× CAPÍTULO CINCO

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× primeiramente feliz quinta feira.

× Segundamente decidi deixar a nota que seria no final, no início do Capítulo pedindo que votem por favor. Gente, é sério, não sejam leitores fantasmas. Assim eu nunca saberei se estão gostando ou não e meio que está me desmotivando porque eu estou vendo as leituras aumentarem e os votos não.
Por favor gente, votem.

× terceiramente, e não menos importante, esse capítulo ficou bem mais pequeno do que eu imaginei, mas será postado assim mesmo. Não se esqueçam da postagem de sábado.

Boa leitura. ❤️

- eu fiz de propósito

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- eu fiz de propósito.

Eu não sabia o porque de estar contando isso, apenas falei.
Ver ela daquela maneira não foi algo que me deixasse indiferente, afinal, eu não era um cubo de gelo sem nenhum sentimento.

Sua mão voou em minha cara me atingindo com força. Suspirei de olhos fechados com uma paciência que não sabia de onde tinha saído e senti socos em meu peito.

- desde a primeira vez que te vi, tudo foi provocado com um objetivo; te ter. Eu fiz de tudo para vir aqui e te fazer minha. A culpa é minha.

- claro que a culpa é sua.- ela arfou.

Tentei a segurar.

- você e esse ar idiota de quem é dono do mundo. Você! Sua culpa! Seu irresponsável, arrogante, egocêntrico!

A porta se abriu e o diretor nos encarou.
Sylver se virou colocando a blusa e limpou o rosto.

- diretor..

- depois, Blythe.- me encarou.- Kieran, pode entrar. O leve para a solitária e só o tire dali quando eu mandar.

Kieran sorriu e se aproximou colocando as algemas. Meus olhos caíram na morena que chorava baixinho, um pouco encolhida no local e a raiva borbulhou em meu peito.
Fui arrastado por um longo caminho até chegar numa porta na qual conhecia bem. Kieran me jogou ali trancando a porta e dizendo algo que eu nem mesmo importei em escutar.

E então eu estava ali sozinho num lugar que cheirava a morte e podridão quando a única coisa que eu tinha em mente era nossos corpos se tocando. Ela se entregando a mim com a ideia de que seria a última vez antes da porta, que não havia sido trancada, ser aberta.
Todo o seu corpo ficou em estado de choque e quando suas lágrimas desceram a culpa me atingiu.
Eu merecia aquele lugar.
Era o mínimo quando ela seria falada, escutaria risadas e seria despedida por isso.

Eu havia causado isso. Ela foi fraca mas eu atiçei e provoquei.
Eu havia a arrastado para isso porque havia tido um vislumbre de um anjo nesse inferno. Uma dose de loucura e adrenalina.

Minha vontade era socar a cara daquele velho até não haver mais vida ali.
Ou talvez a minha.

Agora a única coisa que me restava era a loucura que havia sido aquele desvio de conduta. As lembranças carregadas de sabor e cheiro. Porque tudo parecia vívido demais. Intenso demais. E eu adorava aquela intensidade, adrenalina e loucura.

 E eu adorava aquela intensidade, adrenalina e loucura

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Desvio De Conduta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora