22. A atração

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Valentina

Eu estava boba com tudo que uma noite me trouxe, Henry com certeza é especial, e agora meu namorado. Nosso jantar estava perfeito, e não podia ser melhor; ele se esforçou e cozinhou para mim, foi gentil e educado quando falei sobre ser virgem.

Fiquei um pouco impressionada com a quantidade de mulher que ele já transou, não porque não achei que seriam poucas, mas porque ele fala que nunca se apaixonou.

Eu não me sinto mal ou rebaixada por ele saber que não tive ninguem tendo contato com o meu corpo, eu me sinto apenas uma mulher normal que escolheu esperar e respeitar meu tempo.

Muitas meninas, passam dias se culpando ou se arrependem de perderem sua virgindade, com alguém que não tinha importância ou que não estava pronta. Pode parecer antiquado, mas hoje em dia ainda temos pressão de amigos e olhares, quando se é virgem, minha sorte é que minha mãe sempre me ensinou a respeitar minhas vontades.

Sexo para alguns pode ser importante, e para outros não passa disso, sexo. E para mim, tem uma importância.

Nós distraímos depois do seu pedido, e que pedido!!Pode não ter sido como muitas planejam, mas foi especial, ainda mais quando ele pensou em tudo, inclusive de usar alianças e sermos expostos.

Eu me alegrei quando ele me mostrou e explicou o porque da cor azul do colar, e fiquei bobinha pois ele lembrou da roupa que eu usei com ele no nosso primeiro encontro. Ele sempre fala que é observador, e que presta atenção em tudo, mas não imaginava que ele realmente prestava atenção em mim, e no que eu usava. Conversamos muito, com ele sentado no sofá, e eu com a cabeça deitada em seu peito, e entrelaçando nossos dedos.

Eu podia ouvir o compasso e o ritmo que seu coração batia, como ele respirava calmamente, levantando e abaixando seu tórax, eu me hipnotizei com as conversas e os seus movimentos, e não percebi quando havia dormido.

[...]

Acordo com apenas alguns raios de luz, que felizmente entravam na direção do meu rosto.
Me espreguiço e só após começo a raciocinar e olhar o lugar em volta.

Era diferente, com móveis modernos, e rústicos ao mesmo tempo, a cama era macia com lençóis em tons de cinzas, e as cortinas escuras. Esse não era meu quarto, mas me agradava, era elegante e aconchegante. Relembro a noite de ontem, e percebo que talvez devo ter dormido nos braços de Henry, e aparentemente acordei em sua cama.

Decido levantar e procurá-lo, mas ele já aparece na porta antes mesmo de eu levantar.

—Bom dia Anjo! - diz com um sorrisinho nos lábios.
—Bom dia.- digo admirando sua beleza matinal, é tão natural e simples após um banho.
—Espero que não fique brava, mas ontem você dormiu em cima de mim, e como já passava da meia-noite, decidi te colocar no meu quarto, e eu dormi na sala, apenas tirei seu sapato e te cobri.- diz indo até o o que aparenta ser seu closet, apenas com uma toalha enrolado em sua cintura, e outra ao redor do seu pescoço, me dando uma linda visão do seu corpo musculoso.
—Está tudo bem, só espero não ter te incomodado.- digo saindo dos lençóis.
—Nunca incomoda, tá.- diz abrindo as cortinas.
—Que horas são? Preciso ir para casa e me trocar.
—Acho que não vai dar tempo, já são 07 e pelo menos que eu saiba você precisa estar lá às 08.
—Ah, que coisa, verdade !!.- digo preocupada e tentando pensar em algo.
—Tina.- diz caminhando de terno até mim, abotoando suas mangas.- Use meu banheiro, toma um banho, e qualquer coisa se você quiser posso emprestar algumas roupas minhas.- diz com uma cara duvidosa.
—Mas você é bem maior que eu.- digo pensativa.
—Se não quiser te levo para casa, e tento ao máximo chegar rápido ao trabalho.- diz voltando para o closet.
—Onde é o banheiro?- pergunto decidida.
—É a porta aqui do lado.- diz me apontando para a porta ao lado do closet.
—Obrigada.- digo entrando.

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