CAPÍTULO 9

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RUBI


Blurb, blurb, blurb.

É tudo o que eles fazem? Queria que minha vida fosse simples assim. É quase terapêutico vê-los nadar, sem nenhum propósito.

— Você gosta de peixes? — Ela não está em um terninho hoje. Hoje ela está usando uma saia até a canela, as pernas cruzadas embaixo de sua cadeira.

Eu não respondo. É inútil. Não sei o que dizer. Nem eu mesmo sei se gosto ou não do seu maldito peixe.

Ela suspira.

— Me diga mais sobre este homem — ela insiste — Você disse que estava sangrando na estrada.

— O mundo é um lugar louco. Às vezes me pergunto se eu alguma vez deixei a minha cela. Talvez isso seja tudo coisa da minha cabeça. Um sonho estranho. — Eu penso e ela se apressa em escrever em seu dispositivo.

— Esta é a primeira vez que você mencionou uma cela. Você pode me dizer sobre como era para você lá dentro?

Eu corro o meu dedo ao longo da costura do meu jeans claro. — Quente no verão, onde eu pingava de suor. E, então, nos meses de inverno, era congelante. A tubulação dava sinais de ruptura, e sempre estava ligada em alguma torneira em algum lugar da casa.

— Então, era em uma casa que você era mantido.

Bem... Sim? Ela está tentando me confundir?

— Costumava soar como lobos uivando para a lua. Às vezes eu costumava inventar histórias de que ele era um lobisomem. — Eu rio, perdido em pensamentos.

— Ele?

Aigo, eu não estou mais afim de falar sobre isso agora.

— O tempo acabou — eu anuncio.


* * *


Eu verifico o relógio novamente, batendo no vidro para me certificar de que está funcionando corretamente e, em seguida, olho para o meu celular.

11h37.

Maldito seja ele. Quando ele me deixou esta manhã, ele disse que iria me encontrar nesta feira de artesanato às onze em vez de me encontrar com ele na delegacia, então onde diabos ele está?

— Esperei por muito tempo — murmuro para mim mesmo antes de deslizar do meu carro e fazer meu caminho até a movimentada feira.

Estande após estande em uma enorme extensão de verde. Encontrar o estande que procuramos nesta noite vai ser uma tarefa difícil.

Paro no primeiro estande que vende todos os tipos de queijos diferentes, entrego a eles o impresso com o nome do estande e a logo que eles usam e ele balança a cabeça negativamente.

Repito o processo mais e mais até que um vendedor de tecidos se familiariza com a foto.

— Ele estava expondo a quatro estandes para a direita. Jonny ou algo assim. — O vendedor me diz, coçando a cabeça.

— Obrigado — Eu digo a ele, pegando o folheto de volta.

— Joonie! — Ele grita e eu paro de repente, me virando, petrificado.

— O que você disse? — Minhas palavras são quase inaudíveis.

— Joonie — diz ele de novo, a única palavra que me faz tremer.

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora