√ COMPLETO
Silver Blythe odiava muitas coisas.
Odiava café, gatos, bananas, dias quentes e até seu próprio nome. Aos doze ela perguntou aos seus pais o porque dela ter nome de metal e desde então isso entrou na sua lista de mais odiados.
Mas aos 26...
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Eu estava um pouco nervoso com a situação. Estavamos na farmácia onde ela comprou a pílula do dia seguinte e uma outra cartela para iniciar a pilula. Ela o engoliu e respirou fundo.
— tudo bem?
— sim.
— ainda falta o exame. Podemos fazer na clínica onde trabalha e depois fazer umas compras. Ou tem algum problema?
Ela negou e entramos em seu carro. Em alguns minutos nós estávamos na clínica, fizemos o exame e ali ficamos esperando pelo resultado.
— isso não foi boa idéia.
— porquê? — a encarei.
O homem alto entrou na sala de espera e franziu o cenho.
— Silver? Hoje não está de folga?
— sim, vim apenas receber um exame.
— tudo bem?
— sim.
Ele me encarou e sorriu.
— Milles.— estendeu a mão.— namorado?
— não.
— sim.— respondemos ao mesmo tempo.
...
— você não tinha o direito de responder por mim! Vocês nem se conhecem, e eu definitivamente não sou sua namorada.
— ainda.
Silver bufou deixando claro seu estresse. Jogado no sofá, a encarei negar frequentemente com a cabeça.
— não vai dar certo.— declarou.— isso — dirigiu o indicador para a minha direção e depois para si repetitivas vezes.— não vai resultar.
— e porque não?
— porque não! Nós somos completamente diferentes, Tayler! Eu odeio essa imprudência sua. Essa mania de parecer que nada te atinge. A mim me atinge! Desde que você entrou na minha vida as coisas que aconteceram não foram os melhores.
Me levantei do sofá.
— você está jogando a culpa sobre mim, huh?
— eu sei, eu sei. Eu também tenho culpa, mas eu simplesmente não me controlo perto de você.
— e isso não é bom?— me aproximei tocando seu rosto. Ela estremeceu.— perder o controle e deixar as coisas fluírem?
— eu fui pega transando com um presidiário. — segurou minhas mãos cessando o carinho que fazia em sua bochecha.— eu perdi meu emprego, minha dignidade. Eu transei com você novamente sem nenhum cuidado e estou te recebendo aqui na minha casa. Isso, simplesmente não vai resultar. Nada bom vai resultar de nois dois.
— como tem tanta certeza?— toquei sua cintura.— como pode achar isso, quando qualquer reação que tem perto de mim é completamente diferente?
— não posso..
— você me deseja, doutora.
— não...— gemeu de olhos fechados.
— nós temos uma atração forte. Algo selvagem que não pode ser saciado porque estamos constantemente necessitando um do outro. Precisando e procurando beber na nossa loucura. Insaciáveis.
Quando seu corpo derreteu e se aproximou de mim eu sabia que a teria. Eu deitaria aquela mulher na cama e a viraria do avesso. Finalmente teríamos algo mais demorado onde eu conseguiria sentir todos os seus sabores como nunca. Nua, completamente entregue a mim, sem nenhum cronômetro rodando. Poderia sentir minhas mãos formigarem, minha boca salivar e todo o resto do meu corpo reagir a adrenalina da luxúria.
— eu vou te foder em todos os cantos desse apartamento. Sem hora para parar a não ser que implore. E acredite, não pretendo te deixar com forças para isso.
Um gemido foi minha única confirmação antes de a jogar sobre o ombro a levando para o quarto. A joguei sobre a cama e tirei minha roupa com seus olhos acompanhando cada passo meu recheados de pura luxúria. Ela puxou o vestido num ato preguiçoso e sexy, como se quisesse demorar o suficiente até ver o desespero em meus olhos.
E então seus cabelos estavam soltos na cama, curtos e castanhos como seus olhos. Uma predadora, com toda a certeza. Silver engatinhou até mim e segurou meu membro duro em suas mãos antes de deixar um beijo na glande.
— veremos quem irá implorar primeiro.
— quanto tempo tem, doutora?
— ah meu amor. Eu tenho o dia inteiro.
...
A luz do sol não era a única razão de ter despertado. Chingamentos baixinhos e alguns barulhos ecoavam pelo quarto, mas eu me sentia exausto demais para acordar até sentir o aroma do café da manhã e logo depois um perfume suave invadir minhas narinas.
— bom dia, doutora.
— que susto!
Meus olhos se abriram e encontrei uma figura deslumbrante de coxas grossas e bunda redonda usando uma calcinha preta de renda. Silver tentava abotoar o sutiã se encarando no espelho.
— atrasada?
— culpa sua.
— eu?!— me espreguiçei e encarei seus olhos analisando minha ereção matinal descaradamente.— você disse que tinha todo o dia.
— sim, mas hoje eu estou cansada. Parece que fui atropelada por um carro.
— e porque não me pediu para parar, doutora? Sabia que tinha que acordar cedo e que poderia estar cansada.
Ela me encarou mordendo os lábios fazendo minha ereção protestar.
— você é uma safada, doutora.
— para de me chamar assim!
— porque?
— porque eu quero!— se virou para mim.— levanta a bunda dessa cama, eu fiz o pequeno almoço para não demorar muito para sair, e quero encontrar a casa em bom estado quando chegar.
— sair para onde?
— procurar emprego, ora! E um lugar para ficar.
— nós já não tinhamos resolvido isso?
— como? Na cama?— ela riu.— você não vai ficar aqui, Tayler. Você tem no máximo duas semanas.
× vou postar dois capítulos seguidos só porque sim ;)