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Meu coração acelera a cada minuto da gravação que estamos assistindo daquele dia. Não é muito claro, mas da para ter noção se algo fora do comum acontecer ali.
Luke ficou cerca de dez minutos me esperando chegar, nossa conversa não durou mais que 5 minutos e não houve nenhuma movimentação estranha da parte dele, Jack chega logo depois e nos falamos por poucos segundos, sem nenhuma movimentação suspeita da parte dele também.
Depois que eu saio do local conseguimos observar Jack com os braços cruzados na mesa e sua cabeça apoiada como se estivesse dormindo, porém depois de um tempo ele levanta a cabeça e passa as mãos rapidamente no rosto.

— Parece que ele estava chorando — diz meu irmão voltando a gravação pela terceira vez.

— Algo deve ter acontecido, mas nós já percebemos que nenhum dos dois colocaram nada no que eu bebi e comi — cruzo os braços o olho para os meus pés, sinto uma ardência nos olhos e me retiro rapidamente daquela pequena sala e vou para calçada.

Passo as mãos nos meus olhos e olho para o céu, respiro fundo várias vezes tentando me controlar. Eu não consigo acreditar que minha última opção seja ele.
Uma mão no meu ombro me puxa e sinto o cheiro de canela do meu irmão, me agarro em sua camiseta com toda a força que eu tenho. O bolo que es¥ta na minha garganta sai como um soluço.

— Não se torture, Emy. Não podemos provar nada — meu irmão tenta me acalmar mas a dor ainda está ali.

Sem dizer uma palavra ele me guia até o carro de volta e começa a dirigir para fora da cidade. Aos poucos reconheço o lugar onde estamos, nunca esqueceria essa estrada de terra e toda a mata ao redor.

— Por que me trouxe aqui? —pergunto com a voz rouca pelo choro.

Vincent para o carro e sai indo até o porta malas, ele tira uma mala preta grande e eu saio do carro para ajudar ele.

— Vamos treinar um pouco, vai te deixar melhor — ele sorri docemente para mim e deixa um beijo em minha testa.

Vamos para dentro do antigo galpão do nosso pai, foi aqui onde aprendemos atirar e lutar. Meu pai preservava nossa segurança ensinando a nos defendermos.

— Não sei isso é uma boa idéia — lembranças da última vez quando acertei um tiro no meu irmão me fazem recuar.

— Você tem que superar aquilo, Emy. Foi um acidente — ele me entrega minha antiga pistola.

— Um acidente que poderia ter causado sua morte — coloco a arma em cima da mesa e me sento em uma das poltronas ali perto — Hoje, serei somente uma telespetadores.

Vincent da de ombros e começa a se divertir com seus brinquedos, confesso que sinto falta, mas o medo é maior.

                                   🌻

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