Consequência de um passado conturbado, Rashid tem problemas quando decide beber, perdendo as estribeiras no que fala e faz, seja com mulheres ou homens. Ele não esperava encontrar seu inimigo quando conheceu a única mulher que achou que seria capaz...
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― Me explica novamente o que estamos fazendo num avião rumo a Dubai. ― Pedi para Gerson, meu treinador. Já fazia algumas horas que estávamos em pleno mar voando e aquela história ainda parecia absurda.
― Conseguindo financiadores para que você continue treinando com o melhor que pode, sem distrações. ― Gerson costumava ser bem direto, como eu gostava. ― Os árabes são bem generosos quando aceitam financiar um atleta de alto rendimento. ― Sorri de lado.
― Hm... mas eles não são machistas? Financiar uma mulher? ― Perguntei incrédula. A verdade é que eu também estava sendo um pouco preconceituosa falando isso, mas era porque eu não conseguia entender como as mulheres árabes lutavam com aquelas coisas quentes na cabeça, suando horrores, isso quando podiam treinar. Afinal, eu não sei se elas tinham lá muita chance de serem atletas. Podia ser preconceituosa, mas só estava falando daquilo que eu via.
― Foi o secretário do Senhor Al-Jah, da empresa de entretenimentos, que me ligou perguntando se não podíamos fechar negócios, Malena. Então acho que eles sabem ver uma atleta de bom rendimento sim. Independente se é mulher. ― Disse Gerson sério enquanto se mantinha em sua posição: Nada no mundo me afeta – Conseguida depois de muitos anos treinando judô e logo em seguida treinando atletas.
Franzi o cenho encarando Gerson. Ele podia ser um pouco inocente, embora eu gostasse do otimismo dele que sempre me levava a ultrapassar as barreiras que eu mesma me impunha, mas ou eu era pessimista demais, ou estava achando aquela história de reconhecer uma atleta de bom rendimento uma desculpa para algo que eu ainda não sabia mensurar o que era. Desde que não fosse minha liberdade de solteirice ou sexo por financiamento, a gente podia conversar.
Se fosse bonitinho e só quisesse sexo por uma noite, também. Podíamos ver o que podíamos fazer. Só que eu gostava de estar no controle, que isso ficasse claro.
― Vamos aguardar chegar. Por hora, coma. Você precisa manter sua massa muscular. ― Revirei os olhos, mas acatei o que Gerson pedira.
Não demorou para que Dubai estivesse visível.
Meus olhos brilharam vendo uma cidade linda, gigante e com coisas de muito bom gosto. Quase saltei da poltrona pra conhecer tudo. Gerson quase riu, porque sabia que eu nunca tinha saído do país, já que teoricamente eu ia enfrentar a minha primeira olimpíada dali pouco mais de um ano. Tinha sido difícil conseguir a vaga na equipe do mundial e eu estava muito orgulhosa disso.
― O secretário deve estar nos esperando depois da rampa de decolagem. Preparada para o mundial, Malena? ― Sorri.
― Simbora Gerson! ― E ele riu enquanto seguíamos para um carro preto que nos esperava pacientemente.
Respirei fundo saindo do avião e sorri.
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