× CAPÍTULO NOVE

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Eu deixei claro as regras

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Eu deixei claro as regras. Fui tão transparente quanto a água, mas mesmo assim, Tayler McCarthy saiu do banheiro de tronco nú, com uma calça de moletom velha que lhe ficava um pouco apertada, rumo a minha cozinha americana como se nada tivesse acontecido.

— eu ainda estou com fome.— falou.— o que tem para comer?

A resposta ácida quase saltou para fora. Ácida e completamente contra o que eu estava fazendo.

Sua indecente.

Encarei suas costas e suspirei.

— tem cereal, trouxe pão e acho que pode fazer panquecas.

— tem café?

— eu odeio café.

— e?

— e que eu odeio café então nem compro.

— mas agora temos que ter café.

— compra você para você.

— ninguém sai rico da cadeia, Blythe.

Um arrepio atravessou meu corpo.

— nem mesmo para comprar café, então eu estou quebrado. Mas vou dar um jeito nisso.

— ah vai.

— e eu não sei fazer panquecas.

— e eu com isso?

— faz para mim.

Ri.
Aquilo era o auge.

— por favor. É só dessa vez, eu aprendo rápido.

Suspirei e me arrastei do sofá.

— sabe fazer chocolate quente?

Ele revirou os olhos.

— também não exageremos não é?!

— eu não sei, McCarty, eu não conheço nada sobre você, então é normal perguntar.

Ele se encostou na bancada me encarando e me limitei apenas a pegar os ingredientes.

— meu nome você já sabe. Fui preso por roubo, tenho 26 anos e é tudo.

— formado?

— naaahh.

— pelo menos fez o ensino médio?

— com muito ódio.

Tive que rir.

— e o que quer fazer da vida?

— por enquanto apenas te comer.

Então eu me queimei com a frigideira e causei um barulho enorme a derrubando.
Tayler se aproximou de mim quando levei a parte machucada a boca por puro instinto e a encarou.

— não foi nada, doutora.— falou e sorriu.— vamos passar uma água e depois manteiga, ok?

— o quê?!

Franzi o cenho e comecei rindo, mas eu era a única a rir ali.
Tayler ficou sério me encarando e eu apenas parei quando sua mão tocou meu rosto. O alarme a vermelho em minha cabeça apenas gritou mais.

— não me peça para me afastar quando fica assim perto de mim.

— a-assim como?

— gostosa de babydoll, com uma tentativa falha de um coque que apenas te deixa mais gostosa. Eu estou me segurando, doutora, mas minha vontade é te foder nessa cozinha. Então não sorria assim perto de mim ou eu perco a porra da razão.

Arfei. O ar escapou de meus pulmões por pura surpresa.
Meu corpo estava instável e eu soube ali que ele iria me trair.

Minhas mãos se mexeram sozinhas para seu pescoço e finalmente eu pude tocar seus fios castanhos como os meus, mais longos. Lindos e brilhantes. Cheirosos com o meu shampoo.
Tayler McCarty seria minha perdição ali.

Ele se afastou como se lutasse contra isso e pegou a frigideira do chão enquanto eu ainda tentava respirar.
Eu estava molhada apenas por aquilo. A visão de suas costas largas e perfeitamente esculpidas, se contraindo enquanto ele limpava a minha bagunça.

Então eu o toquei. Seu corpo se tornou  rígido e logo ereto e enorme antes de se virar e me encarar.
Tayler foi rápido me colocando sob o balcão que separava a cozinha da sala e puxou a blusa do meu babydoll revelando meus seios nús. Ele urrou e os abocanhou.
E eu pude dar graças porque agora eu poderia gemer sem qualquer pudor ali.

Arranhei suas costas e o puxei para um beijo sentindo seus dedos penetrarem na seda fina do meu short.

hummm..— gemi quando dois dedos entraram em mim.

Ele me tirava do sério. Me fazia desviar minha conduta quando se aproximava.
Ele era minha perdição. Um erro maravilhoso.

Quando seu membro entrou em mim o arrepio me preencheu e ele começou estocando tão forte que senti a estrutura de madeira tremer.

— Tayler..— gemi.

Ele ia fundo e forte me segurando como se eu fosse completamente dele e nada me tiraria de lá. E eu estava no céu com aquela sensação.

— merda, que saudade disso!— grunhiu.

Ele estava quase lá, e eu também.
Mas havia algo errado ali.

— tira!

— o quê?!

— nós esquecemos a merda da camisinha, Tayler!

— merda.

Ele o tirou e seu líquido quente caiu pelos meus seios e barriga.
Respirei fundo frustrada porque eu não consegui chegar lá, e porque havia cometido uma burrada ainda maior do que as outras.

— você tirou antes? Conseguiu?

— acho que sim.

— meu deus, eu não tomo nem pílula!

— quer uma pílula do dia seguinte?

— sim, eu acho.— suspirei e deitei minha cabeça em seu ombro.— é pequenas as probabilidades de acontecer, mas existe. E eu não quero isso agora.

— podemos ir agora. E você aproveita e começa com a pílula.

O encarei.

— eu..— suspirei—  você é limpo?

Ele demorou até responder apenas me analisando e eu tremi.

— podemos aproveitar e fazer um teste se precisar. — se afastou.— eu entendo você, tudo bem.

Procurou por um papel toalha e me entregou.

— vamos fazer isso, mas eu preciso comer.— beijou o topo de minha cabeça.




Desvio De Conduta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora