CAPÍTULO 4

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MAGENTA


Eu estive dando voltas no quarteirão durante vinte minutos. Taehyung me mandou embora para limpar minha mente e está claro. Claro como cristal. É imperativo que eu fale com a mãe do garoto desaparecido. Eu sei que esses casos estão ligados. Eu posso sentir isso em meus ossos. É muita coincidência.

Quando sua casa vem a vista de novo, eu solto uma rajada de ar. Eu provavelmente vou receber uma notificação por desobedecer às ordens novamente, mas eu não vou ser capaz de dormir até que isso seja feito. Eu preciso falar com ela.

Para possivelmente avisá-la da gravidade de sua situação.

A verdade é que ela nunca poderá ter seu filho de volta.


* * *


Um som de pés se arrastando e raspando me desperta do sono.

Ele voltou.

Um grunhido e depois um baque desperta a minha curiosidade.

Deslizando o lençol que ele permite que eu tenha, eu rastejo através da minha cela e olho através das grades, minha respiração engata quando eu o vejo ali.

Ele não está sozinho.

Há um homem deitado sobre a mesa, nu e inconsciente. Sentindo seus movimentos, eu rapidamente caio de joelhos para me abaixar quando Jooheon se vira e passa pela minha cela para a porta que conduz a minha liberdade na parede à esquerda da nossa prisão.

Meu coração corre no meu peito e há uma enxurrada de animação no meu estômago que eu não sentia há muito tempo, que eu pensei que eu nunca sentiria novamente.

— Ei — assobio. — Ei, você! — Eu tento novamente um pouco mais alto, mantendo meus olhos entre o homem e a porta.

Ouço sons a partir da cela de Jisoo e ela sussurra — Quem é esse?

— Ei, senhor. — Eu tento bater minhas mãos no painel de madeira da porta da minha cela.

Ele se agita, levantando a mão até esfregar na sua cabeça, enquanto ele se desloca para uma posição sentado. Ele não é um senhor. Ele é um menino. Mais velho que eu, mas ainda um menino, talvez dezenove, vinte anos.

— O que aconteceu? — ele questiona, sua voz pesada parecendo grogue. Uma cortina de franja escura cobre seu rosto enquanto ele mergulha a cabeça para olhar para o chão e, em seguida, olha para cima. Nossos olhos se chocam, os dele confusos e os meus, preocupados.

Seus olhos se arregalam e ele salta para seus pés, oscilando um pouco. — Que porra está acontecendo? Quem é você? — Ele exige com pânico em seu tom e volume. — Por que estou pelado? — Desta vez, a voz oscila de terror.

Ele não está aqui por vontade própria.

Ele é uma marionete nova.

Um menino. O primeiro depois de mim.

— Shhh — Eu peço silêncio, apontando para a porta. Sua cabeça gira para onde eu aponto e ele sacode a cabeça, não antes de chegar até as barras que nos separam.

— Onde estamos? Por que você está aí? Quem é ele? — ele exige, suas palavras subindo de tom com cada pergunta.

Passos soam nas proximidades e, em seguida, a sombra de Jooheon se arrasta até a parede da porta aberta.

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora