Capítulo 15 - Deus está conosco

1.4K 211 6
                                        

Capítulo Quinze — Deus está Conosco

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Capítulo Quinze — Deus está Conosco


Ponto de Vista de Sophia Hummel

Rapidamente, conseguimos alcançar um prédio abandonado. Assim que cruzamos as grandes portas de entrada, estas se fecham com um estrondo, como se o próprio local nos engolisse. Um silvo de energia ressoou pelo ar, e os outros membros do grupo, em um movimento sincronizado, começam a realizar preces sobre a porta, fortalecendo-a com suas palavras sagradas. O objetivo é claro: evitar que seja despedaçada ou arrombada pelos sombrios, cujos sons distantes começam a se intensificar, como uma ameaça iminente.

O sentimento de pavor me consome de forma quase insuportável, a adrenalina se tornando tão intensa que meu corpo parece à beira de sucumbir. Cada segundo parece uma eternidade, e a pressão nas minhas têmporas quase me faz ver estrelas. O peso do meu corpo é excessivo, e, ao mesmo tempo, sinto um formigamento doloroso em minha barriga. A dor se intensifica de forma repentina, um golpe ácido que me deixa sem fôlego. O ar, antes oxigenado, parece agora escasso, e cada respiração é uma batalha.

Ao meu lado, Bianca também se mostra visivelmente afetada. Sua mão vai instintivamente até seu peito, como se sentisse uma dor física, e seu olhar, de horror, se volta para a minha barriga. Em um movimento inesperado, ela despenca no chão ao meu lado, como se o peso da situação fosse demais até para ela.

— Respire fundo! — Minha mãe está ao meu lado em um piscar de olhos, sua presença reconfortante, apesar da urgência da situação. Ela se ajoelha, colocando uma mão sobre minha barriga e a outra sobre meu peito esquerdo, tentando regular meu ritmo respiratório. Sua voz, embora cheia de preocupação, transmite uma calma necessária.

Por alguns segundos, minha visão se apaga, a escuridão invadindo minha mente e levando-me à beira da inconsciência. Porém, a consciência retorna, lenta, como se estivesse emergindo de uma névoa densa. Pisco meus olhos repetidamente, enquanto luto para recuperar o fôlego que estava preso em meu peito. Gradualmente, sinto meu organismo, exausto, começar a se acalmar, os batimentos cardíacos, inicialmente descompassados, se estabilizando aos poucos. A pressão no meu corpo diminui, mas a sensação de vulnerabilidade permanece.

A necessidade de encontrar uma técnica que me ajude a lidar com esses ataques emocionais é mais urgente do que nunca. Esta gravidez está transformando meu corpo em um campo de batalha interno, e meus neurônios se tornam explosivos, sensíveis ao extremo. Preciso de controle, mas ele parece escapar-me a cada respiração.

— Você não deveria estar passando por esses sentimentos extremos — a voz de Nicholas chega carregada de preocupação, seu tom trêmulo denunciando o quanto ele se vê impotente diante da situação. Só então percebo que está ao meu lado, segurando minha mão com força, como se sua presença fosse uma âncora para a minha sanidade. — Entende o motivo de eu não querer você envolvida nesta guerra? Isto pode acabar fazendo você abortar.

Asas MortaisHistórias para pegar e não largar. Descubra agora