CAPÍTULO 35

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CORNALINA

SEOKJIN

Taehyung mostra a ela o retrato e explica mais sobre a menina que foi recentemente a delegacia. Enquanto ele fala com ela, eu me retiro da conversa. Eu odeio que Lee seja tão doente quanto seu filho e tem se aproveitado de jovens o tempo todo. Ele usou sua posição de poder para fugir dos crimes hediondos.

O que Mihwa falou sobre os gêmeos me deixa intrigado, principalmente sobre Namjoon. Eu já os vi brevemente, quando eram bem novinhos, e nunca notei nada de errado ou suspeito em nenhum deles, mas não posso ignorar nada agora.

Eles continuam a falar, mas eu só estou meio que ouvindo. Eventualmente, me vem um pensamento que me assusta.

— Seu marido já te pediu remédios? — questiono — Pílulas anticoncepcionais? Pílulas do dia seguinte? Pílulas para dormir? Algum outro medicamento que devemos saber?

Seu rosto brilha e ela engole seco, pegando em suas unhas compridas e arrumadas.

— Está tudo bem. — Eu insisto, esperando manter a minha voz calma.

— Fora do registro. — Ela diz, decididamente. — Sim. — Taehyung acena com a cabeça para ela continuar e ela pega um lenço antes de esfregar debaixo dos olhos. — Ele me disse que lidava com um monte de casos de abuso sexual e era um pesadelo passar por toda a burocracia, especialmente se elas eram menores de idade, para ter o que elas precisavam. De cada dez, nove tinham atraso e as meninas teriam uma gravidez não desejada nas mãos de seus estupradores. Me senti horrível por essas garotas e lhe fiz as receitas naquele momento. Aigoo — Ela engasga. — Eu vou perder minha licença por praticar medicina assim. Só queria ajudar.

Eu bufo e balanço a cabeça. — Está fora do registro, certo, Taehyung?

Ele geme, mas acena com a cabeça depois de um momento. — Sim. Se você não tivesse prescrito alguns desses medicamentos, as coisas poderiam ser muito piores para essas garotas.

— Joonie regularmente nos dava medicação através da comida ou água. Normalmente para me nocautear por qualquer razão. Mas para minha irmã, o controle de natalidade fazia muito sentido. Se ele dava a ela, talvez ele estivesse dando a outras garotas. E o mesmo vale para o seu marido. Já comigo, essa era uma das poucas coisas para Joonie que eu não lhe dava trabalho. Não que eu quisesse filhos, mesmo se fosse possível.

Taehyung franziu a testa. — Eu pensei que você não queria filhos por causa de toda a papelada burocrática.

— Isso também. — Asseguro a ele. — Mas eu não me imagino com filhos. Minha cabeça é muito fodida pra ser alguém decente para uma criança. Seria impossível eu ser um bom pai.

— "Impossível". Você não se vê com muita clareza, não é? — Mihwa diz calmamente.

Arrasto meu olhar para ela e franzo a testa. — O que você quer dizer?

— Apenas que nossas mentes são surpreendentes e possuem várias maneiras de se adaptar. — Seus olhos lacrimejam, fixos nos meus.

Um arrepio me lava.

— Detetive Taehyung, espero ter dado informações suficientes. — Ela diz finalmente.

Ele olha fixamente entre nós dois e sacode a cabeça para limpar quaisquer pensamentos que esteja segurando.

— Na verdade, — ele resmunga, — eu tenho outra pergunta. Há algum lugar onde você possa pensar que ele iria? Você tem alguma propriedade na família que está vazia?

— Não. Ele gosta dos bosques e lagos. A pesca é um hobby dele.

— Obrigado por falar. — Taehyung diz quando ele se levanta. Caminho atrás dele, mas Mihwa pega meu braço para me impedir de sair. — Posso falar com você em particular por um minuto?

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora