Eai pessoinha, como vocês estão?
Estão se cuidando direitinho?
Espero que sim!
Se um pino tivesse caindo na sala, teria quebrado o silêncio repentino com o mesmo efeito de uma bomba. Eu tinha uma boa ideia do que Elisabeth queria dizer com "ele caminha entre nós", mas porque era muito absurdo para eu imaginar, tive que ter certeza.
— Você está dizendo que depois que o imbecil homicida morreu, Tyrone Griffin se tornou um fantasma que pode andar por aí em carne sólida todo Dia das Bruxas?
Elisabeth franziu com o termo imbecil, mas ela focou no resto da minha pergunta sem hesitação.
— Até onde sei, somente nas últimas décadas Griffin tem sido capaz de se manifestar em carne uma noite inteira.
— Porque só na noite do Dia das Bruxas?
Claro, é o momento em que a muitas pessoas celebram a ideia de fantasmas, ghouls, vampiros e outras criaturas, mas a maioria deles não acredita que essas criaturas existam.
— É o momento em que a barreira entre os mundos está mais fina. – Lauren respondeu. — A celebração do Samhain vem de muito antes de os humanos fazerem de doces e fantasias um feriado nada a ver.
Elisabeth contorceu a boca.
— Griffin não percebeu a ironia em ser fortalecido por uma noite dedicada ao que ele uma vez considerou um culto herege. Ele ainda acredita estar agindo ao lado de Deus, como se o Todo Poderoso não tivesse deixado claro que "Ele" não quer ter nada a ver com o Griffin.
— E o que ele faz no Dia das Bruxas?
Eu aposto cada gota de sangue no meu corpo que Griffin não o passa brincando de doçura ou travessura.
— Ele extrai confissões de bruxaria de três mulheres que ele coage um cúmplice humano a sequestrar, e então ele as queima vivas. - Elisabeth respondeu, um espasmo de dor cruzando seu rosto.
É oficial. Agora eu queria matar um fantasma, uma noção que eu descartei como improvável apenas vinte minutos atrás. O problema era, matar vampiros e ghouls era minha especialidade. Não pessoas que já estavam realmente mortas.
— Quanto tempo até ele conseguir esse cúmplice para capturar essas mulheres? - Lauren perguntou.
— Não tenho certeza. – Elisabeth respondeu. Ela desviou o olhar, como se estivesse envergonhada. — Talvez uma semana? Segui Griffin o melhor que pude ao longo dos séculos, tentando descobrir uma maneira de acabar com ele, mas ele é esperto. Ele se esquiva de mim a maior parte do tempo.
Yeah, toda essa capacidade de desaparecer faz ele ser um inferno pra seguir, mesmo pra outro fantasma. Rastreá-lo seria como tentar colocar algemas no vento.
O que trouxe outra questão.
— Você disse que muitos outros fantasmas te consideram uma pária por tentar matar um de sua espécie, que obviamente tem que ser o Griffin. Como você, ah, tenta fazer isso?
Uma imagem mental de suas figuras transparentes tentando se estrangular brilhou na minha mente.
— Ao longo dos séculos, fiz contatos com vários médiuns, convencendo-os do mal de Griffin na esperança de que algum pudesse bani-lo. Eles tentaram muitas formas diferentes, mas cada tentativa falhou. Uma vez que a notícia do que eu fiz se espalhou, eu fui evitada por muitos da minha espécie... exceto aqueles como Fabian.
O sorriso que Elisabeth lhe deu quando terminou a frase foi tão intenso que eu senti que estava invadido algo só por olhar. Talvez o interesse dele por ela seja recíproco.
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Night Huntress Vol #6
FanfictionComo você envia um assassino para a sepultura quando ele já está morto? Tendo evitado por pouco uma guerra do submundo, Karla Camila Cabello não quer nada mais do que um pouco de sossego com sua mulher, a vampira Lauren Jauregui. Infelizmente, seu...
