jughead... – o repreendo, pois eu não acredito que ele teve coragem de perguntar algo do tipo para ela.
Ele se vira pra mim, com a cara mais lavada do mundo.
- O que foi, amor? A Doutora disse que eu podia tirar todas as minhas duvidas.
- Você me mata de vergonha. – digo levando minha mão ao rosto.
- Não precisa ter vergonha nenhuma, Elizabeth, essa é a pergunta que eu mais ouço dos homens aqui no consultório. É normal essa duvida.
Ela se levanta e vem até a mim.
- Não precisa se envergonhar, agora vamos lá ver esse bebê. Pode vir também, papai.
O Jughead rapidamente se levanta e Doutora abre uma segunda porta que tem na sala e entramos em um outro ambiente, esse já tem uma maca e um monitor e posso ver alguns instrumentos que eu não faço a mínima idéia para que serve.
- Pode se deitar e abra as suas pernas pra mim, deixando os joelhos dobrados.
Com um pouco de vergonha eu me deito e faço o que ela disse, o Jughead vem para o meu lado e segura a minha mão.
- Agora é a hora da verdade. Vamos ver como ele ou eles estão, vai que são dois, né? – ela diz sorrindo.
Só a hipótese de ter duas crianças dentro de mim, me deixa assustada.
- Nem brinca, Doutora.
- Seria bem legal. – diz o Jughead rindo feito um bobo.
O olho com uma cara assustada. Como legal? Vai ser trabalho em dobro, tomara que seja só um... Um de cada vez!
A médica coloca sua luva e pega a sonda, com uma espécie de preservativo na ponta, e leva em direção a minha intimidade. Assim que ela o inseriu dentro de mim, uma imagem meio borrada já aparece no monitor ao meu lado. Olho para o Jughead, que assim como eu já
estava com os olhos cheios de lágrimas.
- Eita... Eu estava brincando em, mas parece que são gêmeos mesmo. – diz a médica sorrindo.
- Co-como assim, Doutora? – pergunto assustada. – Diz que a senhora está brincando!
- Não, eu estou falando sério. Mas espera um minuto. – ela diz sem acreditar e parecia estar se divertindo com aquilo.
A imagem no monitor desaparece e a Doutora mexe em algumas coisas naquele aparelho.
O meu coração está acelerado. Eu não estou acreditando nisso. Meu Deus!
Olho para o Jughead que já está chorando.
- Meu Deus do céu. – digo apertando a mão do Jughead.
- Por isso que é bom a transvaginal no comecinho, detecta tudo. Eu tenho quase certeza que são dois sim, viu.
Uma imagem de outro ângulo aparece no monitor.
- São gêmeos mesmo. – ela diz sorrindo.
- Meu Deus, você está falando sério? Tem certeza?
Eu olhava para o Jughead não acreditando.
- Seríssimo, olha só aqui. – ela aponta para o monitor. – Estão vendo, são gêmeos não idênticos, cada um tem sua bolsa...
Ela passa o dedo sobre a tela mostrando a repartição entre as duas bolsas e agora eu posso ver nitidamente os dois bebês um de cada lado.
- Jughead?! – olho para ele como quem estivesse indignada por ele ter colocado dois bebês dentro de mim.
Não poderia ser um de cada vez?
O Jughead não sabia fazer outra coisa a não ser chorar. Parecia estar, assim como eu, sem acreditar, mas ele não conseguia dizer nada.
- Doutora... Olha, isso ai não tem erro, não?
- Não Elizabeth. – a danada parecia se diverti. – São dois mesmo, cada um tem a sua placenta...
- Jughead...como... como você conseguiu colocar duas crianças dentro de mim?!
Ele ia abrir a boca pra falar, mas eu o impedi.
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o delegado-Bughead
RomanceElizabeth Cooper era ainda uma menina quando viu a sua vida virar de cabeça pra baixo ao ser estuprada por um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro. Três anos se passaram e ela se vê, novamente em um beco sem saída, tendo que, agora mais do...
