CAPÍTULO 5

349 54 116
                                        

CARMIM


— Taehyung. Seokjin. Meu escritório. Agora! — A voz do Delegado Lee ruge do fundo do corredor.

Meus olhos se levantam do meu relatório, encontrando o olhar confuso de Taehyung. Ele me dá um aceno de cabeça antes de se levantar.

Normalmente ele estaria chutando minhas bolas, tentando me irritar, mas algo mudou depois da tarde no café.

Nós nos tornamos parceiros.

Duas pessoas dedicadas à resolver um caso importante em conjunto.

Uma dupla imparável.

Amigos?

Quando eu me levanto e passo por ele, a palma da sua mão pressiona na parte inferior das minhas costas, logo acima da minha bunda, enquanto ele nos orienta para o corredor. E porra, eu não tremo ao seu toque, mas sim minha pele aquece onde sua mão descansa.

Eu tento afastar pensamentos errados e me concentrar na merda que estamos prestes a ouvir ao entrar na sala.

Quando chegamos ao escritório, Taehyung abaixa a mão e entra antes de mim. Lee está de pé ao lado da porta, respirando irritadamente com o rosto vermelho e palpitante.

O que diabos vamos fazer agora?

Uma vez lá dentro, ele bate à porta com tanta força que solto um grito de surpresa. Taehyung rosna e fica entre o chefe e eu, como se para me proteger de sua raiva. Isso me aquece, mas só vai irritar o nosso chefe ainda mais. Eu toco o braço de Taehyung antes de encontrar meu lugar. Ele segue atrás de mim.

— Eu quero saber por que vocês dois acharam que estava tudo bem ir contra ordens diretas — Lee ferve enquanto cambaleia em sua cadeira. Ele se inclina para frente, os cotovelos sobre a mesa e olha para mim em particular.

— Eu não sei o que você quer dize- — eu começo, mas ele me corta, batendo seu punho na mesa.

— Mentira!

— Ok, chefe, você precisa se acalmar — Taehyung late.

Mas Lee está longe de ficar calmo. Ele está furioso. Eu já o vi irritado, com certeza, mas eu nunca o vi fora de controle antes.

— Lee Eugene. O garoto desaparecido. Eu disse para o tenente Wang recolocar vocês dois. Vocês estavam trabalhando no homicídio na loja de bonecas. Por que diabos vocês amam perseguir casos de pessoas desaparecidas?

Taehyung sacode a cabeça para mim e franze a testa. Balanço a cabeça, revirando os olhos, encontrando o olhar de Lee — Eu sei, mas eu estava na vizinhança e pensei que os casos podiam estar relacionados. Acontece que, eles estão.

O rosto do chefe fica tão vermelho que acho que ele pode explodir.

— Você tem alguma ideia de que tipo de catástrofe na mídia você causou, Kim Seokjin?

Eu jogo meu olhar para Taehyung e ele está perplexo — Eu não sei o que quer dizer, senhor.

— Oh, não tente vir com suas besteiras para cima de mim agora, detetive. — Ele agarra o seu monitor de computador e arrasta para que nós possamos ver. — Você disse a mulher que quem levou o seu filho era a mesma pessoa que levou você anos atrás!

— Não! — eu argumento, enrijecendo meu corpo — Eu disse a ela que talvez. Que era possível.

— Não é o que a mídia diz — ele rosna.

Então eu leio a manchete em um de nossos noticiários locais.

Caso arquivado está no fogo, enquanto a polícia faz a ligação de Lee Eugene ao sequestro de irmãos doze anos atrás.

Marionetes | Taejin [EM REVISÃO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora