Capítulo 24

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— Esse é o lugar. - Eu disse, protegendo meus olhos da luz da manhã.

Posso ter perdido acesso ao banco de dados da Segurança Interna graças a nova posição de chefe de Gold, mas muita da informação que nos levou até aqui foi tudo uma questão de registro público se você estivesse disposto a pagar uma taxa. Um pouco de acesso ilegal no banco de dados do Departamento de Polícia de Sioux City providenciou o resto. Nos últimos dois meses, aproximadamente 106 famílias na área metropolitana de Sioux City informaram arrombamentos. Era um grande número se fossemos fazer uma busca de porta em porta, mas dentre eles, só trinta e oito foram informados por mulheres morando sozinhas. Filtre ainda por mulheres entre as idades de dezoito e quarenta e cinco morando sozinhas onde os arrombamentos resultaram no ferimento ou morte de um animal de estimação e aquele número caia para um.

Se estivéssemos certos sobre a conexão entre animais de estimação mortos e Griffin, tínhamos encontrado uma das duas mulheres que restavam em menos de seis horas depois de Francine nos contar sua história. Talvez essa nova mulher pudesse nos dar informação que poderia nos levar até a vítima final de Griffin. Então poderíamos começar a parte realmente difícil: construir outra armadilha para Ty Dolla para que pudéssemos atrair o fantasma pra dentro dela. Tínhamos todos os materiais. Só precisávamos de um novo lugar com um fluxo de água doce para armar tudo.

Mas nós tínhamos que fazer tudo isso sem Gold nos encontrar e ferrar com tudo de novo. Partindo do princípio que eu tinha prometido ser otimista, eu não ia calcular nossas chances. Uma coisa já estava à nosso favor. Alguém com batimento cardíaco estava na casa de Lisa Velasquez. Olhei para o relógio do carro – 10:17 da manhã, miseravelmente cedo para vampiros, mas tarde para a maioria das pessoas que tinham que estar no trabalho. Talvez Lisa tivesse tirado o dia de folga. Talvez ela trabalhasse em um segundo turno.

Ou talvez ela estivesse sendo tão atormentada por um fantasma que tinha sido despedida de seu emprego por comportamento bizarro e frequentes faltas, assim como Francine tinha sido.

— Devíamos ter trazido o gato. - Lauren murmurou, olhando para a casa térrea onde Lisa morava.

Se estivéssemos certos, Griffin podia estar espreitando por ali, só esperando que cruzássemos a soleira da porta.

— Helsing quase foi morto algumas vezes. Não vou arriscá-lo, especialmente quando estamos bem certos de que aqueles últimos ataques foram deliberados e, de qualquer forma, nós só tivemos um chiado de aviso dois segundos antes de Griffin me atacar.

— Ele te atacar primeiro nas últimas três de quatro vezes é o que me preocupa. - Lauren respondeu, com o tom aguçado.

— O que posso dizer? – Sorri de forma irônica. — Sou irresistível.

Lauren me lançou um olhar que dizia que meu senso de humor foi desperdiçado nesse assunto, me entregando dois copos cheios de sálvia já queimando. Então ela pegou mais dois para si, deixando outros dois recipientes acesos no carro. Nós duas tínhamos mais sálvia nos casacos, e mais os isqueiros necessários, mas dessa vez, não iriamos esperar para acender. Claro, pareceríamos um pouco estranhas para quem quer que abrisse a porta, mas aquela era a última de nossas preocupações.

— Escuta algo interessante? - Murmurei, enquanto andávamos para a porta.

Eu tinha meus escudos mentais baixados o máximo possível sem que as vozes me subjugassem, mas eu não era tão boa em filtrar através daqueles não familiares ainda, e Lisa morava em uma subdivisão que fazia fronteira com uma área comercial bem agitada.

Lauren fechou os olhos, seu poder se expandindo por um instante.

— Quem quer que esteja lá está dormindo. – Ela afirmou.

Night Huntress Vol #6Histórias para pegar e não largar. Descubra agora