31° CAPÍTULO
BETTY
Eu já tinha desembarcado e estava em frente ao aeroporto pensando para qual lado ir.
O frio estava demais, na verdade eu não sei se estava realmente muito frio, ou eu que não estou acostumada a sentir frio. Mas mesmo assim eu estava com o meu casaco, que não
estava adiantando muita coisa, eu devo dizer.
A Verônica tinha me explicado tudinho como que fazia para chegar nessa tal Chácara Jones que é a chácara do Jughead.
Eu coloquei a minha pequena mala atravessada no corpo e antes de guardar o celular na bolsa, vejo que são quatro horas da tarde. Saio do aeroporto ainda olhando para todos os lados vendo se, por algum acaso, eu não o encontrava por aqui, mas nada eu vi.
Depois que consegui sair do aeroporto eu avisto um ponto de ônibus e vou até lá.
Tinha algumas pessoas sentadas esperando ônibus e eu me sentei ao lado de uma senhora. A perguntei se o ônibus que me deixava na Chácara, passaria por aqui e ela disse que sim e até me explicou qual é.
Sento-me e fico esperando o ônibus passar, o que demorou pra caramba. Nunca mais eu reclamo da demora dos ônibus do Rio de Janeiro. Mas depois a Senhora me explicou que esse ônibus passava apenas de manhã e a tarde, pelo fato do destino dele ser bem para o interior e demorar bastante tempo de viagem.
Uma hora e meia, mais o menos, sentada ali e o ônibus finalmente passou, eu entrei e antes de pagar a minha passagem pergunto para ter realmente certeza.
- Senhor, esse ônibus me deixa na Chácara Jones?
- Te deixo próximo de lá.
- Ok. – o pago e antes de passar eu falo. – O senhor poderia me avisar quando chegar? Eu não sou daqui e é a minha primeira vez, eu não conheço nada.
- Claro, eu aviso sim. – diz simpático.
E pra ser mais fácil de ele me avisar, eu me sento na primeira fileira do ônibus.
Pego os meus fone e coloco no celular, deixo as musicas no aleatório e deixo a minha cabeça cair na janela. Eu não sei se foi coisa do destino ou não, mas a primeira musica que tocou foi I
Won’t Give Up – Jason Mraz.
Parece que essa musica foi feita para esse momento, foi feita pra mim... pra gente... De fato é inevitável olhar pro céu e não me vir aqueles lindos olhos a mente. Aqueles olhos, que foram
tantas vezes os primeiros que eu via ao acordar. Aqueles olhos que me fizeram sorrir tantas e tantas vezes apenas por saber que aquele olhar era direcionado a mim... E eu realmente não vou desistir, não vou desistir de tê-lo novamente ao meu lado... Não vou desistir de nós.. Eu realmente não quero ficar conhecida novamente como alguém que vai embora facilmente. Alguém que desiste antes mesmo de tentar, eu não quero mais ser conhecida assim... Eu voltei agora, voltei pra fazer extremamente diferente. E eu sei que posso fazer...
Quando eu dei por mim as lagrimas já molhavam o meu rosto, mas agora eu já tinha esperanças e eu ia me agarrar nessas esperanças para tentar fazer com que ele me aceite novamente.
Algumas longas, e intermináveis, horas depois, já estava de noite, podia ver a chuva caindo do lado de fora e o lugar ao meu redor é estranhamente deserto e coberto por matos. Eu
torcia muito para que essa tal chácara não fosse aqui, ou em algum lugar pior.
De repente o ônibus para e o motorista me olha.
- Chegamos na sua parada, moça.
Valeu boca grande.
Respiro fundo e me levanto do banco. Coloco o meu telefone no lugar mais fundo da bolsa que eu consegui e antes de descer do ônibus, eu pergunto.
- Pra que lado fica essa chácara, o senhor sabe me dizer?
- Olha é pra esse lado aqui. – ele apontou pro lado direito. Uma rua extremamente escura.
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o delegado-Bughead
RomansElizabeth Cooper era ainda uma menina quando viu a sua vida virar de cabeça pra baixo ao ser estuprada por um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro. Três anos se passaram e ela se vê, novamente em um beco sem saída, tendo que, agora mais do...
