Lauren estava na minha frente em um piscar de olhos, segurando dois punhados de sálvia em brasas. Segurei a mulher com um braço e tentei alcançar meu próprio monte de sálvia com o outro, mas então algo pesado me atingiu na parte de trás da cabeça com força suficiente para me fazer perder o equilíbrio. Lauren se moveu rapidamente, agarrando nós duas e nos colocando contra a parede, seu corpo e aquela barreira era um escudo protetor de qualquer ataque adicional.
— Porta. - Murmurei, olhando por sobre o ombro dela com o que meu crânio tinha sido esmagado dessa vez. — O filho da mãe me bateu com a porta do quarto!
— Saia. – Uma voz enfurecida sibilou.
Sangue molhava meu cabelo antes da ferida se fechar sozinha, mas aquele momento de tontura inicial tinha passado, me deixando boa e furiosa. Isso só aumentou quando todos os pratos quebrados começaram a voar e atingir o corpo de Lauren como facas de vidro.
A desconhecida não gritou, mas ela emitiu um ruído agudo horrível, fechando os olhos bem apertados.
— Não, não, não. – Ela começou a entoar.
Consegui libertar meus braços do aperto que Lauren exercia sobre nós o suficiente para pegar um pouco de sálvia e acendê-la. O tempo em que levei pra fazer isso, Griffin tinha jogado o sofá em Lauren. Senti sua dor em meu subconsciente quando o impacto fez com que cacos de vidro entrassem mais fundo em suas costas, mas Lauren só se preparou, absorvendo o impacto sem se desequilibrar nem um centímetro. Então ela sorriu de forma selvagem para o fantasma invisível.
— Isso é tudo que você consegue?
Griffin uivava furioso, revelando sua posição mesmo que ele não tivesse manifestado sua aparência ainda. Mirei e atirei, usando força suficiente para que a sálvia atravessasse o quarto. Soou outro uivo, dessa vez de dor, me fazendo sorrir com cruel satisfação. Atirei outro punhado naquela direção, mas Griffin deve ter se movido, porque os únicos sons que se seguiram foram a agitação das portas do armário que ele arrancou e começou a jogar em nós.
Uma delas atingiu a caixa de transporte de Helsing, fazendo meu gato gritar, mas ela era feita de material resistente e o protegeu do impacto.
— Gatinho. - Supliquei a Lauren, ainda presa fortemente contra a parede para pegá-lo eu mesma.
Lauren não se moveu, mas ela olhou para a caixa, sua aura faiscando como se ela tivesse acabado de soltar fogos de artifício. A caixa escorregou ao longo da parede, empurrando a madeira e o vidro em seu caminho, até estar perto o suficiente para Lauren a puxar com o pé e enfiá-la sobre o abrigo de nossas pernas.
Eu não tive tempo de admirar o uso de seu poder antes que a pancadaria começasse na porta do apartamento, seguida pela voz de uma mulher gritando.
— Isso é demais, Francine. Dessa vez vou chamar a polícia!
Em seguida Elisabeth explodiu através de uma das paredes, Fabian a seguindo de perto, atrás dela.
— Griffin – ela gritou — Onde você está, seu porco?
O ar serpenteou em círculos pequenos perto da cozinha, ficando mais escuros, até a forma alta e magra do Inquisidor aparecer.
— Aqui, vadia. - Ele sibilou para ela.
Fiquei chocada quando Elisabeth voou em direção a Griffin e começou a tomar impulso. Diferente do que aconteceu quando Lauren ou eu tentamos isso, seus golpes não o atravessaram de forma inofensiva. A cabeça do Inquisidor foi jogada para o lado com o soco que ela proferiu. Em seguida ele foi quase colocado de joelhos pelo chute sem misericórdia que ela deu em sua virilha. Griffin não podia ser atingido por alguém com corpo, mas claramente aquela mesma regra não se aplicava quando se tratava de outro ser não corpóreo o atingindo.
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Night Huntress Vol #6
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