Dener
Estou desatento no volante. Uma moto passa e buzina bem alto próximo ao meu carro. Chego na faculdade, estaciono em um local mais reservado e me entrego aos pensamentos que a muito tempo não recordava, e que após Briella voltar para casa do seu pai, justo quando estamos morando lá, vive me perturbando.
"Estou sozinho em um jardim, tenho apenas dez anos, estou com uma bola nas mãos e me sinto cansado. Com certeza estava jogando. Coloco a bola embaixo do braço e procuro algo por todo jardim. É quando escuto seus gritos. Fico desesperado. Procuro entre as flores e não encontro. AIIIIII, AIIII... Seu choro parece mais perto. Vou em direção a voz e a encontro no chão com o braço cortado e a cabeça sangrando. Corro até ela, é tão pequena e frágil. Levanto seu rosto...
-Shiiii. Encontrei você! Calma ...
- Obrigada, Denn. Você é meu herói.
Ela diz e me abraça.
O melhor abraço de minha, me sinto em casa, me sinto o melhor que posso ser!
Quando me solto dos seus braços não é mais a minha pequena, ela agora está irreconhecível, não consigo ver o seu rosto, e minhas mãos estão grandes e onde estou? Por que ela está se afastando? Quero ir até ela mais não consigo... Fico desesperado, ela estava machucada, eu precisava cuidar dela."
Acordei muito desnorteado nesse dia e todos os dias seguintes, ao me deitar, queria sonhar novamente para poder salvar aquela pequena. Passei dias sentindo falta de algo que não sabia explicar.
Para piorar na mesma semana ouvi minha mãe conversando com sua amiga depois de chegar em casa altas horas como era de costume com voz de embriagada:
- Aquele vagabundo, Shelby. Me tira do sério. Agora ele está posando todo amoroso com aquela vadia. Vão casar e ter uma família. Mas ele nem lembra que tem um filho.
- Amiga, fica calma. Você sabia que não seria fácil quando se envolveu com ele, Bet. Ele só tinha 16 anos e você 17, estava praticamente claro que não seria para sempre. Eram só dois adolescentes.
- Eu o amei, Shelby. De verdade. Mas as coisas mudaram depois que ele me traiu tantas vezes. E quando fiquei grávida ele teve a capacidade de dizer que não era dele. Por isso papai e mamãe me proibiram de vê-lo e depois da morte deles, Leopold cuidou de nós como sua família. Não culpo a idade, mas sim o caráter daquele merda... E ela chora!
Fiquei dias com raiva do meu pai. E conclui que nunca me envolveria com alguém antes de me formar ou com uma garota mais nova.
Quando eu era mais novo não me importava muito com Briella, mas quando ela completou seis anos e comecou a me chamar de priminho Denn por todo lado o tempo inteiro, eu comecei a me incomodar, sempre que a via o meu sonho vinha em mente e me deixava ansioso e frustado por lembrar que não pude ajudar aquela garota que me fez sentir a melhor coisa do mundo em um único abraço.
Sei que fui um egoísta, e tentei de todas as formas afastar Briella.
Quando ela queria brincar comigo ou perto de mim, sempre dava um jeito de deixá-la constrangida ou dizia que ela era muito nova para tal brincadeira. Todos riam e ela saia triste e zangada. No fundo eu me sentia culpado por tal situação, mas com ela longe o meu sonho não me atormentava tanto.
O último dia que passamos juntos foi em um sábado quando mamãe me deixou em sua casa para sair com um de seus muitos namorados. Seus pais também saíram para um jantar e ficamos com Mary, que na época era uma jovem senhora.
Lembro de ter visto Briella chorando no quarto e senti uma dor no peito ao vê-la daquela maneira, sentada com os braços ao redor das pernas. Foi quando meu lado protetor falou mais alto e fui até ela.
- Calma, Brie. Eu estou aqui... Não fique assim.
Briella me olha desconfiado e sei que não sou a melhor companhia para ela, pois nunca agi muito amigável.
Mas realmente não consigo me mover e deixá-la, preciso que ela pare de chorar por que de alguma forma eu sinto sua dor.
- Vem Brie... Vou te ensinar a jogar vídeo game. Você nunca vai passar vergonha se eu te der uma aula. Só basta uma e você vai dar surra nos garotos ou garotas que te desafiarem.
Briella estuda o meu rosto. Mas seca as lágrimas, sorri um pouco e descemos para a sala.
Passamos o restante do dia jogando e nos divertindo muito.
- Brie, por que você estava chorando?
- Papai e mamãe brigaram hoje. Ouvi eles falando muito alto Denn. Eu não gosto que eles briguem.
- Fica tranquila. Você está comigo agora, e eu vou cuidar de você.
Briella e eu sorrimos muito com os joguinhos. Comemos juntos, deitamos na sala assistindo TV e depois jogamos denovo até seus pais chegarem.
Quinze dias depois a separação foi anunciada e tia Ava foi embora com Brie.
O tempo passou e não a vi desde a separação. Três anos depois minha mãe casou com o otário que é culpado de nossa atual situação. Graças ao amor do tio Leopold nós estamos nos reestruturando aos poucos.
Quando eu soube que Briella viria morar com seu pai, não me importei nem um pouco, pois a casa é deles mesmo, mas ao vê-la pela primeira vez depois de dez anos, fiquei louco. Cara, que menina linda, gostosa, charmosa da porra. Toda perturbação de antes voltou e com mais força. Não controlo meus impulsos perto dela e não posso, não devo desejar cada parte de seu corpo junto ao meu, sua boca na minha. Porra. Nem meus pensamentos eu controlo quando penso nela.
Tenho que me lembrar a todo instante que é minha prima, filha do tio que considero meu pai. Mas cara, por que é tão difícil controlar ? E para piorar ela me olha estranho, parece desejo, mas será que é louca? Não vê todos os contras se cairmos nessa tentação?
Mas que porra de tentação. Vou focar ainda mais nessas gatas da universidade e tentar uma amizade com minha priminha, talvez a convivência nos faça bem e isso seja só um fogo de primeira vista. FOGO.. Que merda, estou suando.
🔥👩🚒
Chama o bombeiro!!!
Mais um capítulo... Viu continuar com frequência...
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Irresistível Tentação
RomanceBriella Sanchez é uma adolescente de 17 anos, linda, sedutora e com personalidade forte. Ela precisa voltar a morar com seu pai depois de anos e ao chegar lá tudo parece ser complicado, por que seu primo que mora com seu pai é uma tentação e p. de...
