CARMESIM
- Dói?
Minha mão é elevada até o hematoma no meu rosto e eu levanto um ombro indiferente.
- É o que acontece quando alguém te aborda.
- Quem era?
- Isso importa?
Ela se vira em seu assento e eu olho para a água. Hoje, ela acrescentou um talo de aipo. Eu quero gritar com ela, perguntar por que, mas não vou fazer isso. Não está certo. Em vez disso, eu olho para a água, bolhas minúsculas se recolhem na parte inferior.
- Você parece triste hoje - diz ela - Por quê?
Sacudindo os meus olhos para os dela, eu acho que ela vai explodir em chamas, mas não.
"Você parece triste."
Eu não acredito que nós temos que pagar para ouvir o óbvio.
- Talvez eu esteja triste - digo, prendendo-a com o meu olhar.
- Você pode me dizer por que isso acontece? O que aconteceu para que se sentisse dessa maneira?
Ela cruza as pernas e coloca a caneta no braço da cadeira.
- Posso te fazer uma pergunta? - eu falo, inclinado para frente e esfregando meu sapato.
- Claro - ela sorri, pegando a caneta.
- Você alguma vez quis tanto algo, que você não sabe se o que você está vendo é a realidade ou apenas a sua própria necessidade de que seja real?
Ela olha em seu apartamento escasso, contemplando a minha pergunta. - Quando uma pessoa passa por algo traumático, não é incomum procurarem uma resolução em sua mente. É um mecanismo de enfrentamento, a maneira que eles finalmente são capazes de seguir em frente. Você não é louco. - Ela sorri novamente.
- Eu não disse que eu era louco - eu respondo, ficando de pé abruptamente.
Baixando seu caderno de anotações, ela se inclina para frente, juntando as mãos. - Eu não tive a intenção de ofendê-lo.
- Acho que isso não está dando certo.
Eu a deixo de boca aberta.
Já tive o bastante por um dia.
* * *
Meu celular continua a piscar com o nome de Taehyung, mas eu não posso atender. Eu tive alta do hospital e tenho ficado enrolado no meu sofá ignorando seus apelos. Nada faz sentido. Eu sinto como se eu estivesse sonâmbulo, vagando através de um pesadelo e não consigo encontrar uma maneira de acordar desse inferno.
Ding.
Eu ergo minha cabeça para ver uma mensagem de Taehyung, mas eu não o leio.
- Então, você está vivo e está recebendo minhas chamadas. - O som de sua voz atravessa o meu apartamento, me assustando. - Você só está preferindo me ignorar.
- Ah - eu gemo com o susto - Ai! - Minha costela palpita de dor.
Ele se aproxima de mim e cai de joelhos ao lado do sofá. - Droga, eu sinto muito. - Suas sobrancelhas escuras se juntam enquanto ele avalia os danos. Quando ele chega perto, ele afaga meu cabelo, e eu me afasto.
- O que diabos você está fazendo aqui, Taehyung. Como você entrou?
Enfiando a mão no bolso, ele puxa uma chave. A minha chave. - Você deu para mim quando eu fui buscar bebida na outra noite.
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Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]
Fiksi Penggemar"Você já teve que tomar uma decisão que o assombra todos os dias pelo resto de sua vida - a vida que você roubou de volta? Eu sim." Quando Seokjin e sua irmãzinha Jisoo encontram um fabricante de bonecas chamado Joonie em uma feira local, eles não t...
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