CAPÍTULO 3

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BORGONHA


É tão...

Pesada.

Nova e dourada.

Perfeita.

Não pra mim.

Ela é fina e discreta, mas o peso dela se torna muito maior pra mim por trazer toda a carga que vem com ela.

O peso da minha culpa.

Arrastando a aliança de noivado do meu dedo e deixando-a em cima da cômoda, eu estremeço com o fato de que eu concordei em casar com Jae. Eu fui egoísta com medo de perdê-lo, então eu me tornei uma dessas pessoas que desprezo, não permitindo que ele entre, sabendo que não posso dar a ele tudo o que ele merece, tudo o que ele conquistou apenas por aguentar a merda que é a minha vida.

— O anel precisa de ajuste? — Sua voz me tira do desgosto que sinto de mim mesmo.

— Está...

— Perfeito e bonito? — ele pisca e me dá um sorriso. — Assim como você.

Bonequinho lindo.

Eu reprimo um tremor e forço um sorriso.

Seus braços chegam na minha cintura e se fecham para me manter preso contra seu peito. Suas mãos envolvem as minhas, colocando juntas as duas alianças idênticas.

— É tão bonito ver nossas mãos juntas agora, Jin. Eu estou muito feliz. Obrigado, jagiya. — sussura em meu ouvido, me arrepiando enquanto seus braços apertam ao meu redor.

Jae finalmente desenvolveu músculos, e ele malha duro na academia para mantê-los. Ele é o maior sonho de qualquer pessoa. Qualquer cara ou mulher além de mim.

Girando em seus braços, eu viro o meu pescoço e devoro os seus lábios com os meus. Empurrando minha língua contra seus lábios, eu o beijo com força até que seu pau cutuca o meu, e ele me levanta em cima dele. Minhas pernas serpenteiam sua cintura e ele respira contra os meus lábios. — Você vai se atrasar.

Eu respondo esfregando meu quadril contra o dele e mordendo seu lábio, e ele me recompensa com orgasmos que me fazem esquecer a minha culpa.


* * *


Taehyung paira perto da minha mesa com a caneca de café, que faz com que o cheiro da sua respiração pareça que um barista vomitou em sua boca após ingerir grãos de café direto da planta. Olhando para o relógio e me dando um olhar torto com um aceno de cabeça, ele diz: — Você está atrasado.

— Coma outra rosquinha e pare de controlar os meus horários — devolvo, dando a ele um sorriso falso e uma dupla saudação com as duas mãos.

— Tão maduro e estereotipado — reclama — É sério?

A porra do açúcar ainda está no canto da sua boca. Estendendo a mão, eu passo o dedo no pó do canto do lábio inferior e seguro para que ele veja. Sua postura é rígida. Droga. Ultrapassar fronteiras é um problema para mim. — Não seja infantil. — eu bufo e em seguida, sugo o açúcar do meu dedo. Não são muitas vezes que eu me permito comer doces. Tiro uma da caixa, a rosquinha meio comida que eu não coloquei na minha mesa e levanto uma sobrancelha. Apontando para trás do seu rosto e balançando a cabeça, eu digo: — Não é preciso ser um detetive para resolver este mistério.

Ele limpa sua boca com as costas da mão e, em seguida, coloca a caneca no meu arquivo, deixando um círculo sujo. Eu tiro e empurro de volta para ele. Idiota estabanado.

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora