Capítulo 16 - Uma Tregua na Tempestade

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Capítulo Dezesseis — Uma Trégua na Tempestade

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Capítulo Dezesseis — Uma Trégua na Tempestade


Ponto de Vista de Sophia Hummel

Suspiro profundamente, sentando-me cansada sobre um pequeno acolchoado no interior do aeróstato. Fecho meus olhos pesados, a adrenalina da batalha começando a ceder, e respiro lentamente, permitindo que minha mente finalmente encontre um breve alívio. Cada respiração parece mais tranquila, como se a paz que agora me envolve pudesse curar, mesmo que por um instante, todas as tensões que ainda persistem.

— Sophia. — A voz de Nicholas quebra o silêncio suave, e eu abro os olhos lentamente, reconhecendo o tom urgente. Ele direciona sua cabeça para a frente, e eu sigo seu olhar, surpresa ao ver o que se revela diante de nós.

Levanto-me, aproximando-me dele. À nossa frente, uma única nuvem de tonalidade clara aparece no horizonte. Fico intrigada, pois nunca vi uma nuvem com essa cor nesta dimensão antes. O que isso significa? Uma sensação de esperança começa a se acender em meu peito. Pode ser um sinal de que a tempestade, finalmente, está cessando?

O aeróstato começa a subir ainda mais, ascende aos céus, enquanto nos aproximamos de uma linha luminosa que parece envolver o ambiente como uma redoma invisível. As nuvens escuras começam a ser substituídas por outras, mais suaves e luminosas. As pesadas nuvens sombrias que nos acompanharam até então desaparecem, e uma sensação de alívio começa a preencher o ar.

De repente, ao atravessarmos essa redoma, um clarão intenso invade meus olhos. O céu diante de nós é deslumbrante, claro e radiante. Sinto minhas lágrimas se acumulando, mas as seguro, absorvendo a visão com uma gratidão profunda. Nunca imaginei que poderia existir um céu tão luminoso acima de tudo o que vivenciamos nesta dimensão, acima de toda a escuridão que tem nos cercado. Finalmente, podemos ver a luz que tanto procurávamos.

— Como você sabia disso, Bianca? — Josh pergunta, sua curiosidade evidente enquanto compartilha da mesma admiração.

— Apenas segui minhas intuições. — Bianca responde com um sorriso sereno, como se tudo isso fosse uma consequência natural para ela, um reflexo de algo muito maior que a guia.

Meu olhar se perde nas formas graciosas das aves que voam pelo céu. A luz natural acaricia meu rosto enquanto os fios de meu cabelo dançam suavemente ao vento. O som suave dos pássaros só aumenta a maravilha da cena. É como um sonho, uma trégua de tudo o que enfrentamos, onde posso simplesmente ser. Esquecer por um momento da guerra, da escuridão, da luta que ainda nos aguarda.

É uma sensação incrivelmente revigorante. Um suspiro de alívio me escapa, e meu coração se enche de esperança. Depois de dias intermináveis de desespero, talvez, finalmente, haja algo de bom a caminho. Será uma trégua no meio da tempestade? Uma promessa de que a luz pode vencer a escuridão? Uma sensação quase surreal me envolve, como se estivesse em um paraíso mental, onde todo o mal que nos cerca não tem mais força.

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