Capítulo 3 - Um Ryan Diferente

1.7K 258 0
                                        

Capítulo Três — Um Ryan Diferente

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Capítulo Três — Um Ryan Diferente



Ponto de Vista de Sophia Hummel

— Já é a segunda vez que eu te salvo das suas próprias burradas! — a voz de Ryan ressoa ríspida, cortando o ar com uma firmeza que me deixa inquieta. — Será que dá para parar de se meter em confusão? Causar um incêndio em meio à floresta sombria? Você endoidou? Queria chamar a atenção de todo o reino sombrio? Parabéns, você conseguiu!

Seu cenho se franze com uma severidade que me faz sentir diminuta diante de sua presença. Eu o observo em silêncio, imersa em um olhar que, a meu ver, brilha de felicidade. Contudo, de forma alarmante, não percebo que, a cada instante, estou sendo engolida pela areia movediça, e meu tamanho, sob o peso do desespero, parece encolher.

Em um curto-circuito de nervosismo, o terror de ser engolida viva se apodera de mim, e novamente me debato, buscando desesperadamente escapar da ameaça que ainda paira sobre nós.

— Eu deveria deixar... — Ryan murmura, cruzando os braços em desgosto, como se minha presença fosse uma interrupção indesejada em seus planos. — Você só está atrapalhando os meus objetivos e colocando seres vivos em perigo.

— Por favor, me ajude! — imploro, a voz trêmula de nervosismo, a necessidade de sua ajuda ardendo em meu peito como um fogo incandescente.

Ele bufa, impaciente, revirando os olhos, e a vontade de argumentar surge em mim, mas, em um movimento inesperado, Ryan ergue a mão em minha direção, oferecendo brevemente sua ajuda.

— Ande logo, antes que eu me arrependa — ele murmura, sua expressão um misto de relutância e determinação.

Com um movimento rápido, agarro sua mão, aceitando sua oferta, e em um único impulso, ele me ergue para fora da lama, libertando-me das garras daquela ameaça iminente. Um suspiro de alívio escapa de meus lábios ao finalmente me ver livre, a pressão do pânico aliviando-se de meu peito.

Assim que estou em pé novamente, percebo que Ryan fixa seu olhar em mim, analisando-me com uma precisão que me faz sentir exposta. Uma pitada de esperança se acende em minha mente, levando-me a pensar que ele poderia finalmente ter recuperado suas memórias sobre nós. Contudo, para minha frustração, ele apenas balança a cabeça negativamente, sem qualquer sinal de reconhecimento ou compreensão.

Antes que eu possa insistir no assunto, um arfar doloroso ecoa ao longe, entre as árvores, como um lamento que atravessa a quietude da floresta. A lembrança de Nicholas invade minha mente, e a urgência de ajudá-lo me leva a correr em direção ao som. O desespero me impele, e, apesar de não querer me afastar de Ryan, sinto que preciso seguir meu instinto.

Para minha surpresa, percebo que Ryan me segue. Uma mistura de alívio e apreensão se apodera de mim; talvez ele compreenda, mesmo que apenas um pouco, a gravidade da situação. Apresso meus passos, transbordando em preocupação, enquanto a sombra do temor se instala em meu coração. O eco da dor de Nicholas reverbera em minha mente, e eu me pergunto se, desta vez, serei capaz de salvá-lo.

Asas MortaisHistórias para pegar e não largar. Descubra agora