√ COMPLETO
Silver Blythe odiava muitas coisas.
Odiava café, gatos, bananas, dias quentes e até seu próprio nome. Aos doze ela perguntou aos seus pais o porque dela ter nome de metal e desde então isso entrou na sua lista de mais odiados.
Mas aos 26...
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Ela se vestia encarando o chão ou então qualquer lugar que a fizesse me ignorar. Nossa reação após o sexo havia deixado o ambiente um pouco pesado e eu apenas queria sair para nada piorar.
Ela tinha razão, que merda estávamos fazendo? Eu a queria foder, mas alguma coisa ali não estava bem. Haviam promessas fodidas ali e qualquer um de nós poderíamos sentir. E eu não queria promessas. Eu não queria nada além do que ela me proporciona.
— estou saíndo.
— não! Apenas me diga que vai ficar quieto. Sem brigas.
— você não faz ideia o que é essa merda aqui. É praticamente impossível ficar quieto e não querer arrebentar a cara de um deles.
— por favor faça o que estou pedindo.
— doutora Blythe, tem outro preso te esperando aqui fora.
— já vou!
— foda-se!— falei quando ela me encarou.— não é como se você se importasse.
— claro que me importo.
Arqueei as sobrancelhas em sua direção soltando um riso de puro escárnio. Me aproximei dela tocando seu rosto, mas logo soltei.
— não se confunda, doutora. Aqui somos apenas sexo. Você precisa de mim para te comer, e eu muito mais. Não é como se temos alguma relação que pode pedir algo diferente de: "me foda"," me come" ou "não para".
— você é um idiota!
— eu já escutei coisa pior.— sorri.
— eu estou falando isso para o seu próprio bem!
— que bem, doutora?! Você quer um homem para te foder até não aguentar mais. E é isso que eu sou e é apenas isso que eu quero fazer.
— e não é o que quer também?
— sim.
Ela engoliu em seco. Me virei e abri a porta encontrando o olhar estranho de Kieran. Logo ele encarou algo atrás de mim.
— tudo bem, doutora?
— tudo.
Ele veio até mim e colocou as algemas.
— ele tem mais alguma consulta essa semana?
— acho que não.— ela respondeu.
— me leva logo.— ordenei e Kieran me encarou de cara fechada. Revirei os olhos.— por favor.
...
O sol estava quente no pátio. Alguns jogavam, outros conversavam no ginásio que havíamos montado e os restantes estavam espalhados, ou em grupo ou sozinhos como eu. A dor de cabeça era minha companhia ali, já que Dean jogava com os outros caras esquecendo de me encher o saco por algum tempo. Melhor assim.