CAPÍTULO 30

176 35 36
                                        

AZEVICHE

TAEHYUNG


Meu nome sibila de seus lábios como uma súplica. Nada estava me impedindo. Nem a droga que eles colocaram na minha veia para me acalmar. Nem todo o recinto do corredor do lado de fora de seu quarto.

Absolutamente nada.

Três passos eram tudo que me separava antes de eu cair de joelhos na frente de sua cadeira de rodas e pegar seu corpo em meus braços. A silhueta macia de seu corpo molda no meu e eu finalmente posso respirar. Ele não pesa quase nada enquanto o ajudo a ir até a cama. Uma vez que eu o acomodo, eu o abraço novamente. Eu senti tanto a sua falta.

— Eu tenho a foto. — Eu sussurro em seu cabelo. Seu corpo fica tenso em uma fração de segundo antes de suavizar mais uma vez. — Nós vamos ter que seguir o protocolo, mas manteremos esse pequeno segredo para nós mesmos por enquanto.

— Jae? — ele pergunta, puxando seu corpo quente um pouco longe de mim para encontrar meu olhar. Não há lágrimas em seus olhos. É quase assustador. Eu não posso determinar se ele está entupido de medicamentos para dor ou se ele está desligando suas emoções para lidar com tudo.

— Eu sinto muito, Jinnie — eu murmuro. — Ele se foi.

— Jisoo?

Porra, eu não tenho essa porra de resposta para ele. É errado eu desejar que ela estivesse morta, porque ela é louca e estar viva é um risco para a vida de Jin?

— Joonie atirou nela para te salvar — eu explico. — Não sei se foi fatal ou não.

Suas sobrancelhas se sulcam. — E Joonie?

— Ele me deixou te levar. — Eu engulo a raiva de não ter colocado uma bala na sua cabeça. Ele está pálido e não há reação ao que estou dizendo a ele.

— Então, ele ainda está lá fora? — Seu corpo cai contra a cama atrás dele.

Eu aperto minha mandíbula em frustração e nivelo meu olhar para ele. — Ele não vai chegar perto de você novamente.

— Foi o que você disse na última vez — murmura, e isso me corta como uma faca. Eu mereço sua raiva.

— Eu sinto muito. — Porque eu estou muito fodido.

Ele enrola um braço em torno de seu estômago. Seu peito sobe e cai como se tivesse um peso sobre ele. O médico avança para ajudá-lo em seu desespero.

Preciso matar Joonie. Jin nunca terá paz até eu fazer isso.

— Estou tão cansado — ele exclama, um soluço está preso em sua garganta. Vê-lo tão frágil é desconcertante. Tudo que eu quero fazer é um casulo com ele em meus braços e mantê-lo lá até que ele seja meu Jinnie novamente. O Jin que eu conheço. Apagar tudo que ele testemunhou e sofreu. Eu cheguei tarde demais para salvá-lo.

Ele puxa as cobertas até o queixo. — Eu gostaria de descansar agora.

— Ninguém entra aqui — falei ao médico. — Ninguém. Nem mesmo os oficiais lá fora.

Ele me dá um assentimento tranquilizador quando eu saio do quarto. Fecho a porta atrás de mim e todos os olhos pousam em mim.

— Que porra aconteceu? — exigem Yoongi e Lee juntos.

Eu arrasto meus dedos pelo meu cabelo e balanço a cabeça. — O desgraçado foi até a porra da minha casa. Esse cara tem culhões de aço, mas ele está ferrado. Ele pensou que escaparia disso, mas me deu a oportunidade de segui-lo de volta até o inferno.

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora