Com a chegada do ano novo e apesar das reviravoltas que dezembro de 2019 causara, Anahí sentia-se tranquila com suas conquistas e sua família. O contato com os colegas de banda continuava muito amistoso e Poncho parecia ter voltado às boas com ela. Tudo soava muito bem, mas ela tinha um trabalho a fazer a partir de então.
Depois do aniversário de 3 anos de Manu, Anahí se preparava para a viagem à Los Angeles em função de sua participação especial em Lucifer. Tisha estava descontente, achava cedo demais para Anahí embarcar em mais compromissos da carreira. Tentara argumentar com a filha, mas esta parecia irredutível:
- Onde está escrito que eu não posso atuar, mãe?
- Em um projeto de relevância internacional? Você acha que isso cairia bem?
- Bem, se eu não posso pisar na Televisa, então... – Anahí deu de ombros, ironizando o fato de não poder mais trabalhar como atriz na maior emissora do país.
- Não deboche, Anahí! Existem muitas coisas em jogo!
- Eu não ligo para nenhuma delas.
- Você não liga para o seu filho?
- Ele não tem nada a ver com essa história.
- Ele é legalmente inserido nessa história.
- Chega! Só a senhora segue presa nesse passado, só a senhora quer que nossas vidas sigam dependendo de um contrato ENCERRADO! Eu não devo mais satisfações a eles, eu não estou impedida de trabalhar como cantora, atriz, a porra que for!
- Você não entende... – Tisha meneava a cabeça negativamente. Os olhos franzidos já derramavam lágrimas e as mãos tremiam à frente do seu corpo. – Minha filha, eu morro de preocupação! Eu sinto, eu sinto que isso não acaba assim! Eu não vou suportar se algo acontecer a você ou ao meu neto. Me sinto tão culpada...
- Vocês não têm culpa, mãe. Quando os cifrões apareceram nos olhos de vocês, eu já havia me decidido. – Percebendo o quão dura havia sido com a própria mãe que chorava copiosamente, a abraçou: - Desculpa, eu não quis... Não quis falar assim. Mas não se culpe por nada. Eu aceitei, tá bom? Eu queria. Mas agora nada mais me restringe. A senhora precisa me deixar livre também. Pelo menos preciso sentir-me assim, eu não posso voltar a ficar como estava antes. Mãe, você não imagina o que estava se passando na minha cabeça!
- Mesmo se você der a volta ao mundo e conhecer alguém em quem confie, não conte sobre o que fez. Não fale sobre o Manu. Ele é somente nosso, Any. Me prometa isso.
- Você sabe que a única pessoa para quem eu contaria tudo me odiaria em seguida, mais do que já me odiou. Ou provocaria uma revolução.
- Nem pense em abrir a boca! Aliás, esse seu sentimento por ele já lhe fez tomar decisões terríveis.
Anahí estreitou o abraço em sua mãe e repousou a cabeça sobre a dela. Seus olhos ficaram marejados e ela os fechou, tentando afastar os efeitos ainda tão pujantes da simples menção aos seus sentimentos por Alfonso. Mesmo que tudo já estivesse resolvido entre eles, aquela emoção ainda estava lá, guardada, e ela continuava tentando aprender a lidar com isso.
No dia seguinte, após acalmarem os ânimos entre si, Tisha e Anahí brincavam com Manu na sala especial de espera do aeroporto principal do México. Enquanto Camila estava distante comprando algo e os seguranças a acompanhavam, as duas conversavam sobre a viagem que começaria em meia hora, quando Anahí, Manu e sua babá embarcariam no voo para Los Angeles:
- Ai, filha, sinceramente como estou morrendo de vontade de ir com vocês!
- Eu vou trabalhar, do contrário a convidaria.
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Uma curva no destino (FINALIZADA)
FanfictionCoincidências não existem. Elas são os desígnios do destino sendo cumpridos. O inexorável destino cujo caminho pode ser reto, mas como em toda estrada, as possibilidades de atalho se apresentam. São as curvas que quase sempre se manifestam como esco...
