ONYX
TAEHYUNG
Deixei Jin dormindo, sabendo que ele está quase surtando. Ontem foi uma pausa em toda a loucura, mas está ficando cada vez mais difícil a cada dia que passa. Não temos nada.
Zero. Porra nenhuma. Este Eric Maine é a nossa última esperança para ligar as pontas soltas. Qualquer coisa que ele nos diga pode nos dar algo para correr atrás.
Precisamos encontrar esse filho da puta, tirá-lo da rua e, finalmente, dar a Jin um pouco de paz.
Meu hyung odeia Joonie... Jooheon, ou seja lá como ele quer ser chamado. Para mim, ele é um fodido doente, e eu carrego uma aversão única por ele. Quando eu finalmente colocar minhas mãos naquele desgraçado, eu vou fazê-lo pagar com sangue.
Eu mostro minha identificação ao guarda na porta do quarto do hospital de Eric Maine e entro. Ele parece horrível. Tubos ligados à monitores apitando em torno dele e quase todos os centímetros dele estão engessados.
— Ele só pode falar aos poucos e podemos dar a ele dois minutos no máximo. — diz uma enfermeira com rugas mostrando sinais de uma vida difícil.
Eu vou fazer valer cada minuto.
— Eu sou o detetive Kim Taehyung. — Eu viro meu distintivo. — Você se lembra onde estava antes de você ser trazido para o hospital?
— Não. — Sua palavra é apenas um sussurro doloroso.
— Você pode me dizer se o homem mencionou um local ou por que ele te segurou antes de trazê-lo para o hospital?
Sua testa se enruga e ele estremece. — Nenhum homem.
— Nenhum homem?
— Mulher. — Ele esclarece, a voz trêmula.
— Oh, eu sei que uma mulher trouxe você. — eu assinto — Eu estou falando sobre o homem que bateu em você.
— Mulher. — Ele afirma novamente, a ansiedade em sua voz.
— Nós sabemos que o policial detetive não lhe bateu e você está interferindo numa investigação, então pare de enrolar e desembuche. — falo com irritação.
— Uma. Mulher. Me. Acertou. — Ele explode balbuciando com uma respiração pesada.
— Uma mulher estava dirigindo a caminhonete?
— Sim. — Seus olhos se fecham e então lentamente se abrem.
— Ela te manteve em cativeiro até te trazer para cá?
— Sim. Eu. Fui. Abordado. Por. Ela. Mas. Ela. É. Malditamente. Louca.
Eu corro do quarto para a área de segurança no quarto andar. A porta se abre quando eu estava prestes a abri-la e um cara que reconheço está lá. Hyunbin. Eu trabalhei com ele em algumas ocasiões ao longo dos anos. Ele deve ter me visto pelos monitores.
— E aí, cara?
— Eu preciso que você me mostre a filmagem de Eric Maine sendo trazido. Olhe em seu computador na data que ele deu entrada e me mostre o material a partir desse dia. — eu disparo.
Ele sente a minha tensão 'não questione' e apenas faz o que eu peço.
Meu coração explode em meu peito e se revira no chão.
Droga.
Droga.
Droga.
Hyunbin dá um comando e diferentes monitores se abrem na tela, em seguida, está lá, uma mulher que se parece com o meu hyung.
Seu rosto se levanta para a câmera.
— Congele a imagem — eu ordeno — Mais zoom.
Ele faz o que eu peço e minha mão treme quando eu pego o meu celular. Toco a tela do monitor com a outra mão enquanto espero o toque no meu ouvido. Meus dedos deslizam pela cicatriz no rosto da menina.
Kim Jisoo.
— Responda, Jinnie.
— Aqui é o Detetive Kim Seokjin. Eu não posso atender a sua chamada agora. Deixe uma mensagem e retornarei assim que possível.
Eu corro da sala pelo corredor, gritando para as pessoas saírem do meu caminho. — Jinnie, por favor, esteja dormindo ou tomando banho, ou... Deus... Qualquer coisa. — Eu sussurro para mim mesmo. — Eu te amo. Eu te amo, Jinnie. Estou voltando para casa.
Eu entro no meu carro em um borrão e começo a dirigir. Minha cabeça está nadando. Isso vai quebrá-lo.
Kevin não está lá quando eu estaciono e meu medo ricocheteia através de cada terminação nervosa, pousando no meu coração com um baque nauseante.
Não.
De jeito nenhum.
De maneira nenhuma.
Jin vai estar lá na cama dormindo. Kevin fez uma pausa, ele foi mijar, ele tem que mijar em algum momento.
Meus pés me levam a uma velocidade que eu não sabia que eu era capaz. A porta está entreaberta.
Droga.
Droga.
Droga.
Não.
Empurrando a porta, eu puxo a arma do coldre e rastejo através do apartamento. Todas as coisas que eu deixei de dizer a ele passam pela minha mente como uma bomba nuclear saindo de dentro de mim, destruindo minha alma. Ele não sabe que eu o amo. Eu não disse essas palavras. Ele dormiu e eu não pude responder. Ele não sabe.
E eu menti.
Eu não o protegi.
Eu o deixei chegar até ele.
Eu os deixei chegar até ele.
Eu alcanço seu quarto e a bile surge através do meu sangue e se instala na medula dos meus ossos.
O lençol de cama está caído no chão e há sangue.
Porra.
Gritos vêm do corredor e eu não quero ver o porquê. Lágrimas queimam em meus olhos pela primeira vez desde que Eunjin morreu.
Meu peito está apertado e comprimido. Eu estou me movendo em direção à confusão. Uma mulher está gritando na porta de outro apartamento. Ela está apontando com uma mão enquanto segura a outra na boca.
— É um corpo!
Meus pés se movem em câmera lenta.
Baque. Um passo. Baque. Um passo. Baque. Um passo.
Ao entrar no apartamento, o ar que eu estava segurando nos meus pulmões deixa meu corpo em um assobio.
Não é ele.
Não é ele, porra.
Graças a Deus.
— Aigo, alguém matou minha terapeuta! — ouço os soluços da mulher.
E embora seja horrível ver uma cabeça flutuando em um tanque de peixes, eu sei que não é o meu hyung. Não é meu Jinnie.
Eles o levaram.
E eu vou trazê-lo de volta.
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Olá, meus bonequinhos!
Ainda vivos? Kkkk
E tivemos POV Taehyung na área!
Nos próximos capítulos, isso vai ficar bem frequente.
Muitas mudanças nos aguardam...
Eu tô com muita dó do Tae, gzuis. Coitado...
;D
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Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]
Fanfiction"Você já teve que tomar uma decisão que o assombra todos os dias pelo resto de sua vida - a vida que você roubou de volta? Eu sim." Quando Seokjin e sua irmãzinha Jisoo encontram um fabricante de bonecas chamado Joonie em uma feira local, eles não t...
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