você não quer uma menina? (pt.2)

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Eu estou nervosa, a minha barriga parece que ter milhões de borboletas. Eu vou ver o meu bebê pela primeira vez!

A ultrassom que eu vou fazer é a transvaginal, com ela dá pra ver com mais perfeição de quanto tempo eu realmente estou e é mais fácil para detectar qualquer anormalidade, tanto com o meu corpo, quanto com o bebê.

Esvazio a minha bexiga, que de fato já estava cheia, e coloco o vestido, deixo minhas roupas em um canto e saio do banheiro encontrando o Jughead e a Doutora Vitória conversando.

- Eu só vou poder te dizer com certeza depois dos exames. Mas se estiver tudo bem, sim, o sexo está liberado.

- Jughead... – o repreendo, pois eu não acredito que ele teve coragem de perguntar algo do tipo para ela.

Ele se vira pra mim, com a cara mais lavada do mundo.

- O que foi, amor? A Doutora disse que eu podia tirar todas as minhas duvidas.

- Você me mata de vergonha. – digo levando minha mão ao rosto.

- Não precisa ter vergonha nenhuma, Elizabeth, essa é a pergunta que eu mais ouço dos homens aqui no consultório. É normal essa duvida.

Ela se levanta e vem até a mim.

- Não precisa se envergonhar, agora vamos lá ver esse bebê. Pode vir também, papai.

O Jughead rapidamente se levanta e Doutora abre uma segunda porta que tem na sala e entramos em um outro ambiente, esse já tem uma maca e um monitor e posso ver alguns instrumentos que eu não faço a mínima idéia para que serve.

- Pode se deitar e abra as suas pernas pra mim, deixando os joelhos dobrados.

Com um pouco de vergonha eu me deito e faço o que ela disse, o Jughead vem para o meu lado e segura a minha mão.

- Agora é a hora da verdade. Vamos ver como ele ou eles estão, vai que são dois, né? – ela diz sorrindo.

Só a hipótese de ter duas crianças dentro de mim, me deixa assustada.

- Nem brinca, Doutora.

- Seria bem legal. – diz o Jughead rindo feito um bobo.

O olho com uma cara assustada. Como legal? Vai ser trabalho em dobro, tomara que seja só um... Um de cada vez!

A médica coloca sua luva e pega a sonda, com uma espécie de preservativo na ponta, e leva em direção a minha intimidade. Assim que ela o inseriu dentro de mim, uma imagem meio borrada já aparece no monitor ao meu lado. Olho para o Jughead, que assim como eu já
estava com os olhos cheios de lágrimas.

- Eita... Eu estava brincando em, mas parece que são gêmeos mesmo. – diz a médica sorrindo.

- Co-como assim, Doutora? – pergunto assustada. – Diz que a senhora está brincando!

- Não, eu estou falando sério. Mas espera um minuto. – ela diz sem acreditar e parecia estar se divertindo com aquilo.

A imagem no monitor desaparece e a Doutora mexe em algumas coisas naquele aparelho.
O meu coração está acelerado. Eu não estou acreditando nisso. Meu Deus!
Olho para o Jughead que já está chorando.

- Meu Deus do céu. – digo apertando a mão do Jughead.

- Por isso que é bom a transvaginal no comecinho, detecta tudo. Eu tenho quase certeza que são dois sim, viu.

Uma imagem de outro ângulo aparece no monitor.

- São gêmeos mesmo. – ela diz sorrindo.

- Meu Deus, você está falando sério? Tem certeza?

Eu olhava para o Jughead não acreditando.

- Seríssimo, olha só aqui. – ela aponta para o monitor. – Estão vendo, são gêmeos não idênticos, cada um tem sua bolsa...

Ela passa o dedo sobre a tela mostrando a repartição entre as duas bolsas e agora eu posso ver nitidamente os dois bebês um de cada lado.

- Jughead?! – olho para ele como quem estivesse indignada por ele ter colocado dois bebês dentro de mim.

Não poderia ser um de cada vez?

O Jughead não sabia fazer outra coisa a não ser chorar. Parecia estar, assim como eu, sem acreditar, mas ele não conseguia dizer nada.

- Doutora... Olha, isso ai não tem erro, não?

- Não Elizabeth. – a danada parecia se diverti. – São dois mesmo, cada um tem a sua placenta...

- Jughead...como... como você conseguiu colocar duas crianças dentro de mim?!

Ele ia abrir a boca pra falar, mas eu o impedi.

o delegado-BugheadHistórias para pegar e não largar. Descubra agora