VERMELHO
Oito anos mais tarde...
— Jin, está tudo bem? Parece que você não está comendo direito.
Levantando meus olhos até os olhos preocupados de minha mãe, eu sorrio e coloco uma colher na boca cheia de bolo red velvet que ela comprou com os nossos cafés. Nós estamos em um pequeno café em Seul. Os assentos de couro vermelho luminosos estão descascando pelas costuras, mas a comida é boa e o café é ainda melhor — Estou bem, omma, e engordando cada vez mais.
É verdade. Eu nem precisei apertar o cinto para conseguir entrar em meu melhor jeans nesta manhã. Uma pequena conquista. Não que isso seja importante para mim, mas pelo visto para Kim Jihye, é.
— Você deveria voltar para casa para uma refeição caseira. Seu pai gostaria de te ver. — O sorriso que ela oferece enruga os cantinhos de seus olhos.
Pegando a caneca de café e deixando o calor mergulhar em minhas mãos através do copo, eu inalo o vapor que ondula na borda da caneca. — Eu irei em breve. Falo sério. As coisas estão realmente muito complicadas no trabalho.
Ela mexe com uma palheta ao redor de seu copo distraidamente. — Você trabalhou tão duro para ser detetive, e então eles te atiram direto no fundo do poço e não te deixam nem mesmo tomar um fôlego.
É estranho que ela ainda queira falar sobre isso. Ela sabe o quanto eu queria este trabalho e quão duro eu trabalhei para consegui-lo. Eu perdi quatro anos de estudos por estar longe do mundo. Eu tive que fazer aulas à noite, curso de verão, de inverno... Eu estudava três vezes mais que todos os outros.
— Eu gosto de trabalhar — eu digo a ela, minha voz aumentando — Se eu não me mantiver ocupado, a minha mente volta para lá e...
Seu rosto empalidece, como sempre acontece toda vez que eu menciono o que aconteceu. Foi há anos, mas isso ainda está em mim, como um fantasma me assombrando. Omma e appa não gostam de falar sobre isso. Eles tentaram continuar de onde paramos quando eu era um menino de quatorze anos de idade, ingênuo e crédulo.
Esse menino morreu naquela cela na primeira vez que Joonie pôs as mãos sobre ele.
O perfume floral me invade quando uma mulher se aproxima com uma criança. Ela está usando muito perfume e sua sombra azul combina com a bolsa azul brilhante que ela está carregando. Um item cai no chão, rolando para o meu pé. Eu me inclino, chegando para ele e paro. É uma boneca. Apenas uma boneca simples, mas que faz com que todos os pelos do meu corpo se arrepiem e minha mente gire descontroladamente.
É um sinal?
Ele está de volta?
Ele pediu para que ela a deixasse cair?
Ele está aqui, me olhando?
Eu pego a boneca do chão e chamo a mulher: — Com licença — levanto e caminho para frente da cafeteria — Você deixou cair isso.
Os olhos da mulher se arregalam e sua boca se abre — Aigo, obrigada. Ela não dorme sem ela. — Ela suspira, pegando a boneca e enfiando mais fundo em sua bolsa neste momento. Eu aceno meus dedos para baixo, para a menina, cujos olhos brilhantes estão fixos em mim. Ela se encolhe na coxa de sua mãe e sorri para mim.
— Jin.
Minha mãe chama quando eu ainda estou de pé com minhas mãos enfiadas nos bolsos da frente da minha calça jeans, olhando da porta para a mulher e a criança que saíram uns bons vinte segundos atrás.
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Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]
Fanfiction"Você já teve que tomar uma decisão que o assombra todos os dias pelo resto de sua vida - a vida que você roubou de volta? Eu sim." Quando Seokjin e sua irmãzinha Jisoo encontram um fabricante de bonecas chamado Joonie em uma feira local, eles não t...
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