Sinceridade. 107

3.9K 245 3
                                        

Anne
Estava em casa sozinha porque o Robert estava no trabalho, fazendo o João dormir, quando uma das empregadas me chama e diz que meu irmão está aí. Coloco o João no berço, peço para ela ficar de olho nele e desço.
Assim que meu irmão me vê, ele me abraça e diz:
- Como você está?
Nos sentamos e eu falo:
- Bem e você?
- Bem, ma medida do possível. E cadê meu sobrinho?
- Está lá no quarto, eu já busco ele.
- Pode ser, mas antes precisamos conversar.
- Sobre o quê?
- Sobre o que está acontecendo com á nossa família. A mãe está estranha, já o pai faz alguns dias que eu nem se o vejo.
Suspiro fundo. O Marcos merece saber á verdade:
- Bem, eu vou te contar o que está acontecendo. Não fique bravo comigo porque só descobri isso faz alguns dias.
- Ok, estou ouvindo.
- O Arnaldo não é meu pai.
Ele me olha sem entender nada e diz:
- Como assim Anne? Claro que é.
Então eu conto toda á história pra ele, tudo mesmo, inclusive sobre a amante dele e que eu ouvi ele conversando com o cara que me bateu. Meu irmão ficou simplesmente chocado com tudo, a ficha dele não caía. Eu entendo, se a minha demorou para cair, imagina á dele que achava que os nossos pais eram os melhores.
- Anne, você sabe que a mãe sabe todo o resto? Sobre á ou ás amantes? O espancamento?
- Sinceramente eu não sei, eu prefiro acreditar que não, mas não duvido de mais nada.
- Nós precisamos fazer urgentemente algo á respeito sobre tudo isso. Principalmente se for comprovado que o Arnaldo está envolvido com sua agressão.
- Eu sei, eu sei, mas não podemos fazer nada, pelo menos nada agora.
- Por quê?
- Porque nós não temos provas, mas o Robert já está providenciando isso.
- Espero que o mais rápido possível.
- Somos dois.
- E como você está com tudo isso? Vai querer conhecer seu pai biológico?
- Pra ser sincera eu ainda estou tentando entender e digerir. Eu quero conhecer ele sim, o Robert já está dando um jeito á respeito disso também.
- Nossa vida inteira era baseada em aparências e mentiras.
- Pois é. Eu sei que você não, mas eu esperava tudo do Arnaldo, mas agora da nossa mãe? Não mesmo.
- Eu estou completamente desapontado, mas pelo menos ainda temos um ao outro.
Seguro na sua mão e falo:
- Sempre, independente do que aconteça. Agora vamos esquecer um pouco disso e ver seu sobrinho?
- Claro que sim.
Então subimos e fomos ver o João.
Gente ainda estou resolvendo o problema da ordem dos capítulos, mas vou tentar publicar ao menos um por dia. Quando eu resolver esse problema, volto á publicar os dois. Bjs.

Casamento ForçadoOnde histórias criam vida. Descubra agora